Edição 1 649 -17/5/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Como anda a economia brasileira
A revelação de Júlio Bozano
A guerra das liminares na privatização do Banespa
Os prejuízos causados pelo vírus ILOVEYOU
A receita da Microsoft para não ser dividida

Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Computador

Terror acidental

Vírus ILOVEYOU pode ter sido criado por acaso

 

Irmãos Onel e Irene de Guzman: confissão

A estimativa mais aceita é que um quarto dos usuários de internet no trabalho em todo o planeta teve problemas com o vírus ILOVEYOU. É um contingente de aproximadamente 78 milhões de pessoas. Até a sexta-feira da semana passada, as firmas de segurança de internet já haviam identificado 21 variações do vírus, quatro delas geradas no Brasil. As vacinas funcionaram, mas a produção não conseguiu ser mais rápida que a disseminação do problema. O vírus, que em cinco horas se havia espalhado pelo mundo inteiro, só poupou as empresas em que a neurose de segurança está acima de tudo. Na sede da Volkswagen, em Wolfsburg, Alemanha, ele foi detectado antes que pudesse causar qualquer estrago. A empresa simplesmente manteve o mesmo estado de alerta que montou para espantar outro fantasma recente, o bug do milênio, que deveria provocar danos na virada para o ano 2000 mas acabou tendo um efeito pífio.



A caçada aos autores do ILOVEYOU terminou com a identificação dos irmãos filipinos Onel e Irene de Guzman. Eles assumiram parte da culpa. Admitiram a hipótese de ter contribuído para a criação do ILOVEYOU, sugerindo que ele se teria libertado acidentalmente de seus computadores. Toda a confusão serviu para um alerta sobre quem realmente está protegido contra ataques desse tipo. O vírus provocou uma desordem na economia mundial e apontou riscos de problemas futuros enormes. Na semana passada, um novo vírus, sem a capacidade destruidora de seu antecessor, estava circulando na rede. Batizado de South Park, como o desenho animado politicamente incorreto da TV a cabo, foi rapidamente controlado e não houve registros de maiores estragos. Os especialistas sustentam, com razão, que a internet é um habitat fenomenal para a propagação dos vírus e que dificilmente haverá uma solução técnica completamente segura para mantê-los ao largo dos sistemas. Talvez a solução seja a eterna vigilância, como a que se propôs a Volkswagen alemã. O problema é que ao vigiar as mensagens em busca de vírus os administradores de sistemas podem acabar quebrando a privacidade dos funcionários.

 
Saiba mais
Dos arquivos de VEJA
  O vírus do amor
Da internet
  Symantec Brasil