|
|
Aviação A
era dos minijatos Os novos aviões
executivos são menores, mas oferecem alta tecnologia e preços
bem mais em conta  Rafael
Corrêa Fotos
divulgação
 | | O
Eclipse 500 e um detalhe de sua cabine: conforto apesar do espaço reduzido
| Eclipse 500 Fabricante:
Eclipse Aviation Lugares: 5 passageiros + 1 piloto Autonomia:
2 370 quilômetros Velocidade: 695 km/h Preço:
1,5 milhão de dólares |
Muita gente que viaja com freqüência
sonha em ter um jatinho executivo um dos ícones máximos do
consumo chique. Uma nova geração de aviões que começa
a voar nos próximos meses vai tornar esse sonho acessível a mais
gente. Os chamados very light jets, ou VLJ, são jatinhos semelhantes às
aeronaves executivas, mas de tamanho menor, preço bem mais em conta e custo
de operação e manutenção menos salgado. Têm
capacidade para transportar de dois a oito passageiros e autonomia de vôo
de no mínimo 2.000 quilômetros, o suficiente para ir de São
Paulo a Maceió sem escalas. Os instrumentos de vôo dos minijatos
são de alta tecnologia, fáceis de operar, o que torna a presença
do co-piloto opcional o assento destinado a ele pode ser usado para transportar
um passageiro a mais. O preço final desses pequenos aviões, dependendo
da marca e do modelo, vai de 1 milhão a 3,7 milhões de dólares.
O jato executivo convencional mais barato do mercado, o Citation CJ1, da Cessna,
não sai por menos de 4,3 milhões de dólares.
O principal segredo do preço baixo dos very light jets está nos
motores. As turbinas que os equipam são uma evolução da tecnologia
usada em mísseis de longa distância. Menores e mais baratas do que
as convencionais, elas impulsionam os minijatos a uma velocidade média
de 600 quilômetros por hora, pouco menos que a velocidade de um jato executivo
tradicional. Como compensação ao tamanho reduzido da cabine, os
fabricantes investem pesado no conforto interno dos aviões, transformando-os
em limusines aladas. A Embraer, que se prepara para lançar o minijato Phenom
100, contratou a empresa automotiva BMW para cuidar do interior do modelo. Em
alguns casos, como o do Javelin MK-10, da americana Aviation Technology Group,
o conforto dá lugar à velocidade. O avião, que mais lembra
um jato militar, possui somente dois lugares em um cockpit apertado, mas voa a
mais de 1 000 quilômetros por hora é mais veloz que um Boeing
737. O primeiro VLJ chegará ao mercado no mês que vem. É o
Eclipse 500, fabricado pela americana Eclipse Aviation, que já conta com
2.400 encomendas. Depois dele, os próximos na lista serão o Citation
Mustang, da Cessna, e o A700, da Adam Aircraft. O Mustang já começou
a ser vendido no Brasil e, até agora, encontrou 23 compradores. Os primeiros
Mustang chegarão ao país no segundo semestre de 2007.  | Javelin
MK-10 Fabricante: Aviation Technology
Group Lugares: 1 passageiro + 1 piloto Autonomia: 2 260 quilômetros
Velocidade: 1 075 km/h Preço: 2,3 milhões de dólares
|
Inicialmente, o
principal mercado dos minijatos será a aviação executiva.
Como eles conseguem pousar e decolar em menos de 1 quilômetro de pista,
entre os consumidores potenciais estão os proprietários de aviões
a hélice que gostariam de trocar seus modelos por outros mais modernos.
Mas o setor de táxi aéreo também deve adotar os minijatos.
Companhias como as americanas DayJet e Pogo aguardam o lançamento dessas
aeronaves para oferecer tarifas mais baratas do que as atuais e tornar o táxi
aéreo uma alternativa para pequenos empresários e profissionais
liberais. "Esses aviões serão uma revolução na aviação
porque podem levar o transporte aéreo a destinos atendidos somente por
estradas", diz James Waterhouse, professor de engenharia aeronáutica na
Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo.
A bordo de um minijato, um vôo entre dois aeroportos próximos pode
sair pouco mais caro do que uma corrida de táxi principalmente quando
o trânsito estiver congestionado e durar muito menos tempo. 
|