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Cartas
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"Só
haverá esperança de paz quando judeus e árabes souberem reconhecer
genuinamente as aspirações nacionais um do outro."
Alexandre Ostrowiecki
São
Paulo, SP |
Yasser Arafat
Meu pai é um sobrevivente da guerra
do Yom Kippur, e sempre tive uma visão crítica do
que é dito pela imprensa sobre o conflito nos países
árabes. Mas quero cumprimentar VEJA pela reportagem, que
demonstrou imparcialidade e evidenciou a importância desse
líder no contexto internacional ("O fim de uma era", 10 de
novembro).
João Carlos Nabout
Goiânia, GO
Arafat com certeza será lembrado como
uma das figuras mais expressivas da atualidade, um estadista que
deu a seu povo reconhecimento e dignidade, quando fez seu mais elevado
e difícil gesto, aceitando a existência de Israel e
renunciando ao terrorismo.
Gustavo Hortelan de Melo
Mococa, SP
Nem antes nem hoje o terrorismo, de qualquer
espécie e sob qualquer bandeira ou ideologia, pode ser considerado
inocente. O fato que agora parecem querer esquecer é que
esse "maravilhoso líder" foi o responsável por inúmeros
atos terroristas e pela morte de civis, crianças, pais e
mães de família. Estar morrendo ou ter ficado merecidamente
confinado pelo Exército de Israel não o torna menos
assassino nem alivia seus crimes.
Claudia Stella Bär
Campo Grande, MS
A divergência entre a esposa de Arafat
e a cúpula da autoridade palestina não se resume somente
às questões que envolvem a pessoa física do
senhor Arafat. O destino de sua fortuna pessoal, construída
na administração da miséria que aflige os palestinos,
também tem sido foco de acaloradas discussões entre
as partes. O patrimônio de Arafat está entre 200 milhões
(revista Forbes) e 6 bilhões de dólares (relatórios
de serviços secretos). Esse dinheiro tem desempenhado um
papel importante no jogo do poder que envolve importantes milícias
armadas e organizações do terror.
Jorge Alberto Nurkin
São Paulo, SP
Robert Rey
Parabéns pela entrevista do doutor
Robert Rey (Amarelas, 10 de novembro). Quisera que todas as entrevistas
de VEJA fossem desse cunho. Adorei seu conteúdo e sua seriedade.
Um belo homem não só exteriormente, o doutor Robert
Rey acreditou em si mesmo, venceu todas as barreiras, inclusive
o preconceito, e chegou lá. Um bom cirurgião plástico
não está no planeta para brincar de devolver a juventude
às pessoas ou dar-lhes um "novo rosto bonitinho", mas sim
para cuidar de nossa boa aparência, algo que o tempo, naturalmente,
faz desgastar-se.
Luiz Carlos Angelo
Maceió, AL
Como médico atuante junto dos pobres,
posso dizer ao doutor Robert Rey que, se ele pretende fazer algo
pelo Brasil, que seja logo. Amanhã pode ser tarde demais.
Já dizia Vandré que quem sabe faz a hora.
Lenisio Bragante
Médico e professor da UFPB
João Pessoa, PB
O exemplo da carreira do cirurgião
plástico Robert Rey demonstra como as oportunidades de vida
não devem ser perdidas, que devemos sempre ter em mente um
objetivo a ser alcançado. Não só na cirurgia
plástica os médicos brasileiros se destacam mundialmente
os cirurgiões vasculares também têm a
fama de estar entre os melhores do mundo nas cirurgias de varizes.
Thadeu Silva de Moura
Diretor clínico da Fundação Hospitalar Estadual
do Acre (Fundhacre)
Rio Branco, AC
George W. Bush
A reeleição de George Bush nos
EUA faz aflorar uma realidade: a evolução das sociedades
tem demonstrado a importância da valorização
da vida, dos princípios éticos e cristãos para
a manutenção de sua existência. A promiscuidade
é aceita, mas corromper instituições sagradas
como o casamento com a união de gays é inaceitável
("O segundo império", 10 de novembro).
Sandro Jadir de Albuquerque
Brasília, DF
Uma coisa é criticar as políticas
armamentistas e econômicas do presidente George W. Bush, outra
bem diferente é criticar a sua fé cristã. Como
brasileiro cristão, também sou contra a união
matrimonial de pessoas do mesmo sexo e do aborto indiscriminado.
Não considero como avanço científico os 35
milhões de abortos realizados nos EUA nos últimos
25 anos. Considero genocídio!
Rômulo Weden Ribeiro
Londrina, PR
VEJA fez muito bem em analisar os motivos
da reeleição de George W. Bush e apontar os perigos
por trás deles. Porém, ao insinuar que uma sociedade
"desenvolvida" é uma sociedade que necessariamente apóia
o aborto e o casamento de homossexuais, VEJA incorreu no mesmo tipo
de sectarismo que se propôs a combater.
