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Edição 1 747 - 17 de abril de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]

POLÍTICA

Lula à francesa

O publicitário Duda Mendonça teve bastante trabalho durante a viagem de Lula à França, na semana passada. Depois de filmá-lo ao lado do primeiro-ministro Lionel Jospin, Duda gravou imagens do candidato em frente à Torre Eiffel, em Paris. Ele pretende usar as cenas no próximo programa de televisão do PT, que vai ao ar no início de maio. Seu objetivo é transmitir a idéia de que Lula, assim como o presidente Fernando Henrique Cardoso, é um estadista respeitado no exterior.

Serra não perdoa

A campanha de José Serra teve sua primeira baixa. O economista Fabio Giambiagi, do BNDES, foi afastado da elaboração do programa de governo do candidato tucano. Motivo: ele defendeu publicamente a extinção de doze ministérios. A idéia jamais passou pela cabeça de Serra.

Frente unida

Pesos-pesados da economia telefonaram ao senador Jorge Bornhausen para pedir que o PFL facilitasse a aprovação dos projetos do governo. Entre eles, Antônio Ermírio de Moraes, Olavo Setúbal e Pedro Moreira Salles.

 

O nhenhenhém de Pitta


Mário Rodrigues

Pitta: reprise dos ataques a Maluf e à Globo


O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta lançará no fim deste mês o livro Política e Preconceito, de 176 páginas, no qual tenta limpar as nódoas de sua biografia. Nele, Pitta reprisa os ataques ao padrinho Paulo Maluf, a quem chama de traidor, e justifica os escândalos que protagonizou na prefeitura, dizendo-se vítima de perseguição da Rede Globo. Sua ex-mulher, Nicéa, que o acusou de corrupto, foi poupada. Um capítulo do nhenhenhém do ex-prefeito trata dos bastidores da final do campeonato brasileiro de 1999. Pitta obrigou que o jogo entre Corinthians e Atlético Mineiro fosse realizado à noite. Com isso, prejudicou a Globo, que queria transmitir a partida no meio da tarde. Segundo Pitta, Andrea Matarazzo, ex-ministro da Comunicação da Presidência, chegou a interceder em favor da emissora. Matarazzo nega.

 

AVIAÇÃO

Milhão misterioso

A TransBrasil deve ao todo 500 milhões de dólares, mas pode ir à falência nesta semana por uma conta muito menor. O Tribunal de Justiça de São Paulo julgará a ação referente a uma dívida de 2,7 milhões de dólares que a General Electric está cobrando pelo aluguel atrasado de dois aviões. A companhia aérea apresentará documentos do Banco Central que mostram que ela já pagou 3,7 milhões de dólares à GE. O difícil será explicar por que a empresa desembolsou 1 milhão a mais nessa operação.

Nas asas do BNDES

O BNDES aprovou uma operação de salvamento da Varig. A Fundação Rubem Berta perderá o controle da empresa depois da emissão de quase 1 bilhão de reais em novas ações e debêntures. Quem comprar os papéis passará a dar as cartas na Varig. Os bancos Fator e Crédit Lyonnais estão em busca de interessados no negócio.

 

PROPAGANDA

Festa nas agências

A feroz concorrência entre as empresas de telefonia dará uma bela esquentada no mercado publicitário brasileiro. A previsão é que os gastos com propaganda sejam até 30% maiores que os de 2001. No total, isso equivale a um bolo de 250 milhões de reais.

 

CERVEJA

Ascensão social

Depois de se consolidar como marca forte entre os consumidores de baixa renda, a Schincariol quer abocanhar uma fatia do mercado das classes A e B. Para isso, está preparando o lançamento de uma cerveja premium direcionada ao público mais endinheirado. O nome provisório do produto é Munich, mesma denominação do chope escuro que fabrica.

 

INDÚSTRIA

Devo, não nego

A metalúrgica Noraço, do deputado federal Armando Monteiro, é alvo de vinte processos judiciais. O Mercantil de Pernambuco, banco de seu pai, está sob liquidação do Banco Central. Mesmo assim, Monteiro deve ser eleito para presidir a Confederação Nacional da Indústria. Muita gente acha que um presidente com tantos problemas enfraquecerá a entidade. "Se dever fosse um defeito, faltaria empresário para dirigir a CNI", defende-se Monteiro.

 

A felicidade do dono do Baú


Claudio Rossi

Silvio: oferta de 150 000 reais a Ana Paula Padrão


Silvio Santos está em ótima fase. Ao concentrar as gravações de seus programas em duas semanas por mês, consegue ter tempo para passear. Recentemente, flanou por Nova York, ao lado de uma de suas filhas, Cíntia Abravanel. No casamento, reina a paz. "Eu e Íris não brigamos mais. Até porque ela atualmente está morando na Flórida", brinca Silvio. Os negócios também vão de vento em popa. Ele acredita que o SBT faturará neste ano 600 milhões de reais, 165 milhões mais que em 2001. O único problema de Silvio é achar um apresentador para o telejornal noturno que pretende colocar no ar. Ele ofereceu um salário de 150 000 reais a Ana Paula Padrão, da Rede Globo, mas a jornalista, que ganhava 40 000 até o mês passado, não topou mudar de emprego.

 

BANCOS

Bolsa de apostas

As apostas do Banco Central sobre quem será o comprador do banco estadual de Santa Catarina, o Besc, recaem sobre o Itaú e o ABN Amro. O BC acha que o Bradesco só entrará no leilão, previsto para junho, como figurante.

 

FISCO

Campeões de sonegação

Ao esquadrinhar a vida dos 6.000 profissionais liberais que caíram na malha fina, a Receita Federal descobriu que os economistas são os campeões de sonegação. Chegam a ter uma movimentação financeira 31 vezes maior que a renda declarada. Em outras profissões, a movimentação é, em média, 22 vezes maior.

 

SOCIEDADE

Vida de ex é fogo

A vida de David Zylbersztajn, ex-genro do presidente Fernando Henrique Cardoso, não anda fácil. Ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, ele mantinha até recentemente bons contatos na Petrobras. Mantinha. Por influência de seu ex-cunhado, Paulo Henrique Cardoso, o alto escalão da empresa deixou de trocar figurinhas com Zylbersztajn.

Começar de novo

Gastão Augusto de Bueno Vidigal resolveu mudar de vida depois que vendeu o Mercantil de São Paulo ao Bradesco. Há dois meses, Vidigal, que embolsou 500 milhões de reais por sua parte no banco, separou-se da mulher, Helena. Está morando em um flat na capital paulista.

 

Colaboraram Gabriela Carelli,
Luís Henrique Amaral e Ricardo Valladares


 
 

 

 

   
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