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Edição 2030

17 de outubro de 2007
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Cartas

 

"Nessa guerra das TVs, o único que ainda
não está ganhando nada é o telespectador.
Cadê a qualidade?"

Roberto Szabunia
Joinville, SC

 

Guerra das TVs

Meus cumprimentos pela escolha do assunto de capa da edição 2.029 de VEJA e também pela própria ilustração, que mostra o que realmente acontece na "guerra" pela audiência da TV aberta. A Rede Globo, como símbolo maior, ao centro, e as demais mirando seus lasers no alvo. A ilustração mostra bem: o SBT erra o alvo e a Record, como aspirante a líder, bombardeia a Vênus Platinada, contudo, sem fazer estrago algum ("No ar, mais um vice-campeão de audiência", 10 de outubro)!
Paulo Rogério Agostinis
Campinas, SP

A Record é fruto de uma loucura de Edir Macedo e seus seguidores. Paulo Machado de Carvalho não poderia ter cedido o nome de sua emissora a essa farsa da Universal no momento de sua venda. A história da TV Record nada tem a ver com seu presente. A gente nunca vai se ver por lá. Quem tem Globo tem tudo. Para copiar a Globo é preciso mais do que dinheiro. A Record está muito longe da competência e do carisma da Rede Globo.
Henrique Bacana
São Paulo, SP

Sem entrar em muitos detalhes da boa reportagem sobre a briga por audiência entre Globo e Record, vale destacar a postura distinta nas entrevistas dos dois principais executivos da emissora ligada à Igreja Universal: a petulância e a arrogância nas palavras do vice-presidente Honorilton Gonçalves e a tranqüilidade e a serenidade nas palavras do proprietário da emissora, Edir Macedo. Alguém deve avisar esse Honorilton para continuar trabalhando muito – coisa que pelo visto ele faz bem – em vez de dar entrevistas.
Holger Madsen
Belo Horizonte, MG

Se fosse a Igreja Católica a gastar 300 milhões em uma rede de TV seria para muitos, inclusive para mim, um verdadeiro escândalo. Como é Edir Macedo, considera-se uma coisa absolutamente normal. A diferença? É que para a primeira a fé é coisa séria. Para o senhor Macedo, a fé é somente um negócio. Muito lucrativo por sinal.
Gilberto Heleno
Roma, Itália

Confesso que tinha minhas birras com a TV Record. Achava que era mais um tentáculo perigoso da Igreja Universal. Hoje, é a TV a que mais vejo. O grande lance da emissora foi criar programas como o Hoje em Dia, um diferencial expressivo nas manhãs de xuxas e lero-leros de donas-de-casa.
Silvia Bolívar
Indaiatuba, SP

É até compreensível que pessoas carentes, fragilizadas e que não costumam usar a razão e o bom senso acreditem que dando o dízimo à Igreja Universal tornem Deus seu devedor, obrigando-o a cumprir seus desejos e aspirações. No entanto, o bispo Edir Macedo usar esse recurso para enganar seus seguidores e com isso enriquecer é, no mínimo, propaganda enganosa e, como tal, deveria sofrer as sanções pertinentes. Será que o bispo tem procuração de Deus para assumir dívidas em seu nome?
José Rubens do Amaral
Valinhos, SP

Não sei se rio ou se choro. A insensatez do povo brasileiro em certos assuntos é de assombrar. Como continuar sendo manipulado de forma tão vergonhosa por falsos profetas como esses ditos "bispos", "apóstolos" e sei lá mais o quê? Uma classe já massacrada social e politicamente encontrar consolo, e mesmo ver sua possível "salvação", através de uma religião é lógico e até aceitável. Outra coisa muito diferente é, nesse anseio de alívio e redenção, contribuir com 2 bilhões de reais ao ano a título de dízimo. Será que esse povo perdeu totalmente seu bom senso e seu julgamento crítico?
André Lopes Bela
São Paulo, SP

 

Luciano Huck

O apresentador Luciano Huck (Amarelas, 10 de outubro) está de parabéns. Parabéns por não ter calado, o que faria a maioria do povo brasileiro, que já está tão acostumada com a absurda situação de insegurança. Chegamos a um momento de incertezas, um país sem rumo afogado na corrupção, na marginalidade e na desigualdade social. Precisamos de mais Lucianos para ver se alguém (não sei quem) nos escuta e começa a agir com vontade para mudar esse panorama em que não há luz alguma no fim do túnel.
Taciana Lira Hajny
Recife, PE

