Publicidade |
 |
 |
      |
Edição
1 760 - 17 de julho de 2002 |
|
|
|
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
Os projetos continuam
Apesar
dos atentados, a Ásia
decide
manter a construção dos
dois
edifícios mais altos do mundo
Camila Antunes

Veja também |
|
|
|
Os ataques
terroristas às torres gêmeas do World Trade Center não
afetaram os projetos de edifícios gigantescos. Diferentemente do
que previam muitos consultores da área, os empresários asiáticos
decidiram manter a construção dos dois prédios mais
altos do mundo. Em 2007, ficará pronto o Union Square, em Hong
Kong, espigão de 480 metros que, ao ser concluído, será
o mais alto do planeta. No ano seguinte, a previsão é para
a inauguração do World Financial Center, em Xangai, de 460
metros. Enquanto o Union Square é uma torre que se destaca principalmente
pelo tamanho, o Financial Center terá em seu topo um furo gigante
que, além de conferir ao projeto um estilo inovador, preservará
a segurança de seus ocupantes. Segundo os engenheiros que projetaram
o WFC de Xangai, o círculo vazado ajudará o prédio
a manter-se de pé se ele for atingido por um tufão.
Fotos Courtesy of Khon Pedersen Fox Associates PC

World
Financial Center, na China: espigão a ser inaugurado em 2008 terá
460 metros de altura |
A construção de dois novos espigões na Ásia
confirma uma tendência que se verificou no continente no fim da
década de 90. Só a China inaugurou num período de
três anos um prédio com mais de 400 metros de altura e outros
dois com quase isso. A ofensiva chinesa despertou o espírito de
concorrência nos vizinhos. Em 1998, foi a vez de a Malásia
concluir um megaprojeto. Localizado na capital Kuala Lumpur, o Petronas
Tower, com seus 452 metros, é o maior edifício já
construído. Na China, a execução de obras megalomaníacas
coincidiu com o processo de abertura econômica. O país quer
ser visto como uma nova potência mundial. Para isso, planejou erguer
torres que rivalizassem com as mais conhecidas dos Estados Unidos e que,
de certa forma, representassem o novo poderio financeiro chinês.
Após os atentados terroristas que derrubaram as torres gêmeas
do World Trade Center, apenas um edifício americano permanece na
lista dos cinco mais altos do mundo. É o Sears Tower, em Chicago.

Union
Square, em Hong Kong: edifício com 480 metros de altura será o maior
do mundo |
Os defensores
dos arranha-céus monumentais dizem que eles se tornam um marco
turístico e ajudam a atrair visitantes estrangeiros. No caso americano,
não dá para negar que um dos símbolos mais marcantes
de Nova York era justamente o World Trade Center. Difícil é
entender como na sisuda Londres um projeto arquitetônico que destoa
completamente da arquitetura local pode beneficiar a cidade. Está
sendo construído no centro financeiro um edifício que foi
apelidado de "pepino erótico" por seu formato fálico. Pertencente
a uma seguradora, ele terá 180 metros de altura e a previsão
é inaugurá-lo em 2003. O projeto, no entanto, gerou protestos
de muitos londrinos, que não queriam ver na cidade um espigão
parecido com os de Chicago e Manhattan. Pouco tempo atrás, o Brasil
também quis ter um representante na lista dos maiores prédios
do planeta. Um grupo de investidores lançou a idéia de um
edifício de 108 andares e 510 metros de altura em São Paulo,
o que o colocaria como o mais alto do mundo. Chamado de Maharishi São
Paulo Tower, nome em homenagem ao líder espiritual indiano que
foi guru dos Beatles, o projeto jamais chegou a sair do papel.
|
|
 |
|
 |

|
 |