Andrei Spacov
Berkeley, Califórnia, EUA
VEJA fez muito bem em analisar
os motivos da reeleição de George W. Bush e apontar
os perigos que se escondem atrás deles. Porém, ao
insinuar que uma sociedade desenvolvida é uma sociedade que
necessariamente apóia o aborto e o casamento de homossexuais,
VEJA incorreu no mesmo tipo de sectarismo que se propôs a
combater.
Andrei Spacov
Berkeley, Califórnia, EUA
André Petry
Continuam as investidas do senhor
André Petry contra os evangélicos. Desta vez são
os americanos, que ele nem conhece direito, pois afirma que os mesmos
crêem na virgindade de Maria, o que é um equívoco.
Das outras acusações, já que sou evangélico,
não me envergonho, pois é nisso mesmo que creio, ou
seja, na origem divina dos seres humanos, na defesa da vida, no
casamento entre um homem e uma mulher. É lamentável
que isso seja visto como "obscurantismo" e "trevas" ("Um tempo de
trevas", 10 de novembro).
Pastor Carlos Osmar Trapp
Presidente do Grupo Evangélico de Ação Política
(Geap)
Campo Grande, MS
Ao contrário do que afirma
André Petry, defender a legalização do aborto
é reconhecer o direito da mulher não sobre o próprio
corpo, mas sobre fetos, indefesos seres humanos em formação.
Embora a luta contra o aborto seja normalmente identificada com
pregações religiosas, ateus como eu podem muito bem
considerar que o conforto físico ou psicológico da
mãe não é justificativa para que se mate o
filho que está por nascer. Quem defende o direito à
vida sobre todos os demais é, acima de tudo, um humanista.
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ
Eduardo Suplicy
Gostaria de cumprimentá-los
pela excelente reportagem "A solidão do senador" (10 de novembro),
sobre o respeitado senador Eduardo Suplicy. Com certeza o nobre
senador responde com fidelidade aos milhares de votos obtidos nas
urnas. Ele não deixará de nos defender e de falar
o que realmente pensa, em respeito a todos aqueles que confiam em
sua lealdade e honestidade.
Marcílio Gil
Guarujá, SP
Tenho grande frustração
de nunca ter votado em Eduardo Suplicy, pois voto em Vitória.
É triste saber que a cúpula do PT não gosta
dele justamente por suas (inúmeras) qualidades. Suplicy é
um dos poucos políticos que me emocionam.
Elias C. Lira
Por e-mail
Ministério da Defesa
Na reportagem "Militares derrubam
civil" (10 de novembro), VEJA afirma, referindo-se a minha pessoa,
que "Alvares estava envolvido em denúncias sobre narcotráfico,
o que obviamente não é recomendável para nenhum
ministro". Não tem nenhuma procedência ou cunho de
verdade essa assertiva, sendo injusta e incorreta em relação
a minha pessoa. Deixei o Ministério da Defesa em razão
de crise artificial decorrente de matérias fabricadas pela
revista IstoÉ, sem jamais ter sofrido algum processo
judicial por supostos fatos argüidos por aquele veículo.
Minha saída foi solicitada por mim ao presidente Fernando
Henrique, de quem recebi, um mês depois, carta altamente encomiosa,
elogiando meu trabalho à frente do ministério e no
desempenho da liderança do governo no Senado. Após
o afastamento, fui distinguido com um almoço no Forte Apache,
com a presença dos três comandantes e estados-maiores
das Forças Armadas, quando recebi homenagem altamente significativa.
Elcio Alvares
Ex-ministro da Defesa
Por e-mail
Diogo Mainardi
Como ex-petista reconheço
no artigo "O partido do topa-tudo" (10 de novembro), de Diogo Mainardi,
as razões de minha decepção e de minha vergonha
por não ter percebido as mazelas ocultas na cúpula
desse partido. Gostaria de isentar o presidente Lula das críticas
por entender que não existe atualmente outro inocente útil
maior que ele no planeta.
Homero Benedicto Ottoni Netto
Atibaia, SP
Esse é um dos melhores
artigos da história recente do jornalismo brasileiro. Com
grande capacidade de síntese, Mainardi traduz o sentimento
geral do país na era Lula. Que o presidente não pense
que sua imagem popular de "boa-praça" significa salvo-conduto
para um governo medíocre, inescrupuloso e autoritário.
Que ele leia a também excelente reportagem "O perfil do novo
político que saiu das urnas", na mesma edição
da revista. E viva a liberdade de imprensa!