A visão de Luciano Huck com relação à criminalidade está corretíssima. Enquanto o governo não investir prioritariamente em educação, o Brasil continuará sendo um país repleto de criminosos, policiais e políticos corruptos. As escolas deveriam ser atraentes para professores e alunos, e a educação moral e cívica deveria ser matéria obrigatória, inclusive nas faculdades.
Marcos Schoenberger
São Paulo, SP

Estamos num caldeirão, Luciano, e você como pessoa pública tem de botar a boca no trombone mesmo. Precisamos saber para onde está indo o dinheiro de nossos impostos. Minha filha cursa um semestre da faculdade no Canadá e lá, na universidade, os alunos são estimulados a fazer intercâmbio (80% o fazem). Porém, os intercâmbios para o Brasil estão suspensos por motivos de segurança. Os últimos intercambistas que vieram foram vítimas de assaltos, sendo que uma menina teve o nariz quebrado, ao roubarem sua máquina, quando tirava fotos em Santos. Um absurdo, uma vergonha para nós, brasileiros. Quanto perdemos em divisas com uma história dessas?
Ana Rosa Tibério Alvares

São Paulo, SP

O apresentador Luciano Huck foi muito feliz em defender a educação como caminho para um futuro melhor. Infelizmente, os "agrados" promovidos e sustentados com nosso dinheiro, nas mais diversas formas, pelos políticos são, foram e serão os principais combustíveis para a continuidade da corrupção. Por isso, a educação não é tratada com a merecida responsabilidade por nossos governantes e legisladores, pois uma nação bem informada e culta é uma grande ameaça para a perpetuação das picaretagens.
Márcio Nascimento
Vitória, ES

A banda íntegra da sociedade precisa de atitudes como a de Luciano Huck e certamente não concorda com as críticas feitas à sua atitude. Só não posso concordar com o vício da justificativa, que já se tornou uma espécie de "receita politicamente correta". A de que a violência é um "problema social e que é necessário investimento pesado em educação". O aumento da violência é, na realidade, um efeito da falência da autoridade moral e política do estado, que é quem tem o poder para reprimi-la, de fazer cumprir a lei. Fossem o problema social ou a falta de investimentos em educação os motivos de tal descalabro, teríamos algumas dezenas de milhões de criminosos a perambular pelas nossas ruas e estradas, seqüestrando, roubando e matando em nome da tal "injustiça social".
Etienne Douat
Joinville, SC

Fiquei espantada com a reação das pessoas ao desabafo de Luciano Huck. Gente como o apresentador, conhecido do grande público, tem de se resignar, no máximo, com o assédio dos fãs, na busca de autógrafos ou de uma palavra de seu ídolo. Mas nunca se resignar com assaltos ou outras violências. Dou meu total e completo apoio ao Luciano. Que ele use sua pessoa pública para desabafar e condenar os dois tipos de violência que sofreu.
Mary Machado Pramio
Ponta Grossa, PR

Que pena as pessoas medirem quanto você merece de respeito pelo seu salário. Pouco ou muito, todos nós, cidadãos brasileiros, pagamos impostos, temos deveres e direitos e deveríamos ter a liberdade de ir e vir. Afinal, nada mais justo, já que se luta tanto por dignidade e "igualdade". Como pedagoga tenho de parabenizar o entrevistado. Afinal, quem neste país se lembra de que antes do ensino médio e superior vem o ensino fundamental, que é a base de tudo? Nosso ensino está tão avacalhado que logo teremos cotas para o ensino médio. Afinal, isso dá lucro!
Fátima Cotarelli Buoro
Joinville, SC

 

Tropa de Elite

Com cautela, VEJA aguardou a estréia de Tropa de Elite no cinema para divulgar reportagem sobre o filme ("Osso duro de roer", 10 de outubro). Seria impressionante uma crítica sobre um filme que ainda não estreou, feita apenas do ponto de vista daqueles "3 milhões de espectadores da versão pirata do DVD". Aqui em Jutaí, no interior do Amazonas, falta cinema, falta juiz, falta Ministério Público, mas não nos falta um DVD pirata como esse. Ah, o filme é ótimo.
José Miguel
Jutaí, AM

