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Medicina Chega ao país
o primeiro remédio para a narcolepsia,
A medicina ainda não desvendou com precisão as causas da doença. O que se sabe é que o distúrbio neurológico está associado a fatores genéticos e ambientais. Como resultado dessa combinação, tem-se um desequilíbrio na química cerebral responsável pela vigília, mais especificamente nos níveis de hipocretina, substância que nos mantém acordados. "O narcoléptico tem quantidades reduzidíssimas, quase zero, de hipocretina", diz o neurofisiologista Flávio Alóe, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O novo medicamento aumenta os níveis dessa substância. Graças a essa ação específica, a modafinila reduz, de acordo com o fabricante, os riscos de reações adversas graves. Os efeitos colaterais mais comuns são semelhantes aos provocados pelo consumo excessivo de cafeína, como boca seca e dor de cabeça. Aprovada nos Estados Unidos no fim da década de 90, a modafinila teve seu uso desvirtuado. Estima-se que cerca de 20% dos 80 milhões de comprimidos consumidos anualmente no mercado americano são receitados para quem não tem nenhum problema de saúde, mas quer (ou precisa) se manter acordado. Entre seus principais usuários estão os estudantes universitários e os integrantes das Forças Armadas. Cada pílula de 200 miligramas mantém a pessoa alerta por até oito horas sem que ela sinta um pingo de sono ou fique com a sensação de ressaca típica da falta de descanso. "Não há, no entanto, estudos que comprovem a segurança do remédio em pessoas saudáveis", adverte Luciano Ribeiro Pinto, neurologista da Universidade Federal de São Paulo. Se você precisar ficar acordado, o melhor mesmo é recorrer ao café.
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