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Os projetos continuam

Apesar dos atentados, a Ásia
decide manter a construção dos
dois edifícios mais altos do mundo

Camila Antunes


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Fotos dos cinco maiores prédios do mundo

Os ataques terroristas às torres gêmeas do World Trade Center não afetaram os projetos de edifícios gigantescos. Diferentemente do que previam muitos consultores da área, os empresários asiáticos decidiram manter a construção dos dois prédios mais altos do mundo. Em 2007, ficará pronto o Union Square, em Hong Kong, espigão de 480 metros que, ao ser concluído, será o mais alto do planeta. No ano seguinte, a previsão é para a inauguração do World Financial Center, em Xangai, de 460 metros. Enquanto o Union Square é uma torre que se destaca principalmente pelo tamanho, o Financial Center terá em seu topo um furo gigante que, além de conferir ao projeto um estilo inovador, preservará a segurança de seus ocupantes. Segundo os engenheiros que projetaram o WFC de Xangai, o círculo vazado ajudará o prédio a manter-se de pé se ele for atingido por um tufão.

Fotos Courtesy of Khon Pedersen Fox Associates PC

World Financial Center, na China: espigão a ser inaugurado em 2008 terá 460 metros de altura



A construção de dois novos espigões na Ásia confirma uma tendência que se verificou no continente no fim da década de 90. Só a China inaugurou num período de três anos um prédio com mais de 400 metros de altura e outros dois com quase isso. A ofensiva chinesa despertou o espírito de concorrência nos vizinhos. Em 1998, foi a vez de a Malásia concluir um megaprojeto. Localizado na capital Kuala Lumpur, o Petronas Tower, com seus 452 metros, é o maior edifício já construído. Na China, a execução de obras megalomaníacas coincidiu com o processo de abertura econômica. O país quer ser visto como uma nova potência mundial. Para isso, planejou erguer torres que rivalizassem com as mais conhecidas dos Estados Unidos e que, de certa forma, representassem o novo poderio financeiro chinês. Após os atentados terroristas que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center, apenas um edifício americano permanece na lista dos cinco mais altos do mundo. É o Sears Tower, em Chicago.



Union Square, em Hong Kong: edifício com 480 metros de altura será o maior do mundo

Os defensores dos arranha-céus monumentais dizem que eles se tornam um marco turístico e ajudam a atrair visitantes estrangeiros. No caso americano, não dá para negar que um dos símbolos mais marcantes de Nova York era justamente o World Trade Center. Difícil é entender como na sisuda Londres um projeto arquitetônico que destoa completamente da arquitetura local pode beneficiar a cidade. Está sendo construído no centro financeiro um edifício que foi apelidado de "pepino erótico" por seu formato fálico. Pertencente a uma seguradora, ele terá 180 metros de altura e a previsão é inaugurá-lo em 2003. O projeto, no entanto, gerou protestos de muitos londrinos, que não queriam ver na cidade um espigão parecido com os de Chicago e Manhattan. Pouco tempo atrás, o Brasil também quis ter um representante na lista dos maiores prédios do planeta. Um grupo de investidores lançou a idéia de um edifício de 108 andares e 510 metros de altura em São Paulo, o que o colocaria como o mais alto do mundo. Chamado de Maharishi São Paulo Tower, nome em homenagem ao líder espiritual indiano que foi guru dos Beatles, o projeto jamais chegou a sair do papel.

 

   
 

   
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