Felipe Masetti
São Paulo, SP
VEJA continua ímpar e
merecedora de credibilidade indiscutível, no entanto, tenho
uma ressalva: Diogo Mainardi. Todos os governos erram e a história
mostra isso, mas daí a achar que o PT e Lula são o
inferno e Satanás, já é loucura. Diogo, espere
o futuro tornar-se presente e não queira ser Deus. A edição
1 879 de VEJA está suprema.
Aroldo Cantanhede
Roma, Itália
Claudio de Moura Castro
O Ponto de vista "A vovó
na janela" (10 de novembro) confirmou meu entendimento sobre a educação
dos filhos. Como pais e responsáveis, temos a obrigação
de enfrentar qualquer sacrifício pelos filhos. A maior herança
que podemos deixar para eles é a educação.
Não dá para ser como as avós coreanas, pois
não temos o tempo todo para os filhos, mas que tenhamos a
consciência de que estamos sendo observados por eles o tempo
todo. Nossa atitude diária é um espelho para eles.
Elmy Massae Matsumura
Curitiba, PR
Comentários como esse
deveriam ser afixados em todo quadro de aviso de escolas, igrejas
e repartições públicas, conclamando todos a
ver menos TV e a fazer sua parte. Só com uma sociedade participativa
na educação dos filhos poderemos pleitear um país
melhor.
Maria de Fátima P. Santos
Rio de Janeiro, RJ
O novo PT
Com muita honra, graduei-me em
história na Pontifícia Universidade Católica
do Rio de Janeiro, em 1972, mas não pertenço ao quadro
funcional daquela instituição ("Da cidade grande para
o interior", 10 de novembro).
Lucia Hippolito, cientista política
Rio de Janeiro, RJ
Clarissa Garotinho
A reportagem "Sujeira para todo
lado" (3 de novembro) afirma que o deputado estadual Alessandro
Calazans, do PV, teve relativa proximidade com a família
Garotinho e ficou muito meu amigo na ocasião. Acredito que
não tenha existido má-fé de nenhuma parte.
Ainda assim, cumpre esclarecer que eu e o deputado Alessandro Calazans
nunca fomos amigos. Quero deixar claro que eu o conheço apenas
de atividades políticas.
Clarissa Garotinho
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES:
A frase atribuída ao leitor Milton Ribeiro ("As sinfonias
de Mozart", Cartas, 10 de novembro) é na realidade do leitor
Saulo Krieger.
Jorge Bittar, do PT, ficou em quinto lugar, e não em quarto,
na última eleição municipal no Rio de Janeiro
(Contexto, 10 de novembro).
Na reportagem "Cai um curinga" (10 de novembro), quem aparece na
foto não é o ex-senador Sebastião Rocha, mas
o empresário e suplente de senador Fernando Flexa Ribeiro.
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"Morrem de inveja por
não morar em Curitiba"
Oitenta
e três leitores curitibanos criticaram o uso de
"modorrenta" em referência a sua cidade na reportagem
"As gladiadoras das oito da noite" (3 de novembro).
"Curitiba é uma capital dinâmica, com bom
nível de emprego, ótimas faculdades, excelente
parque gastronômico e uma das cidades com melhor
qualidade de vida, inclusive já citada pela própria
VEJA em reportagens anteriores", escreveu Sandra Mara
Hartog Rebello. "Ou o repórter não conhece
Curitiba ou desconhece o significado da palavra modorrenta",
desconfia Olair Roberto Pavani. "Acho que ele não
conhece nem mesmo as revistas VEJA Curitiba e
VEJA Noite Curitiba", escreveu Jair de Assunção.
"Morrem de inveja por não poder se dar ao luxo
de morar em cidade tão aprazível", disse
Célia Scholz. "Visite a capital paranaense e
verá que nossa cidade tem muitos problemas, mas
nada tem de estúpida e sonolenta", convida Gislaine
M.R. Kalinowski. VEJA se penitencia pelo uso do termo
inadequado para descrever a cidade.
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Malan citava Mencken
O
leitor João Carlos Prolla, de Porto Alegre, escreve
para observar que a frase citada como sendo do ex-ministro
Pedro Malan, no artigo "O crédito público
e os juros" (Em foco, 27 de outubro), na verdade é
uma citação: "A frase atribuída
ao ex-ministro Malan, 'Para todo problema econômico
de grande complexidade sempre existe uma solução
muito simples, e errada', é na realidade a adaptação
de uma frase do grande jornalista e crítico social
americano H.L. Mencken (1880-1956)", escreveu Prolla.
A frase ("There is always an easy solution to every
human problem neat, plausible and wrong"), foi
publicada originalmente no ensaio "The Divine Afflatus",
no New York Evening Mail (16 de novembro de 1917)
e republicada em Prejudices: Second Series (1920)
e A Mencken Chrestomathy (1949).
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