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DVDs
A.I.
Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence,
Estados Unidos, 2001. Warner) Criado pelo cineasta Steven Spielberg
a partir de uma idéia que lhe foi presenteada pelo colega Stanley
Kubrick, esse filme tornou-se a grande homenagem póstuma ao realizador
de 2001 Uma Odisséia no Espaço. A comovente
história do robô-menino David (Haley Joel Osment), que sofre
com a rejeição de seus pais adotivos humanos e é
condenado a vagar por um mundo futurista ao lado de outro andróide
(Jude Law), traz uma quantidade impressionante de informações
de bastidores na sua versão para DVD. Há um disco extra
recheado de documentários. Entre os momentos mais interessantes
estão aqueles em que o próprio Spielberg mostra como eram
as idéias originais de Kubrick e como elas evoluíram até
o filme ser realizado.
M.A.S.H.
(Mash, Estados Unidos, 1970. Fox) Já em suas
cenas iniciais, Mash causa desconforto. Enquanto soldados feridos
não param de chegar a bordo de helicópteros, os médicos
que irão tratar deles, como o jovem capitão Pierce (Donald
Sutherland), parecem mais interessados em se divertir como se não
estivessem no front da sangrenta Guerra da Coréia, nos anos 50.
A intenção do então desconhecido cineasta Robert
Altman foi usar do humor negro para denunciar a insensatez de um outro
conflito em andamento na época em que o filme veio à tona:
a Guerra do Vietnã. O DVD traz bons adicionais, como comentários
do diretor sobre cada uma das cenas principais e um documentário
que mostra de que forma Altman driblou as dificuldades para realizar a
produção sem intromissões do estúdio.
DISCOS
Divulgação
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| Pimps:
estranhas combinações |
Bloodsport,
Sneaker Pimps (Sum) Surgido nos anos 90 na Inglaterra, em meio
a uma leva de artistas tristonhos que proliferaram na ilha (fenômeno
batizado como trip hop), o Sneaker Pimps recauchutou seu estilo nesse
novo CD. Ele lembra muito pouco Becoming X, disco de estréia
do quarteto. Além disso, os vocais não estão mais
a cargo da cantora Kelli Dayton, mas de um homem. Bloodsport tem
influências óbvias do funk do americano Prince e da música
eletrônica do grupo alemão Kraftwerk. Por mais que pareça
indigesta, a mistura resulta em faixas acima da média. O funk Sick
e as baladas Black Sheep e M'Aidez, por exemplo, têm
melodias tecidas no violão que podam o som mecânico dos teclados.
Até as faixas mais estranhas Kiro TV, que satiriza
a fama têm refrãos perfeitos para ser cantados na
pista de dança.
Visão
Futurística do Passado, Quinteto Violado (Atração)
O grupo pernambucano é um daqueles raros exemplos de como
é possível atualizar ritmos folclóricos do Brasil
sem descaracterizá-los. Esse talento está bastante claro
em Visão Futurística do Passado, CD gravado ao vivo
em comemoração aos trinta anos do quinteto. Eles interpretam
maracatus, xotes, frevos e baiões. Algumas releituras soam melhores
que as canções originais. É o caso de Leão
do Norte, composta pelo pernambucano Lenine. Palavra Acesa,
que já havia aparecido em dois álbuns anteriores do Quinteto
Violado, ganhou um arranjo de flauta que revela a influência da
cultura moura na música do Recife. Há que se destacar, finalmente,
canções do próprio grupo, como a instrumental Frevo
na Primavera.
LIVROS
Kurt
Cobain: Fragmentos de uma Autobiografia, de Marcelo Orozco (Editora
Conrad; 224 páginas; 33 reais) Mais um lançamento
para as viúvas inconsoláveis do Nirvana. O jornalista brasileiro
Marcelo Orozco conta a história da banda de rock mais importante
da década passada, e do líder e vocalista Kurt Cobain, a
partir de suas músicas. Ele garimpa anedotas em torno delas e decifra
as mensagens contidas em suas letras. O livro conta, por exemplo, que
o nome da canção Smells Like Teen Spirit foi tirado
de uma frase escrita na parede do quarto de Cobain. Outro sucesso do grupo,
Heart-Shaped Box, por pouco não foi roubado de Cobain pela
ex-mulher, Courtney Love. O livro traz fotos, a discografia completa do
Nirvana e cita as participações dos seus integrantes em
discos-tributo e outros projetos.
Cacalokfouri
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| Gutiérrez:
Cuba suja e deplorável |
Animal
Tropical, de Pedro Juan Gutiérrez (tradução
de José Rubens Siqueira; Companhia das Letras; 342 páginas;
32 reais) Não espere encontrar uma Cuba ensolarada e sestrosa
em Animal Tropical. Da pena de Pedro Juan Gutiérrez, um
dos maiores escritores do país na atualidade, a ilha de Fidel Castro
emerge como um lugar antes de tudo paupérrimo, sujo e deplorável.
Mas que serve de excelente cenário para suas histórias
na maioria das vezes, permeadas por opiniões cáusticas sobre
tudo e relatos de aventuras sexuais um tanto pornográficos. O estilo
de Gutiérrez é direto e agressivo, mas irresistível.
Nesse livro, ele narra a história de um escritor que luta contra
a burocracia cubana para participar de um congresso na Suécia.
Batalha vencida, ele se divide entre amantes conquistadas nos dois países.
Como já fez em outros textos, Gutiérrez dá seu próprio
nome ao protagonista só não se sabe até que
ponto o enredo corresponde à sua realidade pessoal. Leia
trechos do livro.
JUVENIL
O
Senhor dos Bonsais, de Manuel Vázquez Montalbán
(ilustrações de Cárcamo; tradução de
Rosa Freire d'Aguiar; Companhia das Letrinhas; 86 páginas, 19 reais)
Mais conhecido por seus romances policiais, o escritor espanhol
cria aqui uma bela fábula dirigida ao público infanto-juvenil.
O mal surge na forma do sr. Jai, um homem enorme e arrogante que tem como
diversão transformar árvores, animais e até seres
humanos em miniaturas. Seus planos enfrentam a oposição
do garoto Procusa e seus amigos. Há mais que um enredo de aventura
no livro, contudo. Montalbán usa o cultivo do bonsai (aquelas árvores
diminutas criadas pelos japoneses) como símbolo, para criticar
fenômenos como o autoritarismo e o conformismo.
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