Vibramos quando o soldado americano não demonstra misericórdia ao matar inimigos nazistas. Desejamos estar no lugar do pai que vinga a morte de um filho ou apertar o botão que explode o QG dos terroristas. Dizemos "Queria ter uma arma quando um desses pivetes viesse me assaltar em um sinal" ou "Eu queria só uns dez minutos sozinho com essa mulher que jogou o filho no rio". Já foi dito que a melhor coisa a fazer com os assassinos de João Hélio seria soltá-los, desde que fosse em praça pública e com hora marcada. Ao mesmo tempo ficamos horrorizados quando esse tipo de violência se materializa perto de nós ou de um de nossos familiares. Alguns podem argumentar que a ficção e a fantasia inocente (será?) não podem ser confundidas com a realidade. Mas a verdade é que existe uma espécie de "limbo moral" dentro de nós, onde a vontade de "fazer justiça com as próprias mãos" se cruza com o politicamente correto. Assim, para não sujar as mãos, a sociedade entrega a missão à polícia para, desse modo, poder vibrar sem culpa ao ver as fotos dos marginais mortos e, ao virar a página, criticar os policiais pela truculência. Ver Tropa de Elite no cinema é uma experiência interessante. Entre vaias e aplausos temos a impressão de que a platéia está dividida. Na saída da sessão percebemos que dividido está cada um de nós. O maior mérito do filme está em trazer essa reflexão. Parabéns a toda a equipe de Tropa de Elite.
Ricardo César Ferreira
Rio de Janeiro, RJ

Como sou grande admirador do cinema nacional, não poderia deixar de assistir a esse filme. E já que moro em cidade de interior, onde os filmes recém-lançados demoram meses para chegar ao único cinema, da mesma forma que nas locadoras, optei pela cópia pirata. Sem falso moralismo, afinal, até hoje só comprei um DVD original, assim mesmo porque custava pouco mais de 10 reais e vinha junto com um jornal. E sem ressentimentos por financiar a pirataria, já que até o ministro da Justiça, Tarso Genro, viu o filme dessa forma.
Lucas Rohãn
Bagé, RS

 

Renan Calheiros

Renan ataca novamente ("O jogo sujo de Renan Calheiros", 10 de outubro)! Só tem uma maneira de acabar com a farra de todos os Renans do Brasil: nas próximas eleições não votemos em candidatos que estejam tentando a reeleição. Certamente alguns dos poucos bons políticos serão penalizados. Mas eles certamente não se incomodarão em vista do resultado que se alcançará. É uma campanha utópica, mas vale sonhar!
Rômulo Frazão
Teresina, PI

Sinto-me indignado assistindo às arbitrariedades do senador Renan Calheiros, agora tentando criar dossiês contra senadores contrários à sua permanência na presidência do Senado. Na verdade, tenho vontade de reagir contra essa escória, que não honra Alagoas, assim como outro senador covarde de passado nebuloso que se licenciou para não votar no processo de cassação de Renan Calheiros. Alagoas não merece isso, Goiás não merece isso, o Brasil não merece isso! Basta!
Renê de Rossini Rossi
Goiânia, GO

É um absurdo que um "cavalheiro" da estirpe do senhor Renan Calheiros queira ameaçar, com insinuações levianas e mentirosas, baluartes da ética e da moral. Hoje, no Brasil, há uma completa inversão de valores. Os honestos são perseguidos por quem não o é. Que Deus nos salve.
Marcelo Gomes
Manaus, AM

Dentre tantos que já externaram sua indignação com relação ao pulha Renan Calheiros, associo-me a essa legião de "revoltosos" para elogiar, incondicionalmente, essa corajosa revista, que em nenhum instante se curvou e jamais se curvará a esse fantoche, que denigre e envergonha a nação brasileira. Particularmente os alagoanos, povo bom e ordeiro que cometeu um só erro e com certeza vai se redimir, não o reelegendo para nenhum cargo público. Renan Calheiros não merece colocar a língua nos lugares onde Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon colocam os pés.
Renato de Lima Brito
Goiânia, GO

 

André Petry

Diante de episódio tão triste, fui tomada de grande satisfação. Alguém comentando a respeito de algo que é urgente neste país e que não tem espaço para ser discutido. Quem sabe diante de verdades como essas os políticos hipócritas e cheios de falsos moralismos e as religiões que não permitem o livre-arbítrio resolvam se atualizar e liberar o aborto.
Glicia Helena Mulinari Silva
Cotia, SP

É precioso o artigo sobre os dois Brasis, a propósito do drama vivido por Elisabete dos Santos e por outras mulheres diante da experiência de uma gravidez não prevista em um contexto de limitação do acesso a contraceptivos e de criminalização do aborto. Em um estado laico que tem dificuldade de implementar políticas públicas para assegurar os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e diante de uma sociedade que discute esses temas com um maniqueísmo perverso, o artigo de Petry é um bálsamo que nos anima. Parabéns ao jornalista.
Greice Menezes
Por e-mail

