NOTÍCIAS DIÁRIAS
 
Geral Medicina

Esta semana

Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Chefs de cozinha nos hospitais
A bisteca florentina sai da Itália e vai para os EUA
Os músicos europeus da orquestra do Amazonas
Caminhada existencial na Serra da Bocaina
Casas de ópera buscam parcerias para sobreviver
Governo americano fechará serviço de rádio em português
A mordomia voadora de Warren Buffett
Natura relança velhos remédios naturais
Pesquisa diz que musculação é boa para os idosos
Uma nova arma contra o vírus HPV
A pílula da Bayer contra a impotência
A decadência do Vale do Silício
A vingança da natureza
A revolução dos bichos
O brasileiro que descobriu mais de 100 novas plantas
Exposição coloca em xeque a suposta beleza de Cleópatra
O maior latifundiário do Brasil
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos


Colunas
Diogo Mainardi
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

A força dos anos

Pesquisas indicam que a musculação é mais
importante para os idosos que a caminhada

 
Fotos Rogério Voltan
O psiquiatra Machado (à esq.) e seus colegas de malhação: 110 quilos

Primeiro, a má notícia, que, mesmo não sendo nova, preserva a capacidade de arrancar lamentos profundos. A partir dos 20 e poucos anos de idade, o corpo humano já começa a se deteriorar. A cada década, o peso aumenta cerca de 4%, a massa muscular reduz-se 5% e a perda de massa óssea pode bater em 17%. Uma pessoa sedentária chega aos 80 anos com metade da força muscular que tinha aos 30. Resultado prático: quedas e fraturas constantes, dificuldade para andar, levantar, sentar, vestir-se. A boa notícia, que é também uma novidade: tudo isso pode ser abrandado e já se sabe qual a melhor fórmula para tanto. A solução é a musculação.

Os pesquisadores da medicina do esporte concluíram que os exercícios de força são a atividade física que mais benefícios traz para a vida dos idosos. "Ninguém nega que as caminhadas e braçadas na piscina, os exercícios aeróbicos, façam bem, mas, para quem tem acima de 60 anos, o mais importante é a reversão da perda muscular e o ganho de força. Portanto, o prioritário é a musculação", afirma a médica Sandra Matsudo, diretora do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Estudos mostram que, após quatro semanas de treino, um idoso pode melhorar sua força muscular em até 220%. O psiquiatra aposentado Helio Cordeiro Machado, de 70 anos, decidiu fazer musculação porque já não andava em razão de duas hérnias de disco. "Três meses depois de iniciar os exercícios, minha dor diminuiu 90% e voltei a andar sem dificuldade", conta o malhador convicto, que hoje ergue 110 quilos com as pernas, cinco vezes mais do que conseguia há um ano.

Perda de massa muscular e de massa óssea no nível propiciado pelo avanço da idade prejudica as atividades mais comezinhas do dia-a-dia, como andar, comer, subir escada ou tomar banho. Esses problemas podem ser sanados com mais eficiência pela musculação. "Pesquisas mostram que pessoas que envelheceram praticando atividades aeróbicas chegaram à velhice com o mesmo nível de massa muscular que um sedentário", diz José Maria Santarem, fisiatra da Universidade de São Paulo. "O estado geral de saúde deles, porém, era melhor", ressalva.

E a saúde de quem pratica musculação? Está aí a principal novidade dos centros de pesquisas. A musculação também melhora o estado geral do organismo e ajuda a evitar a ocorrência de doenças, como as cardiovasculares – as grandes vantagens das atividades aeróbicas. Além disso, diminui o porcentual de gordura no corpo em nível próximo ao obtido com as caminhadas e corridas. Em matéria de condicionamento físico, os efeitos positivos ainda pendem para o lado dos aeróbicos. "Existe uma briga nos meios científicos entre os defensores dos aeróbicos e os da musculação. A conclusão mais sensata é que o melhor é a junção dos dois", aconselha o fisiatra Vagner Raso, do Celafiscs. Mas, então, qual fazer mais? "Como a pergunta é recorrente, o Colégio Americano de Medicina do Esporte definiu uma lista de prioridades para os idosos", responde Raso. "Em primeiro lugar, os exercícios de força, em segundo os de flexibilidade e, em seguida, os aeróbicos."

 

   
NOTÍCIAS DIÁRIAS
Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco