Microsoft
A autopunição
Gates apresenta pacote para evitar
divisão da empresa
O governo americano só deve anunciar nesta quarta-feira
sua opinião sobre as alternativas apresentadas pela
Microsoft na semana passada para evitar a divisão
exigida pelo juiz do processo em que a empresa está
sendo acusada de prática monopolista e predatória.
Mesmo assim, é praticamente certo que não
serão aceitos os argumentos de defesa elaborados
pelos advogados de Bill Gates. Conforme circula no mercado,
a proposta foi considerada tímida e incapaz de impedir
que a Microsoft continue usando seu domínio e sua
força para impor produtos ao mercado e dificultar
o trabalho dos concorrentes. "Os remédios propostos
são inadequados", disse o procurador-geral do Estado
de Iowa, Tom Miller, um dos que acusam a Microsoft de práticas
monopolistas. "As medidas não previnem que, no futuro,
haja novas violações à lei."
Na proposta apresentada pela Microsoft os fabricantes
estariam livres para instalar em computadores equipados
com o sistema operacional Windows programas de navegação
na internet feitos por empresas concorrentes. A companhia
também se comprometeu a fornecer a outros produtores
de software informações até agora conhecidas
apenas por seus engenheiros. Bill Gates só não
admite abrir o "código fonte", a fórmula secreta
do Windows. Quem dominar esse código poderá
fazer programas quase idênticos. O documento prevê
outras concessões ao governo, mas a empresa já
anunciou que recorrerá até a última
instância de qualquer decisão que a obrigue
a se dividir. O certo é que é praticamente
impossível para a Microsoft sair dessa disputa com
a mesma força que entrou. Desde o anúncio
da decisão da Justiça, a empresa de Gates
perdeu o posto de a mais valiosa do planeta e se desvalorizou
em cerca de 200 bilhões de dólares.
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