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Guia
Brincar de ficar rico
Para além
da diversão, alguns jogos de tabuleiro e de computador
ajudam a criança a entender os desafios de ganhar e
gastar dinheiro. Já há sites de educação
financeira que indicam esses jogos como um reforço
ao aprendizado. Especialistas consultados por VEJA mostram
os benefícios e as armadilhas dos principais jogos
do gênero.
Fotos divulgação
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Jogo
da Vida, da Estrela
Como funciona: todos os jogadores começam
com a mesma quantia em dinheiro. Ao longo do jogo, podem ampliar
seu patrimônio com trabalho ou investimentos.Ganha quem
acumular mais dinheiro
Indicação: a partir de 8 anos
Comentário: a faixa etária a que se destina
é correta. Apesar de atrelar o sucesso e a felicidade
à quantidade de dinheiro que se consegue acumular,
o que é um ponto negativo, o jogo tem a vantagem de
colocar o dinheiro em um contexto bastante próximo
da realidade. Há perdas e ganhos, e a conclusão
é que para acumular dinheiro é preciso, antes
de tudo, administrá-lo
Roberto Setton
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Monopoly,
da Hasbro, e Banco Imobiliário,
da Estrela
Como funcionam: os dois jogos têm a mesma
dinâmica. O objetivo é comprar terrenos onde
se podem construir imóveis e lucrar com seu aluguel.
Ganha quem acumular mais terras e mais dinheiro. O Monopoly
tem a versão Junior, na qual a ideia é comprar
brinquedos de um parque de diversões e lucrar com a
bilheteria ou, simplesmente, gastar tudo em diversão.
O jogo tem ainda uma versão que substitui o dinheiro
de papel por cartões de débito, sem previsão
de lançamento no Brasil
Indicação: de 5 a 8 anos, a versão
Junior, e a partir de 8 anos, o jogo tradicional
Comentário: a versão original do jogo
ajuda a desenvolver o pensamento matemático e estratégico
relacionado ao dinheiro. O lado negativo é que, para
crianças menores de 15 anos, ela sugere que a riqueza
deve ser acumulada custe o que custar. Já o Monopoly
Junior é bastante educativo. Além de trabalhar
com valores menores, ensina que o dinheiro também deve
ser gasto em coisas que dão prazer
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The
Sims, da Electronic Arts
Como funciona: neste jogo de computador, a criança
cria um personagem em um mundo virtual. Ela escolhe a profissão
que ele deve seguir e isso inclui salário e
quantidade de horas que passará fora de casa ,
além dos bens e dos serviços que vai adquirir
Indicação: a partir de 12 anos
Comentário: as versões mais antigas do
jogo funcionam bem para essa faixa etária, ao contrário
dos modelos mais recentes, indicados a maiores de 16 anos.
O brinquedo é um dos que mais ajudam a criança
a entender como se planeja um orçamento. Ela se vê
diante de escolhas complexas, que opõem, por exemplo,
o necessário (como a compra ou o aluguel de uma casa)
ao prazeroso (a compra de uma tevê de plasma gigante)
Escolinha de
finanças
Se a educação
financeira começa em casa, conceitos mais complexos
sobre poupança ou mercado financeiro são ensinados
por estas duas instituições, que ministram cursos
específicos para crianças em todo o Brasil:
The
Money Camp
www.themoneycamp.com.br
Como é o curso: pode fazer parte da grade curricular
de uma escola ou ser ministrado em um acampamento de férias.
No primeiro caso, dura nove meses e é dividido em aulas
semanais de uma hora. Os programas de imersão acontecem
em julho e dezembro
O que ensina: da história do dinheiro à
importância do planejamento financeiro Onde encontrar:
os acampamentos são restritos a São Paulo, mas
os cursos avulsos podem ser ministrados em qualquer estado
Quanto custa: o curso avulso, 600 reais por mês;
o acampamento de seis dias, 1 330 reais
Bovespa
www.bovespa.com.br
Como é o curso: profissionais da Bolsa de Valores
de São Paulo vão às escolas para ministrar
o curso, que tem duração de quatro horas. Os
alunos são divididos em duas turmas: a Junior, de 11
a 14 anos, e a Teen, de 15 a 18 anos
O que ensina: o que são juros e inflação,
as diferentes formas de poupança, o que é o
mercado de ações, como funciona o sistema financeiro
nacional e como administrar a mesada
Onde encontrar: as escolas interessadas podem fazer
a inscrição no site da instituição
Quanto custa: é gratuito
Especialistas consultados: os educadores
financeiros Álvaro Modernell e Cássia DAquino,
a psicóloga Ceres Araújo e a psicopedagoga Maria
Angela Barbato (PUC-SP)
Com reportagem de Camilla Costa
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