Carreira
Nasce o novo contracheque
Benefícios fazem salário aumentar
Uma pesquisa recém-concluída mostra que o
contracheque traduz com fidelidade cada vez menor a real
remuneração dos empregados. O trabalho, coordenado
pela consultoria americana Deloitte Touche Tohmatsu, analisou
os benefícios e as vantagens oferecidos por 110 grandes
companhias nacionais nos últimos dez anos e constatou
que esse pacote, o chamado salário indireto, praticamente
dobrou nesse período. A participação
desses extras no salário final saltou de 13% para
22%. Ou seja, o salário formal, aquele que vem registrado
na carteira de trabalho, tem diminuído. Hoje, participação
nos lucros, bônus e as stock options (ações
com opção de venda) são práticas
comuns em grandes companhias e, pouco a pouco, em empresas
menores. De acordo com o estudo, 60% das grandes empresas
brasileiras estão oferecendo participação
nos lucros e resultados, 30% dão bônus e 10%
utilizam o sistema de stock options. "A melhor notícia
é que o salário não baixou para que
isso acontecesse", diz Adilson Araujo dos Santos, gerente
de gestão do capital humano da Deloitte. "A remuneração
aumentou, e com ela vieram os benefícios."
A última novidade no contracheque são
as stock options. Funciona assim: o funcionário recebe
um pacote de papéis chamados "opções
de compra de ações". Após um prazo
a ser definido pela empresa, quase nunca inferior a um ano,
ele pode vendê-los. Em alguns casos, as somas são
generosas. A transformação do contracheque
é conseqüência de uma mudança de
mentalidade das empresas. Elas acham que o funcionário
se empenha mais quando sabe que o resultado direto do trabalho
também vai para seu bolso.
Nos Estados Unidos, esse processo vem funcionando a todo
o vapor e já trocou de patamar. Por lá, a
guerra pelos bons profissionais é tão grande
que o pacote de benefícios generosos chegou aos recém-egressos
das universidades. Muitos já saem da faculdade com
emprego, carro, bônus, stock options. Segundo a Associação
Nacional de Universidades e Empregadores, os vencimentos
dos jovens americanos estão 10% maiores por causa
dos benefícios. Grandes corporações
têm oferecido parte de seu fundo de risco a quem se
destaca e se compromete a permanecer no mínimo três
anos na companhia. O salário vem mudando. E para
melhor
Saiba
mais |
|
|
|