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Leitor
Tragédia do voo AF 447 Cumprimento toda a equipe de VEJA
pela excelente reportagem especial "A dor, o medo... e os números"
(10 de junho). VEJA tratou com muita classe e respeito um assunto delicado. A
matéria foi bem sucinta e não deixou o leitor sem respostas. Enquanto
VEJA esclarece a população, outras publicações se
perdem nos clichês de sempre. Parabéns! Comovente a
reportagem sobre a queda do Airbus da Air France, que ceifou de forma brutal os
sonhos e as vidas de nossos semelhantes. Resta-nos elevar a Deus nossas preces
pedindo que ele dê consolo aos familiares e amigos dos que se foram, para
que possam suportar a inexplicável dor que invadiu suas vidas de forma
tão repentina. VEJA conseguiu ser absolutamente
técnica ao mostrar o que possivelmente aconteceu com o avião e,
ao mesmo tempo, tratou da perturbadora questão da morte em desastres dessa
natureza com grande sensibilidade. Brasileira, residindo na
Irlanda há mais de um ano, habituei-me a fazer a rota Rio-Paris pela Air
France. Assim, fiquei muito abalada com a catástrofe ocorrida no último
dia 31 de maio, envolvendo muitos de meus compatriotas, bem como cidadãos
de diferentes nacionalidades. Que Deus abençoe todos os familiares e amigos
das vítimas do voo AF 447 neste momento de luto internacional. Primorosa
a explanação de VEJA sobre a preferência dos franceses pelo
computador se sobrepondo ao comandante na condução dos Airbus ("A
tragédia com o mais moderno dos aviões"). Mas eu prefiro ficar
com o modelo americano, em que o piloto tem a primazia das decisões. Prefiro
o "fly-by-captain" ao "fly-by-wire". Dar a máquinas
burras o controle de uma aeronave já é insensato desde 2001
Uma Odisseia no Espaço, de Arthur Clarke.
PAC Li
a reportagem sobre o PAC ("Ele existe, é bom que exista, mas a maior
parte ainda está no papel", 10 de junho) e creio que ela reflete de
forma bastante clara o modo como as coisas acontecem neste país. Tudo é
muito mais marketing com fins eleitoreiros ou em busca de benefícios pessoais
do que propriamente a intenção de fato de edificar obras que tragam
benefícios ao país. O Brasil só sairá
da classificação de país de Terceiro para a de Primeiro Mundo
quando houver a universalização de energia elétrica, água
tratada, saneamento e quando a logística de transporte interligar o país
de norte a sul, de leste a oeste. Outro item imprescindível para sairmos
do Terceiro Mundo é garantir a boa escola pública para todos os
brasileiros, com ensino médio profissionalizante. Todos os brasileiros
de boa escolaridade sabem disso, mas é necessário que a classe política,
o presidente da República, governadores e prefeitos também saibam.
Somente 3,5% do orçamento do PAC foi aplicado nas obras de infraestrutura,
tão importantes para o Brasil. É preciso que VEJA se dedique a desvendar
essa caixa-preta: para onde foi o trilhão e 60 bilhões que a população
brasileira pagou de impostos em 2008?
Diogo Mainardi Sempre acho pertinente
e audaz tudo o que o Diogo escreve, mas temos de dar um voto
de confiança ao Obama, pois, mesmo tendo se preparado
como "estudante de história na Universidade Colúmbia"
e "copiado seu texto da Wikipédia", ele tenta
de alguma forma se mostrar mais interessado e mais interessante
do que Bush e nosso presidente ("Platitudes e asnices",
10 de junho)!
Claudio de Moura Castro Meus cumprimentos
a Claudio de Moura Castro pelo seu belíssimo texto
"Educar é contar histórias" (10 de
junho). É de reflexões sérias como essa
que a educação e os educadores brasileiros estão
carentes, já que somos constantemente bombardeados
por receitas mágicas e fórmulas importadas de
sucesso.
Lúcio Funaro Apesar de tranquilo
quanto à tentativa de me envolverem nesse episódio,
pois nada fiz de errado e não tenho do que me envergonhar
ou me arrepender, estou indignado com a vinculação
de meu nome a um escândalo político com o qual
não tenho nada a ver, a não ser o fato de, um
dia, ter apresentado o deputado Valdemar Costa Neto ao corretor
de câmbio Lúcio Funaro ("Revelações
de um corretor", 3 de junho).
Ciro Gomes Sobre a nota "Cadê
o Ciro?" (Radar, 10 de junho), é necessário
esclarecer que o deputado Ciro Gomes estava nos EUA em missão
oficial sem ônus autorizada pela Mesa Diretora da Câmara
para estudar a crise econômica onde ela começou.
Ciro teve encontros de trabalho e estudo com professores renomados
das universidades Harvard e Columbia, incluindo o prêmio
Nobel de Economia em 2001, Joseph Stiglitz. Esses encontros
são de fundamental importância para compreender
os efeitos da crise no Brasil e para compartilhá-los
com a Comissão Especial da Crise Econômico-Financeira,
criada pela Câmara dos Deputados, da qual o deputado
é membro titular.
Correção: na reportagem "A tragédia com o mais moderno dos aviões" (10 de junho), o correto é dizer que "encher um avião de novas tecnologias digitais torna as viagens mais arriscadas? (...) Com base (...) em estatísticas, a resposta só pode ser NÃO".
A escolha da foto de um jato Comet 4 da Havilland para ilustrar a reportagem "Na cauda do Comet" (10 de junho) foi equivocada. O Comet 4 já tinha janelas ovais e outras correções feitas no projeto original, responsável pela queda de cinco desses jatos. Eles foram vítimas de fadiga de material, ciclos alternados de compressão e descompressão da cabine, nos "cantos vivos" das janelas retangulares. Durante o voo, esses pontos cediam à pressão aerodinâmica e desintegravam o avião. Essa correção foi feita com a ajuda dos leitores Hugo Kreil, de Porto Alegre, e Giovanni Maselli Raimondo, de São Paulo.
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