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Ginástica Definido
e dolorido Passou
horas na posição abaixo e agora sente dor? Cuidado: pode ser
a síndrome do bumbum sarado  Roberta
Salomone
Nana
Moraes
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Para conquistar um derrière bem-acabado, muitas brasileiras fazem o possível,
e mais um pouco: fortunas em cremes milagrosos, dolorosas injeções,
massagens das mais estapafúrdias sem contar as toneladas de peso
erguidas nas academias numa coleção de posições esdrúxulas.
Os tratamentos pseudomilagrosos só costumam provocar estragos no bolso,
mas a malhação excessiva encerra um perigo em potencial. Não,
não é piada de brasileiro. Existe efetivamente um problema de saúde
apelidado de síndrome do bumbum sarado, designação geral
de especialistas para cerca de uma dúzia de problemas causados pela carga
excessiva de peso sobre os músculos dos glúteos, que vão
desde simples contusões até graves desgastes nas articulações
e lesões na coluna, quadris e joelhos. Contribui para disseminar a "bumbunite"
o fato de os exercícios de glúteos serem, na ordem dos intermináveis
sacrifícios exigidos pela musculação, considerados dos mais
fáceis senhoras que tremem diante de halteres carregados encaram
alegremente a hora de pôr-se de quatro e escoicear o ar. "Mesmo orientando
e chamando a atenção sobre o exagero nos exercícios, sempre
tem aluna que desobedece", diz Henrique Piraí, pós-graduado em fisiologia
do exercício e coordenador técnico da Estação do Corpo,
uma das maiores academias do Rio de Janeiro.
Na verdade, livrar-se do acúmulo de gordura nas nádegas não
é nada fácil, e empiná-las de uma hora para outra é
impossível. Essa parte do corpo é a segunda maior vítima
da lei da gravidade na anatomia feminina, precedida apenas pelos seios
sendo que esses levam a vantagem de poder ser corrigidos por sutiãs turbinados
ou, mais drasticamente, pela cirurgia plástica. Já o implante de
silicone nos glúteos, recurso mais comum, tem um pós-operatório
dolorido e não funciona bem em todas as pacientes. Restam a musculação
e a ginástica localizada, ambas exercitadas em posições não
naturais, justamente porque têm de trabalhar uma musculatura pouco solicitada
no dia-a-dia. Se bem-feitas, funcionam, mas o risco de lesões é
alto. Estudos americanos mostram que 2,5% das lesões relatadas por praticantes
de esportes são na região dos quadris. Em atletas, o número
pode subir para 9%. Algumas são leves e de fácil recuperação.
Em outras, a cura pode demorar meses, como na síndrome do piriforme, que
acomete principalmente as mulheres: estimulado em excesso, o músculo deste
nome, que fica entre o cóccix e o fêmur, cresce, comprimindo e inflamando
o nervo ciático. Nas academias, recomenda-se não abusar das repetições
e alongar os glúteos antes e depois das atividades. Mais fundamental ainda
é ter um objetivo realista. "A busca por glúteos perfeitos tem de
ter limites", alerta o ortopedista Ricon Jr., especialista em quadril. Até
parece...
Boa forma com
bom senso Por
mais atraente que seja a perspectiva de um bumbum em forma, exagerar
na carga pode render semanas sem exercício algum. Portanto, moderação.
Outros cuidados são: •
Nos agachamentos, desça no máximo até 90 graus
• Nos exercícios com quatro apoios,
contraia o abdômen e não force a coluna ao elevar a perna
• Faça sempre uma pequena pausa
entre um exercício e outro •
Se sentir dor e ela persistir por três semanas, procure um especialista
Fontes:
The Sports Physical Therapy Institute e eMedicine | |
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