Concordo quando o ilustre colunista sustenta a existência de dois Brasis, em razão das notórias desigualdades sociais e econômicas verificadas, em especial, no que se refere à aplicação da lei penal. A solução da questão, todavia, não passa pela facilitação da prática do aborto por todas as mulheres, pobres e ricas, como pretende demonstrar o articulista. Diversamente do sustentado na coluna, a resposta à desigualdade verificada em tais situações deveria ser, isso sim, a igual resposta penal para ambas as mulheres, seja a pobre que jogou seu filho recém-nascido no riacho, seja a mais abastada que praticou o aborto confortavelmente, em clínica particular.
Fábio Nobre B. Brandão
Petrópolis, RJ

 

Diogo Mainardi

Admiro a coragem e a ousadia de Diogo Mainardi. Seu artigo "O que deu em mim?" (10 de outubro) mostra isso. O que os políticos precisam urgentemente é ganhar a confiança do povo brasileiro.
Lilia Campos
Feira de Santana, BA

Caro Diogo, sugiro que você jamais entre no consultório de um bom psicanalista. Seu rancor com o mundo é quase sempre genial. A fumaça que sai de sua metralhadora pode ser tóxica, mas é inebriante. É uma posição egoísta, mas sincera. Queria dizer também que não sou petista, que assino embaixo do que diz sobre a esquerda no Brasil e no mundo e que acredito que boa arte – inclusive cinema – pode, sim, ser feita em nosso país. Um abraço!
Christian Simões Dias
Porto Alegre, RS

Diogo, você deveria ter sido indicado para a TV do Lula. Com certeza, os brasileiros iriam ao delírio com suas notícias. Por enquanto é sonho, quem sabe um dia isso se torne realidade!
Izabel Avallone
São Paulo, SP

 

Renascer

Os fundadores da Igreja Renascer em Cristo caíram nas garras da Justiça por cultivar a ganância e a ostentação. Defeitos que, em tese, deveriam combater ("Presos, mas ricos", 10 de outubro).
Mário Menezes
Londrina, PR

 

Brasil de Primeiro Mundo

Excelente a reportagem "O Vale da Felicidade" (10 de outubro), do jornalista Marcos Todeschini, sobre vinte municípios gaúchos com padrão europeu de qualidade de vida. Esse brilhante resultado se deve ao valoroso desempenho da população daquelas cidades, através de muito trabalho e dedicação. O ideal seria termos o mesmo nível em todos os municípios, mas, infelizmente, o Rio Grande do Sul está "quebrado" financeiramente, com um déficit anual de quase 2 bilhões e uma dívida pública de 40 bilhões. Não existem recursos para aplicar em saúde, educação e estradas e com isso melhorar a vida de todos os gaúchos. Os governos anteriores mutilaram o estado, e assim mesmo recebem, como recompensa, uma bela aposentadoria mensal para o resto da vida.
Cláudio Froes Peña
Porto Alegre, RS

A reportagem demonstra que, quando um povo quer, tudo é possível: melhor educação, menos pobreza, menos criminalidade, maior expectativa de vida, ou seja, maior desenvolvimento econômico-social. Que belo exemplo a ser seguido pelos senhores políticos de Brasília. Como diz nosso hino rio-grandense: "Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra". E queira nosso Patrão Celestial que a nossa pequena querência se espalhe por todo o Brasil.
Paulo Darci Doebber
Bom Princípio, RS

 

Gustavo Ioschpe

Ao ler o artigo "Hora de cobrar" (10 de outubro), deparei com um dilema: cobrar mensalidade em universidades públicas e assim, depois da implantação de cotas, violarmos novamente o princípio da igualdade presente na Constituição ou continuar a investir bilhões de reais para somente uma parcela de pessoas mais abastadas cursar o ensino superior público? Ensino superior esse em que recursos são mal gerenciados, professores e pesquisadores pouco publicam artigos científicos relevantes e que está tomado por docentes e estudantes que reverenciam Marx, Mao, Fidel e Che.
Robson Rossi Silva de Mesquita
Brasília, DF

 

