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Edição 1 747 - 17 de abril de 2002
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Eternos...
e coloridos

Conhaque, champanhe,
azulados - diamantes
modernos são assim

Bel Moherdaui

 
Fotos divulgação

Colar, broche e brincos em tons variados: os amarelos e os marrons são os mais comuns, o vermelho é raro


Veja também
Galeria de imagens que mostra mais exemplos de brilhantes coloridos
  Curiosidades e informações sobre diamantes
Famous Diamonds (em inglês)
Ibgm
Diamantes.com.br

Pequeninos como cacos e coloridíssimos como bijuterias, os diamantes que enfeitam as jóias modernas pouco lembram as enormes e deslumbrantes pedras com que Elizabeth Taylor costumava matar de inveja as mulheres do planeta. Salpicados sobre o ouro, eles agora surgem minúsculos em tons de amarelo, verde, azul e cor-de-rosa, formando peças vistosas nas quais o que ressalta é o efeito que criam, e não a quantidade de quilates que ostentam. "Até há pouco tempo, quando se falava em diamantes, as pessoas só queriam saber se eram grandes. Agora, valorizam também a cor", afirma o designer Renato Wagner, de São Paulo.

Diamantes coloridos existem desde sempre – a questão é que, até recentemente, ou eram peças excepcionais, de colecionador, pelo tamanho e intensidade da cor, ou gemas menosprezadas, consideradas pelos leigos menos puras que as translúcidas. Não sem razão: os variados matizes que algumas pedras apresentam nada mais são que o resultado da presença, no cristal, de diferentes elementos da natureza que foram se juntando a ele ao longo do tempo. Os diamantes azuis, por exemplo, são os que contêm boro em sua estrutura; os amarelos, nitrogênio. A novidade é que o que parecia defeito foi transformado em qualidade através do trabalho de design e de marketing dos joalheiros. Misturado a pedras brancas, para ganhar destaque, até o desprezado diamante marrom ganhou status de gema chique. Rebatizado de "conhaque" ou "chocolate", hoje faísca em peças de grifes famosas como Vivara e H. Stern. "O brilhante marrom dá um toque mais esportivo à jóia. A peça fica mais fácil de usar do que se fosse toda confeccionada de pedras brancas", diz Laja Zylberman, da joalheria carioca Sara Jóias.

 
Fotos Marcelo Zocchio

Anel bicolor, o original soco-inglês e a flor cor-de-rosa: mais vistosos

Os diamantes marrons são os mais comuns entre os coloridos. Por isso, as peças confeccionadas com eles podem chegar a custar metade do preço das jóias feitas com as pedras brancas. Infelizmente, isso não vale para todas as cores: o raríssimo brilhante vermelho, por exemplo, custa tão caro que poucas joalherias se atrevem a comercializá-lo. Em 1987, o mais famoso deles, o Hancock Red, com 0,95 quilate, foi arrematado por um colecionador em leilão por 880.000 dólares. Nas lojas, as pedras em tom rosa estão entre as mais cobiçadas: um anel de Renato Wagner formando uma flor nesse tom custa 22.000 reais.

Se os diamantes coloridos não chegam a fazer das novas jóias uma pechincha, oferecem outra vantagem: o uso de variados matizes numa única peça permite aos criadores conseguir efeitos espetaculares mesmo trabalhando com gemas minúsculas – a maior parte delas não chega a ter 0,05 quilate. Um dos anéis assinados pelo estilista Alexandre Herchcovitch, um estiloso triplo aro em formato de soco-inglês, mistura oitenta diamantes brancos e negros ao custo de 6.675 reais. Tem pouco mais de 1 quilate, mas que dá na vista, isso dá.

   
 
   
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