Edição 1841 . 18 de fevereiro de 2004

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Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas

 

"Agradeço a VEJA por me ajudar a
controlar o stress que venho sofrendo
com o vestibular. Com as dicas, posso
estudar mais sem tanta tensão."
Letícia Anderson, 17 anos
Cianorte, PR


Stress

Muito oportuna e preocupante a reportagem especial sobre o stress ("Stress", 11 de fevereiro). O que se esperava com o avanço da tecnologia, ou seja, mais tempo para o ócio, não se concretizou, caindo por terra, soando como um iminente alarme para revermos nossos conceitos, nossos hábitos e costumes. Enfim, devemos passar a limpo nossa vida, caso contrário nos tornaremos cada vez mais reféns desse mal que acomete a humanidade.
Fábio Nielsen
Vitória, ES

As pessoas andam estressadas porque querem tudo ao mesmo tempo para ontem. Existe uma ansiedade coletiva para conquistar fama, fortuna e poder, como se isso fosse sinônimo de bem-estar e felicidade.
Sandro Ferreira
Ponta Grossa, PR

Riquíssima a reportagem sobre stress. Pena que, apesar de esse ser um mal moderno, os médicos não estejam aptos a diagnosticá-lo, talvez por estarem também infectados.
Crísciam Duarte
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Como médica neurologista, percebo como as pessoas andam estressadas. A maioria dos que vêm ao meu consultório apresenta sintomas variados, como tonturas, cefaléia, insônia, entre outros. Na verdade, o que eles têm é puro stress. Chegam pensando que sofrem de alguma doença e à procura de um remédio e saem com orientações de como vencer o stress.
Doutora Lilian Regina Gonçalves
São Paulo, SP

Tenho 17 anos e sou estressada. Vestibular, escolha de profissão, conciliar horários, tempo para estudar... Tudo isso é cada vez mais comum entre jovens da minha idade, que ainda não sabem se são crianças ou adultos. De qual lado estou? O stress responde.
Caroline Xavier
Contagem, MG

Sou vestibulanda para o curso de medicina e conheço como ninguém os efeitos do stress. Minha mãe disse que vocês se esqueceram de uma "profissão" que não é remunerada nem reconhecida entre as campeãs do stress: dona-de-casa. Jamais mexam com uma dona-de-casa estressada! Bem, é isso aí! Continuem arrasando!
Nádia Calvo M. Okuyama
Londrina, PR

 

Robert Meeropol

Muito interessante a entrevista com Robert Meeropol (Amarelas, 11 de fevereiro). O julgamento e a condenação do casal Rosenberg foram muitas vezes dramatizados por Hollywood como um marco da brutalidade do macarthismo. No início dos anos 90 foram finalmente liberadas para o público provas de que os Rosenberg espionavam para a então União Soviética. Só não foram divulgadas antes, segundo o serviço secreto americano, porque a liberação da informação denunciaria alguns informantes ainda ativos. É curioso ler nessa entrevista que o próprio filho tem dúvidas sobre se o pai estaria ou não envolvido com espionagem para a União Soviética. Que tal Hollywood fazer uma versão revisada do fato? Ah, se os Rosenberg fossem muçulmanos!
Hélio Higuchi
São Paulo, SP

A entrevista foi, sem dúvida, belíssima, uma das melhores que já li. A lição de vida que Robert Meeropol passa em seu depoimento é inspiradora e emocionante. A revista está de parabéns.
Marli da Penha Venturim
Por e-mail

 

Aécio Neves

Fiquei indignado e chocado com a declaração do governador Aécio Neves na reportagem "O governador estilo garotão" (11 de fevereiro). Ao dizer que "Em Belo Horizonte, não tem mesmo muita coisa para fazer, além de um futebolzinho", o neto de Tancredo Neves apenas constatou que, durante todo o seu mandato, ainda não investiu nenhum recurso na cultura. Se ele acha o Rio de Janeiro mais agitado e um melhor lugar para viver, que vá disputar as próximas eleições para prefeito. Rosinha Matheus no governo do Estado e Aécio Neves na prefeitura. Não, o povo carioca não merece tamanha crueldade!
Flavimar Guilherme Diniz Fonseca
Santa Luzia, MG

 

São Paulo

Excelente a reportagem "Perua na lama" (11 de fevereiro). É extremamente lamentável a postura da senhora prefeita Marta Suplicy, a quem parece faltar um pouco de sensibilidade. A forma pedante como vai encontrar a população sofrida pelas enchentes só poderia mesmo resultar naquilo que resultou: hostilidade por parte dos munícipes que estão cansados dessa maratona populista em cima da desgraça alheia.
Vicente Azevedo Sampaio
São Paulo, SP

 

