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Yes, nós temos
"popozudas"
Com pouco
tecido e muita sensualidade,
o jeans brasileiro vira objeto de
desejo nos EUA e na Europa
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| Destaque
na Elle americana: "O jeans brasileiro é o mais
perfeito do mundo atualmente" |
Para as mulheres,
escolher um jeans é um dilema. Quando o modelo não marca
os quadris, a cintura fica larga. Se o comprimento é bom, a largura
das pernas nunca está certa. É o corte ou o corpo que está
errado? Estilistas brasileiros resolveram a equação com
menos tecido e Lycra suficiente para modelar curvas e deixar à
mostra umbigos femininos. Nosso jeans está sendo classificado como
"milagroso" por revistas internacionais de moda. O segredo, dizem os admiradores
estrangeiros, é que, além de bem cortado, ele arrebita o
bumbum. As últimas edições da Elle americana
e a Vogue inglesa o comparam ao Wonderbra, a marca de sutiã
inglesa que ficou conhecida pelo bem-sucedido combate à lei da
gravidade. O jeans brasileiro seria o Wonderbra do bumbum. O efeito Gisele
Bündchen associado à expansão de grifes nacionais está
provocando maior procura das americanas pelas calças brasileiras.
As cantoras Alanis Morissette e Christina Aguilera e as atrizes Meg Ryan
e Jennifer Lopez foram as primeiras a circular com marcas do índigo
brasileiro. Britney Spears foi a pioneira ao comprar diversos modelos
da etiqueta Gang quando esteve no Brasil para se apresentar no Rock in
Rio no ano passado. Justíssimas e reduzidíssimas, as calças
são as favoritas das meninas do funk carioca. A rendição
à barriguinha de fora e ao corte sensual se deu das estrelas do
show business para as ruas. "As calças são sexy e estão
rompendo o puritanismo americano", diz Danna Klein, publicitária
e cliente da seletíssima Bergdorf Goodman.
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Na
Vogue inglesa deste mês, a Zoomp ganhou editorial de
moda |
Como se explica
o sucesso brasileiro na terra onde o jeans foi criado há mais de
um século? "A Levi's 501 pode vestir qualquer um, mas faz com que
todo mundo pareça igual. Nossa produção tem característica
de peça única", explica Renato Kherlakian, dono da Zoomp.
A empresa já faturou 1,5 milhão de dólares no mercado
internacional, vendendo um par de jeans por até 250 dólares.
A Forum já tem 165 pontos-de-venda nos Estados Unidos, dentre eles,
lojas como Saks e Nordstrom. "Em cada modelagem, buscamos o máximo
de valorização do corpo", justifica Tufi Duek, estilista
da Forum. O jeans brasileiro ficou reconhecido pela invenção
da cintura baixa (em limites abaixo dos trópicos do clássico
saint-tropez) e pelo índigo com tactel, o que torna a peça
30% mais leve. O corte que arrebita o bumbum tem explicação
técnica: mais alto atrás e nas laterais, e bem mais baixo
na frente, ajusta-se melhor aos quadris e produz um caimento que os produtos
similares confeccionados nos EUA ainda não têm. Mas, pelo
jeito, os americanos vão logo fazer uma engenharia reversa e copiar
a invenção brasileira. O Brasil já é o segundo
produtor mundial do tecido e exporta anualmente 160 milhões de
dólares em peças de jeans. "Há muita curiosidade
em torno do jeans do Brasil", diz Ana Luísa Queiroz, que vende
jeans Ellus em Paris para clientes como a atriz Chiara Mastroianni.
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