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Divertimento
Passe de mágica A Nintendo
revoluciona os games com um joystick que reproduz na tela os movimentos
do jogador 
Rafael Corrêa
Fotos divulgação
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Nintendo Wii
O joystick do novo aparelho da Nintendo (acima), semelhante a um controle
remoto, tem um sensor que lê os movimentos da mão do jogador e os
transporta para os personagens do jogo. Para rebater a bola num game de beisebol,
por exemplo, basta girar o braço no ar como se faria numa partida de verdade.
O joystick vem acompanhado de um acessório, o nunchuk (na mão
esquerda), usado em jogos mais complexos |
A meca dos aficionados de jogos eletrônicos
é a Electronic Entertainment Expo, ou E3, a maior feira de games do mundo.
Todo ano, nessa imensa e colorida exposição montada em Los Angeles,
os fabricantes de consoles de videogames e de jogos apresentam seus lançamentos,
disputando sua fatia num mercado mundial que movimentou 27 bilhões de dólares
em 2005. A E3 deste ano, realizada na semana passada, revelou um salto no limite
tecnológico e na capacidade de surpreender dos videogames. A grande novidade
exibida na feira foi o Wii, novo console da Nintendo. O Wii é mais poderoso
que seu antecessor, o Game Cube, em termos de capacidade de processamento e qualidade
gráfica. Isso já era de esperar. O que deixou todos de queixo caído
foi o seu controle, o chamado joystick.
Semelhante na aparência a um controle remoto de TV, o joystick do Wii possui
um sensor que capta os movimentos da mão do jogador e os transmite sem
utilizar fios para o videogame. Isso significa que, numa partida eletrônica
de tênis, por exemplo, o controle se transforma em raquete basta
ao jogador reproduzir os movimentos do tenista para rebater a bolinha virtual.
O sistema é tão preciso que o sensor consegue medir a intensidade
do movimento para determinar a força com a qual a bola será rebatida.
O mesmo vale para os jogos de corrida ou de aviação, nos quais o
controle funciona, respectivamente, como volante e manche. Nos jogos de ação,
ele vira espada ou arma de fogo.
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PlayStation 3
A Sony confirmou para novembro o lançamento de seu novo console. O preço
será salgado: 600 dólares pela versão completa. O controle
do PlayStation3 também virá com um sensor de movimento, semelhante
ao do joystick da Nintendo | Com
seu joystick revolucionário, a Nintendo espera quebrar o estigma de que
jogos eletrônicos são feitos apenas para jovens, capazes de dominar
com facilidade a profusão de botões que equipa os controles atuais.
O fabricante japonês acredita que seu joystick, cujo funcionamento é
simples e intuitivo, será um chamariz para adultos e mesmo para vovôs.
O Wii, que deverá começar a ser vendido às vésperas
do Natal, é a aposta da empresa para recuperar sua participação
no setor de consoles de videogames, do qual foi líder até meados
da década de 90. Atualmente, a Sony tem 66% desse mercado. A Microsoft,
com o seu Xbox, e a Nintendo têm 17% cada uma.
O Wii vai na contramão de seus dois concorrentes, o Xbox 360 da Microsoft
e o PlayStation 3 da Sony. Ambos são destinados a games com imagens com
grande sofisticação gráfica e desafios mais complexos. O
videogame da Microsoft foi o primeiro da nova geração a chegar às
lojas, em novembro do ano passado, e já vendeu mais de 3 milhões
de unidades. A meta de Bill Gates é vender 10 milhões de consoles
até novembro próximo, quando a nova máquina da rival Sony
será lançada. Para enfrentá-la, a Microsoft anunciou uma
nova safra de games, com recursos gráficos ainda mais impressionantes.
Os planos de Bill Gates incluem o lançamento de um leitor de HD-DVD para
ser conectado ao aparelho. O dispositivo permitirá ao Xbox utilizar a nova
geração de DVDs, que oferece imagens de alta definição.
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Xbox 360 O aparelho
da Microsoft, que já vendeu 3 milhões de unidades, recebeu um leitor
de HD-DVD como acessório. O dispositivo permite ler DVDs de última
geração. Para enfrentar os aparelhos concorrentes, a empresa anunciou
o lançamento de uma safra de jogos com recursos inéditos |
Os jogos do PlayStation 3 causaram
igualmente furor nos visitantes da feira de Los Angeles. O PS3, como também
é chamado o console da Sony, é um dos lançamentos mais aguardados
desde que começaram as primeiras especulações sobre a nova
geração de videogames, há cinco anos. Seu antecessor, o PlayStation
2, vendeu mais de 103 milhões de unidades e garantiu à Sony o domínio
do mercado. Diante da responsabilidade de substituir um produto de sucesso, a
empresa investiu pesado no desenvolvimento de seu novo aparelho. O PS3 foi projetado
para ser a Ferrari dos videogames. Seu chip central, chamado Cell, foi criado
em parceria com a IBM e a Toshiba e é 35 vezes mais potente do que o processador
do PlayStation 2. O novo console usa discos do tipo Blu-ray, com capacidade para
armazenar até 50 gigabytes. O Blu-ray é rival do DVD de alta definição
utilizado pelo Xbox 360 na disputa para ser o formato-padrão
da próxima geração de DVDs. A placa de vídeo Nvidia
também possui um chip exclusivo, o RSX, que processa gráficos com
qualidade de cinema. "A próxima
geração dos videogames só começará quando nós
dissermos que ela deve começar", disparou Kaz Hirai, presidente da Sony
Entretenimento para a América, ao apresentar o novo aparelho. A pedra que
pode surgir no caminho da companhia é o preço elevado do PS3. O
aparelho virá em duas versões: uma básica, que custará
500 dólares, e outra mais completa, ao preço de 600 dólares.
A versão completa será o videogame mais caro já vendido
o Xbox 360 custa 100 dólares a menos. A Nintendo ainda não definiu
o preço de seu Wii. Mas a Sony tem um trunfo na manga: uma versão
do controle do PS3 com sensor de movimentos semelhante ao que equipa o joystick
do Wii. Resta saber qual das máquinas conquistará mais jogadores.
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