Veja essa

Presidente Lula: "Está nervoso o mercado? Eu não estou, estou calmo!" (Veja essa, 11 de fevereiro). Ele tá calminho porque aqui não há desemprego, não há miséria, não há fome, não há filas nos hospitais públicos, não há desabrigados, não há sem-terra, não há invasões de propriedades e prédios públicos, não há juros altos, não há empresas falindo, não há falcatrua nas múltis, não há remessa de dólares para os "paraísos", não há contrabando nem tráfico de drogas, não há injustiças sociais, não há nepotismo, pistolões e corrupção no governo -- que também não faz viagens fantásticas e inúteis.
Ozires Mourao
Londrina, PR

 

Congresso

Minha mudança de partido foi em conseqüência de meu apoiamento ao candidato Lula desde o primeiro turno da eleição presidencial. Fiquei treze anos no PFL. Não pulei de partido e nunca fiz política para beneficiar-me de benesses governamentais ("Deputados cangurus", 11 de fevereiro).
Deputado Roberto Pessoa
Brasília, DF

 

Polícia Federal

Sentir orgulho da Seleção Brasileira de Futebol ou de Gustavo Kuerten não é um fato estranho. Agora, orgulho da Polícia Federal é um sentimento completamente novo e inesperado que sua gestão atual está propiciando a muitos brasileiros como eu. Parabéns à corporação pela sua renovação, pelos novos métodos de ação e, principalmente, pelos resultados obtidos. Isso deveria servir de exemplo a outras esferas da polícia, ainda permeadas pela ineficiência e pela corrupção ("Aprendendo a dar o bote", 11 de fevereiro).
Rodrigo de Castro Freitas
São Paulo, SP

 

Anorexia

Sobre a reportagem "Doença grave incentivada na internet" (11 de fevereiro), gostaria de dizer que, enquanto o número de sites disponíveis relacionados ao tema aumenta de maneira assustadora, o mesmo não acontece com sites ou programas que deveriam combater esse tipo de informação. Nosso grupo realiza palestras gratuitas em escolas e mesmo assim encontra resistência por parte de alguns estabelecimentos de ensino que consideram esse assunto pouco relevante.
Valéria Lemos Palazzo
Psicóloga coordenadora do Grupo de Apoio
e Tratamento dos Distúrbios Alimentares
gatda@uol.com.br
São Paulo, SP

Admira-me muito ver uma estudante de direito dizer que a anorexia é um estilo de vida. A questão do incentivo na internet chega a apavorar, pois anorexia e bulimia são doenças. A internet deveria ser utilizada para fazer campanhas contra elas, e não para incentivar mais gente a perder a vida.
Thayse Catherine Purnhagen, 13 anos
Agrolândia, SC

Fiquei horrorizada ao saber que meninas da minha idade, que deveriam curtir a vida, estão se preocupando em fazer dietas impossíveis para parecer magérrimas e lindas como as modelos (que a mídia impôs como padrão mundial de beleza). Será que essas meninas não percebem que isso as levará à morte?
Thaís de Abreu Ferreira, 17 anos
Catanduva, SP

Meu filho foi um anorético, na época em que só as modelos tinham a doença. Foram três anos de tratamento com psiquiatra, clínico e nutricionista, sendo que o primeiro ano foi de muito sofrimento para ele e para o restante da família. É uma doença séria, que mata, e são poucos os que ficam curados. A maioria vai conviver a vida toda com a doença. Meu filho, com muita força de vontade e persistência, ficou curado. Hoje, quatro anos depois, ele fala da doença com naturalidade e, juntos, tentamos ajudar outras pessoas que não conseguiram superá-la.
Ivania Lins Caldas Sena
Recife, PE

 

Vinho

Permita-me fazer algumas observações a respeito da matéria "Tinto do sertão" (11 de fevereiro), sobre os vinhos do Vale do São Francisco: o Brasil produz em torno de 350 milhões de litros de vinhos por ano, sendo 35 milhões de vinhos finos, dos quais o Vale do Rio São Francisco responde por 6 milhões. Portanto, o vale produz 15% dos vinhos " finos", e não do total de vinhos de mesa do país.
Vinicius Tumelero
Petrolina, PE

 

Cartas

Excelente o destaque dado por VEJA à alegria da leitora Tatiana Leitenski, resultante de sua tranqüilidade de poder parir porque quer, no momento em que quer, e do homem que ama ("Estamos grávidos!", Cartas, 11 de fevereiro). Sagrado direito o de decidir sobre o que fazer da própria vida e do próprio corpo, determinando o tempo certo de trazer uma criança ao mundo. Lutemos para que chegue mais rápido o dia em que todas as mulheres e homens deste país possam usufruir esse elementar direito, já assegurado para a banda mais democrática da humanidade. Isso para o bem geral de todos, em especial das crianças, que chegarão a este mundo bem acolhidas e amadas, como Marco Lúcio, filho de Tatiana e Marco. Parabéns, VEJA. Sublime!
Maria Helena Souza da Silva
Salvador, BA

