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Edição 1 760 - 17 de julho de 2002
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A VERSÃO LIGHT DE ROSEANA

Antonio Milena


Nos próximos dias, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney lança o livro que apresenta sua versão sobre o caso Lunus. Diferentemente do que ela anunciou, a obra não terá conteúdo bombástico. É que, por orientação de seus advogados, Roseana não vai se referir a nomes quando sugerir que autoridades do governo federal se envolveram no episódio. Também foram excluídas informações sobre as quais não havia provas. A versão final ficou com 56 páginas e não tem poder de fogo para causar barulho em Brasília.

 

PRODUTOS DIFERENTES PARA RICOS E POBRES

Valdemir Silva/
Arquivo Abras


A rede Carrefour, presidida no Brasil pelo francês Frank Witek, faz amplos estudos sobre a renda do brasileiro para saber onde vale a pena construir novas lojas e o que vender em cada uma delas. Por isso os produtos variam muito de um supermercado para outro. Nos bairros mais ricos do país, as gôndolas têm direito a camarões mais graúdos, e até frutas comuns como pêra e maçã apresentam tamanho maior que o das encontradas na periferia. Detalhe: os produtos também são mais caros.

 

SUGESTÕES FORAM PARAR NO LIXO

Rogério Montenegro

O deputado federal Emerson Kapaz (PPS- SP) precisou de duas assistentes, uma em São Paulo e outra em Brasília, para ordenar as mais de 1.000 mensagens que inundaram a caixa postal de seu computador desde maio do ano passado. Como relator da comissão que discute a regulamentação da coleta de lixo, foi ele próprio que estimulou o envio de sugestões sobre o assunto. Na seleção do que valia a pena ser levado em conta, sobrou muita coisa: 10% de tudo o que foi enviado.

 

FAZER MAIS COM MENOS
Raul Junior


Mercados cada vez mais competitivos obrigam as empresas a se tornarem mais ágeis. Líder no ramo de construção de edifícios no Brasil, a Método Engenharia, presidida por Hugo Marques da Rosa, tem hoje menos de um décimo do total de funcionários que tinha na década de 80. Ainda assim, consegue produzir quatro vezes mais metros quadrados que antes. Como? Terceirizando boa parte dos serviços. Outra mudança motivada pela concorrência foi a redução da margem de lucro, que caiu de 20% para 7% no mesmo período.

 

 

Com reportagem de Amauri Segalla,
Camila Antunes, Monica Weinberg e Ricardo Mendonça



 
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