
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Eternos...
e coloridos
Conhaque,
champanhe,
azulados - diamantes
modernos são assim
Bel
Moherdaui
Fotos divulgação

Colar,
broche e brincos em tons variados: os amarelos e os marrons são os
mais comuns, o vermelho é raro |

Veja também |
|
|
|
Pequeninos
como cacos e coloridíssimos como bijuterias, os diamantes que enfeitam
as jóias modernas pouco lembram as enormes e deslumbrantes pedras
com que Elizabeth Taylor costumava matar de inveja as mulheres do planeta.
Salpicados sobre o ouro, eles agora surgem minúsculos em tons de
amarelo, verde, azul e cor-de-rosa, formando peças vistosas nas
quais o que ressalta é o efeito que criam, e não a quantidade
de quilates que ostentam. "Até há pouco tempo, quando se
falava em diamantes, as pessoas só queriam saber se eram grandes.
Agora, valorizam também a cor", afirma o designer Renato Wagner,
de São Paulo.
Diamantes coloridos existem desde sempre a questão é
que, até recentemente, ou eram peças excepcionais, de colecionador,
pelo tamanho e intensidade da cor, ou gemas menosprezadas, consideradas
pelos leigos menos puras que as translúcidas. Não sem razão:
os variados matizes que algumas pedras apresentam nada mais são
que o resultado da presença, no cristal, de diferentes elementos
da natureza que foram se juntando a ele ao longo do tempo. Os diamantes
azuis, por exemplo, são os que contêm boro em sua estrutura;
os amarelos, nitrogênio. A novidade é que o que parecia defeito
foi transformado em qualidade através do trabalho de design e de
marketing dos joalheiros. Misturado a pedras brancas, para ganhar destaque,
até o desprezado diamante marrom ganhou status de gema chique.
Rebatizado de "conhaque" ou "chocolate", hoje faísca em peças
de grifes famosas como Vivara e H. Stern. "O brilhante marrom dá
um toque mais esportivo à jóia. A peça fica mais
fácil de usar do que se fosse toda confeccionada de pedras brancas",
diz Laja Zylberman, da joalheria carioca Sara Jóias.
Fotos Marcelo Zocchio

Anel
bicolor, o original soco-inglês e a flor cor-de-rosa: mais vistosos
|
Os
diamantes marrons são os mais comuns entre os coloridos. Por isso,
as peças confeccionadas com eles podem chegar a custar metade do
preço das jóias feitas com as pedras brancas. Infelizmente,
isso não vale para todas as cores: o raríssimo brilhante
vermelho, por exemplo, custa tão caro que poucas joalherias se
atrevem a comercializá-lo. Em 1987, o mais famoso deles, o Hancock
Red, com 0,95 quilate, foi arrematado por um colecionador em leilão
por 880.000 dólares. Nas lojas, as pedras em tom rosa estão
entre as mais cobiçadas: um anel de Renato Wagner formando uma
flor nesse tom custa 22.000 reais.
Se os diamantes coloridos não chegam a fazer das novas jóias
uma pechincha, oferecem outra vantagem: o uso de variados matizes numa
única peça permite aos criadores conseguir efeitos espetaculares
mesmo trabalhando com gemas minúsculas a maior parte delas
não chega a ter 0,05 quilate. Um dos anéis assinados pelo
estilista Alexandre Herchcovitch, um estiloso triplo aro em formato de
soco-inglês, mistura oitenta diamantes brancos e negros ao custo
de 6.675 reais. Tem pouco mais de 1 quilate, mas que dá na vista,
isso dá.
|
|
 |
|
 |

|
 |