 

Burocracia

Gostaria de ver publicados os seguintes esclarecimentos em relação à reportagem "O Brasil entre os piores do mundo" (28 de janeiro). Para abertura de uma empresa e início de atividades, o registro no INSS é necessário somente nos casos em que o contribuinte é dispensado de CNPJ. Para encerrar a atividade, desde 31 de março de 2003, os contribuintes podem usar o "Baixa de Empresas Web", no endereço www.previdenciasocial.gov.br. Assim, podem conhecer o resultado do processamento on-line, obtendo a respectiva certidão, ou recebendo informações sobre as restrições ou impedimentos existentes, a fim de regularizá-los.
Maria Flávia Magalhães
Coordenadora de Gerenciamento de Arrecadação INSS
Brasília, DF

 

Justiça

Com relação à matéria "Emperrada há mais de 40 anos" (11 de fevereiro), em que foi usada a construção do Fórum do TRT de São Paulo como exemplo de corrupção, gostaríamos de esclarecer que, desde a retomada das obras de finalização, o prédio tem sido um exemplo de transparência na utilização do dinheiro público. Prestações de contas têm sido feitas mensalmente com divulgação pela imprensa e em nosso site (http://www.trt02.gov. br/geral/engenharia/index.htm), para que todo e qualquer interessado tenha acesso ao passo-a-passo da construção. Todo esse esforço nos rendeu frutos: o prédio não está entre as obras irregulares listadas pelo Tribunal de Contas da União e sua conclusão vem sendo acompanhada de perto pelo Tribunal Superior do Trabalho, pelo próprio TCU e ainda pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea). Acreditamos que, a despeito de tudo o que já foi dito, o prédio não poderia se tornar mais um esqueleto abandonado. Perderia São Paulo, perderia o Judiciário, perderia o cidadão.
Juíza Maria Aparecida Pellegrina
Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
São Paulo, SP

 

Justiça

A morosidade dos julgamentos e alguns casos esporádicos de corrupção são os argumentos mais citados como alicerces à criação do controle externo do Judiciário, como se vê na reportagem "Emperrada há mais de 40 anos". A idéia da fiscalização por si só não será suficiente para agilizar o Judiciário e dar um pouco de alento à sociedade. Enquanto não houver um aumento significativo do número de juízes, varas, serventuários e comarcas, nada fará diferença. Nenhum juiz, ainda que trabalhe 24 horas ininterruptamente, dará conta de despachar, fazer audiência, fiscalizar e dirigir o foro em qualquer comarca com mais de 1.000 processos.
Waldercy Ribeiro da Cunha
Minaçu, GO

 

Radar

Com dezenove anos de atuação no mercado, a Voetur Turismo é, como diz VEJA, uma das principais agências de viagem que atendem ao setor público brasileiro ("Decolagens fantasmas", Radar, 11 de fevereiro). Não procede a informação de que nossa empresa se tenha envolvido em fraudes na venda de bilhetes a organismos internacionais. Não é verdade que a Voetur tenha recebido 15 milhões de reais pelo pagamento de bilhetes que nunca foram utilizados. Durante o período em que prestou serviços aos projetos administrados por organismos internacionais, jamais emitiu um único bilhete de passagem aérea sem a devida requisição de vôo.
Carlos Alberto de Sá
Diretor-presidente
Brasília, DF

 

Ambiente

A propósito da reportagem "Tem gringo no mato" (11 de fevereiro), por maior que seja a formação intelectual de estrangeiros que vivem na região amazônica ou a freqüentam regularmente, eles não nos parecem habilitados a governar em nome dos brasileiros. A afirmação "generais que chegam a recusar ajuda internacional para combater incêndios florestais" é imprecisa, incompleta e tendenciosa. A decisão de aceitar ou não apoio internacional em casos semelhantes compete ao governo federal, e não aos "generais". Temos certeza de que concessões à biopirataria e submissão a interesses escusos não devem ser, jamais, moedas de troca pela "lista de pesquisas relevantes realizadas na região" por grupos estrangeiros. Só a ingenuidade – na melhor das hipóteses – faz imaginar que o publicado pela imprensa mundial acerca dos interesses internacionais sobre a Amazônia é uma obra de ficção.
Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército
Brasília, DF

 

Seu Jorge

Na excelente reportagem sobre o Brasil no Oscar 2004, escreveu-se que Seu Jorge, o Mané Galinha de Cidade de Deus, interpretará "ninguém menos" que Pelé no filme The Life Aquatic. Na verdade, o nome do personagem de Seu Jorge é Pelé, mas não tem nenhuma relação com o rei. Espero ter ajudado.
João Nackle Urt

 