Dnit

O asfalto construído em Mato Grosso por meio de consórcios rodoviários entre o governo do estado, prefeituras e produtores não é encontrado "somente nas áreas de interesse dos produtores de soja, familiares e amigos do governador" Blairo Maggi, como afirma o texto "Pagot passou" (10 de outubro). As pavimentações realizadas por meio dos consórcios já atenderam praticamente a todas as regiões do estado. São uma parceria do governo do estado, prefeituras e produtores, e, quando têm a participação destes últimos, obviamente as rodovias pavimentadas servem ao escoamento da produção estadual. Mas ao mesmo tempo essas estradas são utilizadas, sem nenhum custo, por toda a população. Deve-se frisar que em algumas dessas rodovias é cobrado pedágio, mas apenas e tão-somente no transporte de carga, ou seja, dos produtores, enquanto a população nada paga.
José Carlos Dias
Secretário de Estado de Comunicação Social
Cuiabá, MT

 

O PAC no Acre

Em relação à nota "Tem buraco na estrada" (da coluna Radar da edição 2 029 da revista VEJA), faz-se importante esclarecer que o Tribunal de Contas da União (TCU), no acordão mais recente sobre o asfaltamento da BR-364 no Acre, dá ciência ao Congresso Nacional que as questões apontadas "não exigem, até o momento, a paralisação da execução física, orçamentária e financeira" da obra. Quanto às observações apontadas na coluna, por serem de caráter eminentemente técnico, o TCU, órgão competente para avaliar e julgar o assunto, como já ocorreu em outras fiscalizações, determinou que mais elementos fossem juntados ao processo, o que está sendo feito no momento por profissionais habilitados. Outros itens já foram levantados, mas justificados e acatados pelo TCU. Temos certeza de que todas as observações indicadas serão devidamente esclarecidas. No mais, fique certo de que, para o nosso governo, é questão de honra e de vida que as obras aconteçam dentro da legalidade e, acima de tudo, para atender ao interesse público.
Binho Marques
Governador
Rio Branco, AC

 

Holofote

É muito interessante tudo isso. Pagamos impostos, e a nossa "bela" governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), torrando o dinheiro arrecadado do contribuinte em gastos supérfluos, a fim de fazer a apologia ao regime de Fidel Castro, que em nada soma aos interesses do nosso país ("Soy loca por ti, Cuba", Holofote, 10 de outubro). Atitude ilegal que só satisfez a ela e a sua turma. Governadora, não foi isso que a senhora pregou na sua campanha política ao governo do estado do Pará. Que coisa feia, hein?
Antônio Araújo da Silva
Belém, PA

 

 

 

O INIMIGO TORTURADO É O IRMÃO

Marli Lopes de Assunção, assinante de VEJA, levanta uma questão: "Na foto da página 137 ("Na fronteira entre a civilização e a barbárie", 10 de outubro), a legenda da foto diz que Jack Bauer está dando 'uma dura em um inimigo'. Na verdade, ele está ameaçando seu próprio irmão". A foto citada pela leitora ilustra o uso da tortura contra prisioneiros. No caso, pelo agente do governo americano vivido por Kiefer Sutherland no seriado 24 Horas. A leitora está certa, a vítima do uso abusivo da força é o personagem Graem (Paul McCrane), irmão de Jack na trama. Mas é também o vilão da quinta temporada da série, e o inimigo a ser interrogado. Na cena, o agente tenta saber o paradeiro do pai de ambos, envolvido com terroristas. Para obter a informação, Jack deixa os escrúpulos de lado e abusa da força contra o inimigo algemado, conforme dito na legenda da foto, mesmo ele sendo seu próprio irmão, como nota a leitora. "Como se vê, tanto na ficção quanto na vida real nada é tão ruim que não possa ser piorado", conclui Marli.

 

NA MIRA DE HITLER

Mais de um mês depois de ler a reportagem "Massacre no Atlântico" (22 de agosto), sobre o livro O Brasil na Mira de Hitler, do jornalista Roberto Sander (Editora Objetiva), que fala da campanha de Adolf Hitler contra os navios brasileiros na II Guerra Mundial, o professor Rogério da Silva Tjäder, titular de história moderna e contemporânea da Fundação Educacional Dom André Arcoverde, de Valença, no Rio de Janeiro, escreveu: "Está de parabéns o autor Roberto Sander; entretanto, esse não é o primeiro livro a tratar do assunto. Eu escrevi A Marinha Mercante do Brasil na Segunda Guerra Mundial – A Grande Vítima (Gráfica PC Duboc Ltda., 2005)". O livro de Tjäder tem distribuição discreta, mas pode ser adquirido pelo telefone (24) 2452-4233 ou pelo e-mail ciadolivro@livrariaciadolivro.com.br.

 




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