O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
nunca escondeu seu apetite político. Há tempos,
sonha em governar Goiás, seu estado natal, mas o projeto
nunca vingou. Dois meses atrás, ele mudou seu título
eleitoral de Goiânia para Anápolis. Na cidade,
todos esperavam que ele fosse candidato a prefeito em 2008.
Mas Meirelles não entrou em acordo com nenhum partido
para se filiar. Ele deverá permanecer à frente
do BC até o último ano do governo Lula.
ESCAVANDO LUCROS
Helvio Romero/AE
A Caterpillar é a maior
fabricante mundial de máquinas para construção
civil e mineração. Sua unidade brasileira nunca
esteve tão bem. Nos últimos anos, tornou-se
a maior plataforma de exportação de máquinas
para terraplanagem do grupo. Em 2006, faturou 1,7 bilhão
de dólares, 80% disso com vendas para o exterior. Até
2010, o presidente Natal Garcia investirá 180
milhões de dólares, para elevar em até
65% a produção no país.
ELE
SABE PERDOAR
ABR
A decisão do Supremo
Tribunal Federal de punir deputados que trocam de partido
depois de eleitos teve um efeito curioso. Com medo de perder
o mandato, há infiéis que agora tentam retornar
ao partido que abandonaram. Os primeiros a dar meia-volta
foram Sérgio Brito e Davi Alves Junior, que haviam
saído do PDT. Eles pediram desculpa à bancada
e já receberam o perdão de Carlos Lupi, ministro
do Trabalho e presidente da legenda.
DE BRAÇO DADO
Filipe Araujo/AE
Em dezembro, o PT fará eleições para
escolher seu novo presidente. Ricardo Berzoini, titular do
cargo, é o favorito à reeleição.
Ele enfrentará o deputado federal Jilmar Tatto,
que conquistou um aliado de peso para a disputa, o presidente
da Câmara, Arlindo Chinaglia. Em troca do apoio, Tatto
abrirá mão de sua pré-candidatura a prefeito
de São Paulo, em 2008, em favor de Chinaglia. O acordo
tem a bênção de Marta Suplicy, que continua
sonhando com vôos mais altos em 2010.
Foto
Christopher Gould/Getty Images
Foto
Lourival Ribeiro/Brainpix
Com reportagem de Heloisa Joly e Victor De Martino