Diogo Mainardi

Infelizmente Diogo Mainardi conseguiu descrever o sofrimento de uma grande parcela da população de São Paulo e também o descaso das autoridades locais perante essa situação que há tantos anos se repete. Precisamos de dirigentes competentes que estejam dispostos a construir um país melhor e não de políticos demagogos que nada fazem para reverter situações caóticas.
Márcia Cristina de Andrade Jorge
São Paulo, SP

A prefeita Marta Suplicy está no cargo errado. Ela deveria ser embaixatriz. Os terninhos de alta-costura, sapatos de grife italiana, tudo a ver com gente do alto escalão. Lama, chuva, fonte de coliformes, bate-boca? Nada a ver.
Daniela da Silva
Serrinha, BA

Na última edição de VEJA ("Coliformes acrobatas", 11 de fevereiro) Diogo Mainardi afirma que a prefeita Marta Suplicy ergueu uma fonte multimídia no lago do Ibirapuera, onde as águas são um acúmulo de lodo e esgoto. A fonte foi aprovada por todos os órgãos ambientais. Quanto à água do lago, sua balneabilidade é igual ou superior à de muitas praias do litoral brasileiro. Ela apenas não é potável. A Sabesp mantém uma estação de tratamento dentro do Ibirapuera e monitora a qualidade da água diariamente. A fonte não foi instalada com dinheiro público, trata-se de um presente do grupo Pão de Açúcar à cidade.
Adriano Diogo
Secretário do Verde e Meio Ambiente do município de São Paulo

 

Roberto Pompeu de Toledo

Muito bom o Ensaio da última semana ("Ao cruel ritmo da natureza", 11 de fevereiro). Considerando uma expectativa de vida de 80 anos para um homem e levando-se em conta que um governo tem quatro anos, o governo Lula já tem pouco mais de vinte anos, ou seja, está mais do que na hora de começar a mostrar maturidade, responsabilidade e sobretudo o espírito empreendedor tão comum aos jovens dessa idade.
Carolina Lourenço Defilippi Gonçalves
Campinas, SP

 

CORREÇÕES: Na reportagem "A Índia que o Brasil deveria ver" (4 de fevereiro), sobre a economia daquele país, em vez da expressão "software e serviços prestados via internet já equivalem em volume a 60% do americano", o correto seria dizer que serviços de telemarketing e serviços de informática prestados remotamente equivalem a 60% do volume do setor nos Estados Unidos. * Na reportagem "O mercador de bombas H" (11 de fevereiro), o correto seria dizer bombas A.

 

 
NÍVEIS DE TENSÃO


O quadro publicado nas páginas 70 e 71 ("Os níveis de tensão") da última edição de VEJA, dentro da reportagem de capa sobre o stress, despertou grande interesse nos leitores. A versão integral do teste, de autoria do psiquiatra americano Richard Rahe, pode ser encontrada na internet no site da International Stress Management Association, Isma-BR (www.ismabrasil.com.br).

 
NAYA PODE RECEBER UM SOBE?

De Utsunomya-shi, no Japão, o leitor Claudio Goya escreveu: "O senhor Sergio Naya aparece na coluna Sobe (11 de fevereiro), mas acho que ele deveria aparecer é na coluna Desce e lá ficar, em um buraco, junto com o sonho das famílias que seus prédios enterraram". Goya foi um dos muitos leitores que reclamaram da presença do empresário da construção e ex-deputado na coluna Sobe. Com tantas acusações pesando contra ele, como pode Naya estar na coluna Sobe se ali aparecem apenas os nomes de pessoas e instituições que na semana anterior tiveram algum êxito notável? A explicação: Naya obteve na Justiça o desbloqueio de parte de seus bens. A notícia foi revoltante para quem foi lesado pelo empresário, mas certamente foi uma vitória pessoal dele. Sua situação melhorou e a coluna registrou isso, já que não faz uma avaliação integral do mérito da pessoa, empresa ou instituição ali classificada. A coluna apenas aponta a variação para cima ou para baixo da situação delas na semana precedente.

 

PADRASTO, COM ORGULHO

A reportagem "O pior país do mundo" (28 de janeiro) sobre a ex-república soviética do Turcomenistão informou que seu presidente, Saparmurad Niazov, gosta de ser chamado de Turkmenbashi, o Grande, Pai dos Turcomenos. O texto conclui que Turkmenbashi na verdade não tem sido pai, mas padrasto de seu povo. O leitor Valber Fernandes, padrasto de duas crianças, não gostou da comparação: "Muitas crianças e adolescentes que lerem a reportagem vão pensar o quê de seus padrastos? Que eles são iguais ao ditador? Temos feito de tudo para que nossas crianças nos tratem com dignidade e respeito, tendo carinho, compreensão e, principalmente, amor, sentimento que muitas vezes não existe no pai biológico!".
 
 
 
 
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