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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
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GOVERNO
O fogo amigo de sempre
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Vem aí uma nova ofensiva do grupo ligado ao ministro
José Dirceu contra a política econômica comandada
pelo ministro Antonio Palocci.
O fogo amigo de sempre
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Essa turma pretende demonstrar por meio de pesquisas, já
encomendadas, que as regiões nas quais o PT perdeu as eleições
coincidem com os lugares em que o governo Lula é mal avaliado.
Isso reforçaria a tese de que o governo estaria equivocado
em sua política econômica. "Até aqui nós
agüentamos. A partir de agora a conversa é outra", disse
um integrante da alta cúpula do PT na semana passada. Esse
é o espírito da turma.
Rolo compressor
José Dirceu vai fazer todo esforço que estiver
a seu alcance para ter o PMDB perto do governo até
e inclusive as eleições de 2006. Está
prestes, portanto, a começar o festival "é dando que
se recebe".
Os arquivos do SNI
Sem alarde, o governo liberou parte da verba de que a Abin
precisa para digitalizar as 220 000 fichas (que, estima-se, podem
conter até 4 milhões de documentos) produzidas pelo
finado SNI. É o primeiro passo para saber o que realmente
existe ali. O diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo Silva, avalia
que "95% desse total é baboseira". Em seis meses deve estar
tudo digitalizado.
Modo petista de administrar
O PT inventou o "orçamento participativo" em suas
administrações municipais. Agora, está levando
o conceito a outras esferas: a Caixa Econômica Federal na
semana passada estava às voltas com seu "planejamento estratégico
participativo".
Lá vem o Lessa...
Na semana passada, Carlos Lessa escondia de pouca gente
que estava possesso com o presidente do BC, Henrique Meirelles.
"Vou atacar", disse ele a mais de um interlocutor.
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A Defesa, segundo FHC
J. F. Diorio/AE
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| FHC: ele não queria Maciel
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FHC, numa conversa com um ex-integrante
de seu governo, se disse impressionado com o imbróglio
militar que resultou na demissão de José
Viegas. A surpresa foi pelo fato de os militares terem
conseguido no governo Lula o que sempre pretenderam
no governo dele mas sem sucesso. Segundo FHC,
os ministros militares queriam que seu vice, Marco Maciel,
fosse o ministro da Defesa. Mas FHC resistia às
pressões e sempre vetava a idéia. Para
os comandantes militares, faz enorme diferença,
no campo simbólico, serem chefiados por um vice-presidente
uma questão de status. Com a revelação,
FHC parece querer varrer da história a versão
de que ele havia pensado algumas vezes na solução
Marco Maciel.
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PSDB
Aécio versus
Alckmin
Nos próximos dias, Aécio Neves lança
um grande projeto de geração de energia. Com um investimento
de 1 bilhão de reais, a Cemig vai construir sessenta pequenas
hidrelétricas. Beleza. Mas o projeto contém uma cutucada
em Geraldo Alckmin, não por acaso apontado, assim como o
mineiro, como um possível presidenciável tucano: Aécio
isentará os investidores do pagamento do ICMS. Recentemente,
São Paulo baixou a alíquota do ICMS para projetos
de energia, e Aécio quer atrair a turma que está estudando
investimentos no estado governado por Alckmin. É a guerra
política travestida de guerra fiscal...
O tucano e o petista
O senador petista Cristovam Buarque nunca mais falou com
Lula desde que foi demitido, por telefone, no início do ano.
Em compensação, passou nove horas com FHC no domingo
7. Gentil, FHC buscou Cristovam na estação de trem
da cidadezinha de Brown, nos EUA, em cuja universidade o ex-presidente
está dando um curso de seis semanas. Foram caminhando até
a universidade. E passaram o dia conversando.
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ENERGIA NUCLEAR
Tensão atômica
Não é de hoje que o programa nuclear do Brasil
causa polêmica. Em 1985, a CIA produziu um documento de dezesseis
páginas que alertava para divergências entre o governo
brasileiro e a Agência Internacional de Energia Atômica.
Na descrição do araponga americano, o Brasil demonstrava
uma "limitada aceitação" do chamado programa de salvaguardas
da agência, que inclui as famosas inspeções
em instalações nucleares. A informação
está no site da CIA.
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ECONOMIA
Na rota do investimento
A IBM está transferindo de Miami para São
Paulo sua sede para a América Latina.
A Antarctica vira
o jogo
Depois de quinze meses como a terceira marca de cerveja
mais vendida no país e às vésperas do verão,
a Nova Schin foi batida pela Antarctica. Na última pesquisa
do Instituto Nielsen a cerveja da AmBev cresceu e chegou aos 11,3%
do mercado. A Nova Schin mantém-se nos 11,1% da medição
anterior.
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MÍDIA
Murchou
A Gutenberg, a operação da Polícia
Federal destinada a pegar profissionais de imprensa envolvidos em
venda ou engavetamento de reportagens, subiu no telhado.
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CINEMA
O mistério
da Ancinav
O polêmico projeto que cria a Ancinav deve ser enviado
pelo governo ao Congresso em dezembro. A pergunta que importa é:
como o governo pretende aprovar um projeto que é execrado
pelos donos das redes e das retransmissoras de TV? Como se sabe,
praticamente todas as retransmissoras pertencem a parlamentares.
Eis um mistério digno de Alfred Hitchcock.
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Antipatia made in USA
Pablo Martinez Monsivais/AP
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Reuters
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| Bush e Kerry: antiamericanismo
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Nem tudo o que é bom para os Estados
Unidos é bom para o Brasil. O Vox Populi entrou
em campo, na semana passada, para saber a opinião
dos brasileiros sobre a eleição americana
numa pesquisa nacional. John Kerry teria vencido aqui
com 57% dos votos, contra 25% de George W. Bush. Vitória
esmagadora. Mas o que mais impressionou é que
a divergência entre os povos não é
apenas de opinião. O levantamento dá a
dimensão da força do antiamericanismo
por aqui. Para 62% dos entrevistados, os EUA são
"pouco" ou "nada" amigos do Brasil. Não é
exatamente uma demonstração de simpatia.
Apenas 4% disseram que os EUA são "muito amigos".
Mais: 67% responderam que o segundo governo de Bush
será indiferente ou ruim para o Brasil.
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Colaboraram Marcelo Carneiro
e Thaís Oyama
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