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Plumagem chique

Em Paris, as penas ocupam a passarela
do outono-inverno da alta-costura

 
Reuters
AFP
Plumas na homenagem a Marilyn e no chapéu vermelho: viva
o avestruz

Na primeira temporada de desfiles de alta-costura em Paris depois da aposentadoria de Yves Saint Laurent, a mágica pode ter esmaecido, mas o show continuou com garbo e predomínio de brilhos e penas – muitas e coloridas penas. Nas passarelas da alta moda, exibida ao longo da semana passada, as referências dos estilistas para o tom excepcionalmente esfuziante de suas coleções de outono-inverno foram África, Espanha, Oriente. Mas para os brasileiros boa parte das roupas parece inspirada nos desfiles das escolas de samba. Inclusive porque as penas preferidas dos estilistas em Paris são as mesmas dos carnavalescos – as de avestruz.

John Galliano deu o mote no desfile da Dior, o primeiro entre os grandes nomes: sua homenagem a Marilyn Monroe teve paradinha da modelo sobre uma boca de ar e saia rodada levantada – no forro, uma fofa camada de penas. Toda uma seqüência de seu desfile apresentou modelos com arranjos de plumas na cabeça, à la corista, à la cocar indígena, à la tribo africana. Ele próprio surgiu no fim do show com um esplendoroso cocar de penas brancas, muito semelhante ao da noiva que encerrou o desfile de Jean-Paul Gaultier, no último dia. O impecável Valentino enfeitou uma capa com penas de faisão, o extravagante Julien Macdonald criou outra de penas verdes e amarelas para Givenchy, o ofuscante Christian Lacroix cobriu a cabeça das modelos com chapéus emplumados e até Karl Lagerfeld, no unanimemente elogiado desfile da Chanel, não resistiu: no forro de um discreto casaco cinza, aplicou mink e penas.

 
Reuters
AFP
AP
Profusão de penas: capa (Valentino), véu da noiva (Gaultier) e cabeça da corista (Galliano)

 

   
 
   
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