BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2030

17 de outubro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Claudio de Moura Castro
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Nobel
Política, de novo

No Nobel dado a Doris Lessing, mais uma vez
a ideologia é posta à frente do mérito literário

 
Shaun Curry/AFP
Doris: "Artisticamente, o prêmio não quer dizer nada"

"Eu não poderia me importar menos." Foi essa a primeira reação da escritora britânica Doris Lessing quando os jornalistas reunidos em frente à sua casa lhe perguntaram sobre o Nobel de Literatura, anunciado na quinta-feira 11. E acrescentou: "Artisticamente, o prêmio não quer dizer nada". Correto: há muito tempo o Nobel vem sendo criticado pela inconsistência de seus critérios, que tendem a ser mais políticos do que literários. Há décadas lembrada como uma candidata forte, Doris Lessing, que completa 88 anos neste mês, não foge do figurino. Idolatrada pelas feministas (embora recentemente tenha criticado a "preguiça" do feminismo) por obras dos anos 60 como O Carnê Dourado, a autora, nascida na Pérsia (atual Irã), também foi uma crítica dos regimes racistas da África do Sul e da Rodésia (atual Zimbábue), onde cresceu.

O crítico americano Harold Bloom, com a perspicácia de sempre, definiu a escolha da Academia Sueca como "pura correção política". "Suas obras dos últimos quinze anos são ilegíveis. É ficção científica de quarta categoria", diz. O mais recente livro dela, The Cleft (A Fenda, inédito no Brasil), história de um passado mítico da humanidade em que só existiam mulheres, foi recebido com ironia pela crítica. A explicação mais plausível para o prêmio veio da própria escritora: "Eles não podem dar o Nobel para quem já morreu. Decidiram me premiar antes que eu batesse as botas".


Publicidade

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |