"Nessa guerra das TVs, o único
que ainda não está ganhando nada é o telespectador. Cadê a qualidade?" Roberto Szabunia Joinville, SC
Guerra das TVs
Meus cumprimentos pela escolha do assunto de capa da edição 2.029
de VEJA e também pela própria ilustração, que mostra
o que realmente acontece na "guerra" pela audiência da TV aberta. A Rede
Globo, como símbolo maior, ao centro, e as demais mirando seus lasers no
alvo. A ilustração mostra bem: o SBT erra o alvo e a Record, como
aspirante a líder, bombardeia a Vênus Platinada, contudo, sem fazer
estrago algum ("No ar, mais um vice-campeão de audiência", 10 de
outubro)! Paulo Rogério Agostinis Campinas, SP
A Record é fruto de uma loucura de Edir Macedo e seus seguidores. Paulo
Machado de Carvalho não poderia ter cedido o nome de sua emissora a essa
farsa da Universal no momento de sua venda. A história da TV Record nada
tem a ver com seu presente. A gente nunca vai se ver por lá. Quem tem Globo
tem tudo. Para copiar a Globo é preciso mais do que dinheiro. A Record
está muito longe da competência e do carisma da Rede Globo. Henrique
Bacana São Paulo, SP
Sem entrar em muitos detalhes da boa reportagem sobre a briga por audiência
entre Globo e Record, vale destacar a postura distinta nas entrevistas dos dois
principais executivos da emissora ligada à Igreja Universal: a petulância
e a arrogância nas palavras do vice-presidente Honorilton Gonçalves
e a tranqüilidade e a serenidade nas palavras do proprietário da emissora,
Edir Macedo. Alguém deve avisar esse Honorilton para continuar trabalhando
muito coisa que pelo visto ele faz bem em vez de dar entrevistas. Holger Madsen Belo Horizonte, MG
Se fosse a Igreja Católica a gastar 300 milhões em uma rede de TV
seria para muitos, inclusive para mim, um verdadeiro escândalo. Como é
Edir Macedo, considera-se uma coisa absolutamente normal. A diferença?
É que para a primeira a fé é coisa séria. Para o senhor
Macedo, a fé é somente um negócio. Muito lucrativo por sinal. Gilberto Heleno Roma, Itália
Confesso que tinha minhas birras com a TV Record. Achava que era mais um tentáculo
perigoso da Igreja Universal. Hoje, é a TV a que mais vejo. O grande lance
da emissora foi criar programas como o Hoje em Dia, um diferencial expressivo
nas manhãs de xuxas e lero-leros de donas-de-casa. Silvia Bolívar
Indaiatuba, SP
É até
compreensível que pessoas carentes, fragilizadas e que não costumam
usar a razão e o bom senso acreditem que dando o dízimo à
Igreja Universal tornem Deus seu devedor, obrigando-o a cumprir seus desejos e
aspirações. No entanto, o bispo Edir Macedo usar esse recurso para
enganar seus seguidores e com isso enriquecer é, no mínimo, propaganda
enganosa e, como tal, deveria sofrer as sanções pertinentes. Será
que o bispo tem procuração de Deus para assumir dívidas em
seu nome? José Rubens do Amaral Valinhos, SP
Não sei se rio ou se choro. A insensatez do povo brasileiro em certos assuntos
é de assombrar. Como continuar sendo manipulado de forma tão vergonhosa
por falsos profetas como esses ditos "bispos", "apóstolos" e sei lá
mais o quê? Uma classe já massacrada social e politicamente encontrar
consolo, e mesmo ver sua possível "salvação", através
de uma religião é lógico e até aceitável. Outra
coisa muito diferente é, nesse anseio de alívio e redenção,
contribuir com 2 bilhões de reais ao ano a título de dízimo.
Será que esse povo perdeu totalmente seu bom senso e seu julgamento crítico? André Lopes Bela São Paulo, SP
Luciano Huck
O apresentador Luciano Huck (Amarelas, 10 de outubro) está de parabéns.
Parabéns por não ter calado, o que faria a maioria do povo brasileiro,
que já está tão acostumada com a absurda situação
de insegurança. Chegamos a um momento de incertezas, um país sem
rumo afogado na corrupção, na marginalidade e na desigualdade social.
Precisamos de mais Lucianos para ver se alguém (não sei quem) nos
escuta e começa a agir com vontade para mudar esse panorama em que não
há luz alguma no fim do túnel. Taciana Lira Hajny
Recife, PE
A visão
de Luciano Huck com relação à criminalidade está corretíssima.
Enquanto o governo não investir prioritariamente em educação,
o Brasil continuará sendo um país repleto de criminosos, policiais
e políticos corruptos. As escolas deveriam ser atraentes para professores
e alunos, e a educação moral e cívica deveria ser matéria
obrigatória, inclusive nas faculdades. Marcos Schoenberger
São Paulo, SP
Estamos
num caldeirão, Luciano, e você como pessoa pública tem de
botar a boca no trombone mesmo. Precisamos saber para onde está indo o
dinheiro de nossos impostos. Minha filha cursa um semestre da faculdade no Canadá
e lá, na universidade, os alunos são estimulados a fazer intercâmbio
(80% o fazem). Porém, os intercâmbios para o Brasil estão
suspensos por motivos de segurança. Os últimos intercambistas que
vieram foram vítimas de assaltos, sendo que uma menina teve o nariz quebrado,
ao roubarem sua máquina, quando tirava fotos em Santos. Um absurdo, uma
vergonha para nós, brasileiros. Quanto perdemos em divisas com uma história
dessas? Ana Rosa Tibério Alvares São Paulo, SP
O apresentador Luciano Huck foi muito
feliz em defender a educação como caminho para um futuro melhor.
Infelizmente, os "agrados" promovidos e sustentados com nosso dinheiro, nas mais
diversas formas, pelos políticos são, foram e serão os principais
combustíveis para a continuidade da corrupção. Por isso,
a educação não é tratada com a merecida responsabilidade
por nossos governantes e legisladores, pois uma nação bem informada
e culta é uma grande ameaça para a perpetuação das
picaretagens. Márcio Nascimento Vitória, ES
A banda íntegra da sociedade
precisa de atitudes como a de Luciano Huck e certamente não concorda com
as críticas feitas à sua atitude. Só não posso concordar
com o vício da justificativa, que já se tornou uma espécie
de "receita politicamente correta". A de que a violência é um "problema
social e que é necessário investimento pesado em educação".
O aumento da violência é, na realidade, um efeito da falência
da autoridade moral e política do estado, que é quem tem o poder
para reprimi-la, de fazer cumprir a lei. Fossem o problema social ou a falta de
investimentos em educação os motivos de tal descalabro, teríamos
algumas dezenas de milhões de criminosos a perambular pelas nossas ruas
e estradas, seqüestrando, roubando e matando em nome da tal "injustiça
social". Etienne Douat Joinville, SC
Fiquei espantada com a reação das pessoas ao desabafo de Luciano
Huck. Gente como o apresentador, conhecido do grande público, tem de se
resignar, no máximo, com o assédio dos fãs, na busca de autógrafos
ou de uma palavra de seu ídolo. Mas nunca se resignar com assaltos ou outras
violências. Dou meu total e completo apoio ao Luciano. Que ele use sua pessoa
pública para desabafar e condenar os dois tipos de violência que
sofreu. Mary Machado Pramio Ponta Grossa, PR
Que pena as pessoas medirem quanto você merece de respeito pelo seu salário.
Pouco ou muito, todos nós, cidadãos brasileiros, pagamos impostos,
temos deveres e direitos e deveríamos ter a liberdade de ir e vir. Afinal,
nada mais justo, já que se luta tanto por dignidade e "igualdade". Como
pedagoga tenho de parabenizar o entrevistado. Afinal, quem neste país se
lembra de que antes do ensino médio e superior vem o ensino fundamental,
que é a base de tudo? Nosso ensino está tão avacalhado que
logo teremos cotas para o ensino médio. Afinal, isso dá lucro! Fátima Cotarelli Buoro Joinville, SC
Tropa
de Elite
Com cautela,
VEJA aguardou a estréia de Tropa de Elite no cinema para divulgar
reportagem sobre o filme ("Osso duro de roer", 10 de outubro). Seria impressionante
uma crítica sobre um filme que ainda não estreou, feita apenas do
ponto de vista daqueles "3 milhões de espectadores da versão pirata
do DVD". Aqui em Jutaí, no interior do Amazonas, falta cinema, falta juiz,
falta Ministério Público, mas não nos falta um DVD pirata
como esse. Ah, o filme é ótimo. José Miguel
Jutaí, AM
Vibramos
quando o soldado americano não demonstra misericórdia ao matar inimigos
nazistas. Desejamos estar no lugar do pai que vinga a morte de um filho ou apertar
o botão que explode o QG dos terroristas. Dizemos "Queria ter uma arma
quando um desses pivetes viesse me assaltar em um sinal" ou "Eu queria só
uns dez minutos sozinho com essa mulher que jogou o filho no rio". Já foi
dito que a melhor coisa a fazer com os assassinos de João Hélio
seria soltá-los, desde que fosse em praça pública e com hora
marcada. Ao mesmo tempo ficamos horrorizados quando esse tipo de violência
se materializa perto de nós ou de um de nossos familiares. Alguns podem
argumentar que a ficção e a fantasia inocente (será?) não
podem ser confundidas com a realidade. Mas a verdade é que existe uma espécie
de "limbo moral" dentro de nós, onde a vontade de "fazer justiça
com as próprias mãos" se cruza com o politicamente correto. Assim,
para não sujar as mãos, a sociedade entrega a missão à
polícia para, desse modo, poder vibrar sem culpa ao ver as fotos dos marginais
mortos e, ao virar a página, criticar os policiais pela truculência.
Ver Tropa de Elite no cinema é uma experiência interessante.
Entre vaias e aplausos temos a impressão de que a platéia está
dividida. Na saída da sessão percebemos que dividido está
cada um de nós. O maior mérito do filme está em trazer essa
reflexão. Parabéns a toda a equipe de Tropa de Elite. Ricardo César Ferreira Rio de Janeiro, RJ
Como sou grande admirador do cinema nacional, não poderia deixar de assistir
a esse filme. E já que moro em cidade de interior, onde os filmes recém-lançados
demoram meses para chegar ao único cinema, da mesma forma que nas locadoras,
optei pela cópia pirata. Sem falso moralismo, afinal, até hoje só
comprei um DVD original, assim mesmo porque custava pouco mais de 10 reais e vinha
junto com um jornal. E sem ressentimentos por financiar a pirataria, já
que até o ministro da Justiça, Tarso Genro, viu o filme dessa forma. Lucas Rohãn Bagé, RS
Renan Calheiros
Renan ataca
novamente ("O jogo sujo de Renan Calheiros", 10 de outubro)! Só tem uma
maneira de acabar com a farra de todos os Renans do Brasil: nas próximas
eleições não votemos em candidatos que estejam tentando a
reeleição. Certamente alguns dos poucos bons políticos serão
penalizados. Mas eles certamente não se incomodarão em vista do
resultado que se alcançará. É uma campanha utópica,
mas vale sonhar! Rômulo Frazão Teresina, PI
Sinto-me indignado assistindo às
arbitrariedades do senador Renan Calheiros, agora tentando criar dossiês
contra senadores contrários à sua permanência na presidência
do Senado. Na verdade, tenho vontade de reagir contra essa escória, que
não honra Alagoas, assim como outro senador covarde de passado nebuloso
que se licenciou para não votar no processo de cassação de
Renan Calheiros. Alagoas não merece isso, Goiás não merece
isso, o Brasil não merece isso! Basta! Renê de Rossini Rossi
Goiânia, GO
É
um absurdo que um "cavalheiro" da estirpe do senhor Renan Calheiros queira ameaçar,
com insinuações levianas e mentirosas, baluartes da ética
e da moral. Hoje, no Brasil, há uma completa inversão de valores.
Os honestos são perseguidos por quem não o é. Que Deus nos
salve. Marcelo Gomes Manaus, AM
Dentre tantos que já externaram sua indignação com relação
ao pulha Renan Calheiros, associo-me a essa legião de "revoltosos" para
elogiar, incondicionalmente, essa corajosa revista, que em nenhum instante se
curvou e jamais se curvará a esse fantoche, que denigre e envergonha a
nação brasileira. Particularmente os alagoanos, povo bom e ordeiro
que cometeu um só erro e com certeza vai se redimir, não o reelegendo
para nenhum cargo público. Renan Calheiros não merece colocar a
língua nos lugares onde Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon colocam os pés. Renato de Lima Brito Goiânia, GO
André
Petry
Diante de episódio
tão triste, fui tomada de grande satisfação. Alguém
comentando a respeito de algo que é urgente neste país e que não
tem espaço para ser discutido. Quem sabe diante de verdades como essas
os políticos hipócritas e cheios de falsos moralismos e as religiões
que não permitem o livre-arbítrio resolvam se atualizar e liberar
o aborto. Glicia Helena Mulinari Silva Cotia, SP
É precioso o artigo sobre os dois Brasis, a
propósito do drama vivido por Elisabete dos Santos e por outras mulheres
diante da experiência de uma gravidez não prevista em um contexto
de limitação do acesso a contraceptivos e de criminalização
do aborto. Em um estado laico que tem dificuldade de implementar políticas
públicas para assegurar os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres
e diante de uma sociedade que discute esses temas com um maniqueísmo perverso,
o artigo de Petry é um bálsamo que nos anima. Parabéns ao
jornalista. Greice Menezes Por e-mail
Concordo quando o ilustre colunista sustenta a existência de dois Brasis,
em razão das notórias desigualdades sociais e econômicas verificadas,
em especial, no que se refere à aplicação da lei penal. A
solução da questão, todavia, não passa pela facilitação
da prática do aborto por todas as mulheres, pobres e ricas, como pretende
demonstrar o articulista. Diversamente do sustentado na coluna, a resposta à
desigualdade verificada em tais situações deveria ser, isso sim,
a igual resposta penal para ambas as mulheres, seja a pobre que jogou seu filho
recém-nascido no riacho, seja a mais abastada que praticou o aborto confortavelmente,
em clínica particular. Fábio Nobre B. Brandão
Petrópolis, RJ
Diogo
Mainardi
Admiro a coragem e a ousadia
de Diogo Mainardi. Seu artigo "O que deu em mim?" (10 de outubro) mostra isso.
O que os políticos precisam urgentemente é ganhar a confiança
do povo brasileiro. Lilia Campos Feira de Santana, BA
Caro
Diogo, sugiro que você jamais entre no consultório de um bom psicanalista.
Seu rancor com o mundo é quase sempre genial. A fumaça que sai de
sua metralhadora pode ser tóxica, mas é inebriante. É uma
posição egoísta, mas sincera. Queria dizer também
que não sou petista, que assino embaixo do que diz sobre a esquerda no
Brasil e no mundo e que acredito que boa arte inclusive cinema pode,
sim, ser feita em nosso país. Um abraço! Christian
Simões Dias Porto Alegre, RS
Diogo, você deveria
ter sido indicado para a TV do Lula. Com certeza, os brasileiros iriam ao delírio
com suas notícias. Por enquanto é sonho, quem sabe um dia isso se
torne realidade! Izabel Avallone São Paulo, SP
Renascer
Os fundadores da Igreja Renascer em Cristo caíram nas garras da Justiça
por cultivar a ganância e a ostentação. Defeitos que, em tese,
deveriam combater ("Presos, mas ricos", 10 de outubro). Mário
Menezes Londrina, PR
Brasil de Primeiro Mundo
Excelente a reportagem "O Vale da
Felicidade" (10 de outubro), do jornalista Marcos Todeschini, sobre vinte municípios
gaúchos com padrão europeu de qualidade de vida. Esse brilhante
resultado se deve ao valoroso desempenho da população daquelas cidades,
através de muito trabalho e dedicação. O ideal seria termos
o mesmo nível em todos os municípios, mas, infelizmente, o Rio Grande
do Sul está "quebrado" financeiramente, com um déficit anual de
quase 2 bilhões e uma dívida pública de 40 bilhões.
Não existem recursos para aplicar em saúde, educação
e estradas e com isso melhorar a vida de todos os gaúchos. Os governos
anteriores mutilaram o estado, e assim mesmo recebem, como recompensa, uma bela
aposentadoria mensal para o resto da vida. Cláudio
Froes Peña Porto Alegre, RS
A reportagem demonstra que,
quando um povo quer, tudo é possível: melhor educação,
menos pobreza, menos criminalidade, maior expectativa de vida, ou seja, maior
desenvolvimento econômico-social. Que belo exemplo a ser seguido pelos senhores
políticos de Brasília. Como diz nosso hino rio-grandense: "Sirvam
nossas façanhas de modelo a toda terra". E queira nosso Patrão Celestial
que a nossa pequena querência se espalhe por todo o Brasil. Paulo Darci Doebber Bom
Princípio, RS
Gustavo Ioschpe
Ao ler o
artigo "Hora de cobrar" (10 de outubro), deparei com um dilema: cobrar mensalidade
em universidades públicas e assim, depois da implantação
de cotas, violarmos novamente o princípio da igualdade presente na Constituição
ou continuar a investir bilhões de reais para somente uma parcela de pessoas
mais abastadas cursar o ensino superior público? Ensino superior esse em
que recursos são mal gerenciados, professores e pesquisadores pouco publicam
artigos científicos relevantes e que está tomado por docentes e
estudantes que reverenciam Marx, Mao, Fidel e Che. Robson
Rossi Silva de Mesquita Brasília,
DF
Dnit
O asfalto construído
em Mato Grosso por meio de consórcios rodoviários entre o governo
do estado, prefeituras e produtores não é encontrado "somente nas
áreas de interesse dos produtores de soja, familiares e amigos do governador"
Blairo Maggi, como afirma o texto "Pagot passou" (10 de outubro). As pavimentações
realizadas por meio dos consórcios já atenderam praticamente a todas
as regiões do estado. São uma parceria do governo do estado, prefeituras
e produtores, e, quando têm a participação destes últimos,
obviamente as rodovias pavimentadas servem ao escoamento da produção
estadual. Mas ao mesmo tempo essas estradas são utilizadas, sem nenhum
custo, por toda a população. Deve-se frisar que em algumas dessas
rodovias é cobrado pedágio, mas apenas e tão-somente no transporte
de carga, ou seja, dos produtores, enquanto a população nada paga.
José Carlos Dias Secretário de Estado de Comunicação
Social Cuiabá, MT
O PAC no Acre
Em relação à nota "Tem buraco na estrada" (da coluna Radar
da edição 2 029 da revista VEJA), faz-se importante esclarecer que
o Tribunal de Contas da União (TCU), no acordão mais recente sobre
o asfaltamento da BR-364 no Acre, dá ciência ao Congresso Nacional
que as questões apontadas "não exigem, até o momento, a paralisação
da execução física, orçamentária e financeira"
da obra. Quanto às observações apontadas na coluna, por serem
de caráter eminentemente técnico, o TCU, órgão competente
para avaliar e julgar o assunto, como já ocorreu em outras fiscalizações,
determinou que mais elementos fossem juntados ao processo, o que está sendo
feito no momento por profissionais habilitados. Outros itens já foram levantados,
mas justificados e acatados pelo TCU. Temos certeza de que todas as observações
indicadas serão devidamente esclarecidas. No mais, fique certo de que,
para o nosso governo, é questão de honra e de vida que as obras
aconteçam dentro da legalidade e, acima de tudo, para atender ao interesse
público. Binho Marques Governador Rio
Branco, AC
Holofote
É muito interessante
tudo isso. Pagamos impostos, e a nossa "bela" governadora do Pará, Ana
Júlia Carepa (PT), torrando o dinheiro arrecadado do contribuinte em gastos
supérfluos, a fim de fazer a apologia ao regime de Fidel Castro, que em
nada soma aos interesses do nosso país ("Soy loca por ti, Cuba", Holofote,
10 de outubro). Atitude ilegal que só satisfez a ela e a sua turma. Governadora,
não foi isso que a senhora pregou na sua campanha política ao governo
do estado do Pará. Que coisa feia, hein? Antônio
Araújo da Silva Belém,
PA
O INIMIGO TORTURADO É
O IRMÃO
Marli
Lopes de Assunção, assinante de VEJA, levanta uma questão:
"Na foto da página 137 ("Na fronteira entre a civilização
e a barbárie", 10 de outubro), a legenda da foto diz que Jack Bauer está
dando 'uma dura em um inimigo'. Na verdade, ele está ameaçando seu
próprio irmão". A foto citada pela leitora ilustra o uso da tortura
contra prisioneiros. No caso, pelo agente do governo americano vivido por Kiefer
Sutherland no seriado 24 Horas. A leitora está certa, a vítima
do uso abusivo da força é o personagem Graem (Paul McCrane), irmão
de Jack na trama. Mas é também o vilão da quinta temporada
da série, e o inimigo a ser interrogado. Na cena, o agente tenta saber
o paradeiro do pai de ambos, envolvido com terroristas. Para obter a informação,
Jack deixa os escrúpulos de lado e abusa da força contra o inimigo
algemado, conforme dito na legenda da foto, mesmo ele sendo seu próprio
irmão, como nota a leitora. "Como se vê, tanto na ficção
quanto na vida real nada é tão ruim que não possa ser piorado",
conclui Marli.
NA MIRA DE HITLER
Mais de
um mês depois de ler a reportagem "Massacre no Atlântico" (22 de agosto),
sobre o livro O Brasil na Mira de Hitler, do jornalista Roberto Sander
(Editora Objetiva), que fala da campanha de Adolf Hitler contra os navios brasileiros
na II Guerra Mundial, o professor Rogério da Silva Tjäder, titular
de história moderna e contemporânea da Fundação Educacional
Dom André Arcoverde, de Valença, no Rio de Janeiro, escreveu: "Está
de parabéns o autor Roberto Sander; entretanto, esse não é
o primeiro livro a tratar do assunto. Eu escrevi A Marinha Mercante do Brasil
na Segunda Guerra Mundial A Grande Vítima (Gráfica PC
Duboc Ltda., 2005)". O livro de Tjäder tem distribuição discreta,
mas pode ser adquirido pelo telefone (24) 2452-4233 ou pelo e-mail ciadolivro@livrariaciadolivro.com.br.