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Edição 1 747 - 17 de abril de 2002
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"Judeus e palestinos acenderam novo barril de pólvora no Oriente Médio – desta vez, o da irracionalidade. Até quando será assim?"
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO

 

Guerra no Oriente Médio

Tenho acompanhado de perto a questão Israel-Palestina há muitos anos. Desde a diáspora judaica, passando por Ben-Gurion e o sionismo até a criação da OLP. Devoro vorazmente tudo que passa em minhas mãos sobre o assunto, fontes de diversas partes do mundo. Sinto-me satisfeito de ter lido uma série de reportagens de rara lucidez e com imparcialidade louvável. Jamais vi um relato tão fidedigno dos fatos. Se alguém ainda não conseguia entender o cerne desta questão tão relevante para o mundo, certamente compreenderá após ler aquelas páginas de VEJA. Parabéns ("A marcha da insensatez", 10 de abril)!
Leonardo de Pádua
Campinas, SP

Não sei por que a imprensa brasileira em geral insiste em criticar a situação em Israel, enquanto em seu próprio país a miséria e a corrupção correm soltas! Basta de hipocrisia! Quando chegamos ao ponto de um representante do Movimento dos Sem-Terra (MST) expressar seu apoio a Arafat é porque perdemos a noção do ridículo.
Roger Siver
Nova York, EUA

A Federação Israelita do Estado de São Paulo manifesta seu total apoio à equipe de jornalismo de VEJA pela reportagem "A marcha da insensatez". A matéria apresenta os fatos de maneira totalmente imparcial, sem juízo de valor e sem os preconceitos comuns nesse tipo de cobertura.
Natan Berger
Presidente
São Paulo, SP

É simplesmente impressionante o quadro (págs. 44 e 45 da edição 1 746) mostrando a desproporção entre Israel e os países árabes. É como se um palmeirense se instalasse no meio da torcida do Corinthians e lá estabelecesse seu território, à força.
Roberto Szabunia
Joinville, SC

Gostaria de expressar meu total contentamento com a reportagem "A marcha da insensatez". Eu, assim como muitos judeus sionistas, não apóio a política de Sharon. A mim me parece que é a ação de um homem desesperado e sem opções, mas não deixo de notar a hipocrisia de Yasser Arafat de implorar ao mundo por compaixão. Enquanto ele condena atentados terroristas em inglês, em árabe ele conclama os árabes a matar judeus e ocidentais – e isso me faz perguntar o que o diferencia de alguém como Osama bin Laden.
Alexandre Michael
Belo Horizonte, MG

Ariel Sharon vem conseguindo em menos de dois anos o que Arafat não havia conseguido em três décadas: a unanimidade mundial a favor da causa palestina.
Ricardo Busch
São Paulo, SP

A insensatez das ações de Sharon não é maior que a indiferença de vários líderes mundiais que nada fazem para impedir essa humilhação por que passa toda a humanidade. O episódio atual relembra sábias palavras de Khalil Gibran: "Como és insensato quando queres que outros voem com tuas asas, conquanto não possas dar-lhes sequer uma pena".
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP

A questão Israel x palestinos desafia qualquer lógica. Ao contrário dos outros conflitos, neste não temos mocinho nem bandido: ambas as partes têm razão. Digamos que os judeus tenham o "direito histórico" (a velha escritura no fundo do baú) e os palestinos, o direito pelo "usucapião": a terra estava "abandonada" (afinal, os judeus cometeram a imprudência de desafiar a maior potência mundial, Roma, e foram dispersados) e eles a ocuparam! Só mesmo uma solução salomônica para destrinchar o nó.
Ivo Korytowski
Rio de Janeiro, RJ

Estamos assistindo a um holocausto contemporâneo. Mas desta vez contra o povo palestino. Vale lembrar que, assim como os judeus tiveram o direito de retornar depois de milênios à Terra Prometida, os palestinos, muçulmanos ou cristãos, têm esse mesmo direito, depois de terem sido expulsos nas guerras de 1967 e de 1973.
Omar Ellakkis
Foz do Iguaçu, PR

Esse bloqueio, ou melhor, essa prisão submetida a Arafat por Ariel Sharon é digna de repulsa. O povo palestino está passando, como sempre, fome e medo. É por isso que está difícil ver luz no fim do túnel. Mas é fundamental acreditar que o "bicho" homem, com toda sua racionalidade, seja capaz de escolher a forma pacífica para a sobrevivência digna da espécie humana. Maomé, Cristo e tantos outros profetas e messias esperam por esse dia.
Marcelo Holtz de Almeida
Avaré, SP

Se no Brasil, país de baixa densidade demográfica e território continental, temos problemas pela posse da terra, com governo e proprietários de um lado e MST e grileiros do outro – e não conseguimos resolver a situação –, imaginem quanto é difícil um acordo entre israelenses e palestinos para a divisão de um território diminuto. Só existem dois caminhos: ou se toleram e aprendem a se respeitar ou continuam nessa rotina animalesca e imbecil de destruição mútua.
Joelson Gonçalves da Silva
Brasília, DF

 

Radar

Senhor editor,
A nota "Alo, alô 2", publicada na coluna Radar da edição de 10 de abril, baseou-se em informações inverídicas. A pré-candidata Roseana Sarney não me procurou nem uma vez desde o episódio da empresa Lunus. Atenderei sempre a qualquer telefonema de Roseana Sarney, pela função pública que ela exerce e pela amizade que nos une.
João Roberto
Marinho
Vice-presidente das Organizações Globo
Rio de Janeiro, RJ

 

Empreendedor

Gostaríamos de parabenizar a revista VEJA pela excelente e oportuna reportagem "Como e por que eles venceram" (3 de abril), que abordou a questão do empreendedorismo em nosso país. Aproveitamos a oportunidade para informar que a London Business School é a entidade que coordena internacionalmente o projeto denominado Global Entrepreneurship Monitor (GEM), do qual foram extraídas as informações citadas na matéria. Porém, a entidade nacional responsável pela realização da pesquisa no Brasil, bem como pela análise quantitativa e qualitativa dos dados, é o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), com sede em Curitiba.
Sérgio Marcos Prosdócimo
Presidente do Conselho de Administração do IBQP
Curitiba, PR

 

Jacques Barzun

Simplesmente lúcida e gratificante a entrevista com Jacques Barzun (Amarelas, 10 de abril). Pessoas como ele fazem falta em nossa sociedade, quando se apresentam de forma simples e direta, criticando e apontando nossos erros, sem ideologias nem apologias. Deveríamos rever nossos conceitos e pôr em discussão o tipo de sociedade que queremos. Não há uma fórmula correta. Há a que melhor se enquadre em nossos modelos e raízes culturais. Ela deve ser discutida incessantemente. Ou alguém crê que a Europa e todo seu aparato social se formaram da noite para o dia, e sem dor nem sofrimento?
Estevam Markus Porto de Barros Góes
Recife, PE

Considerei primária a posição do senhor Jacques Barzun ao dizer que "politicamente as sociedades latino-americanas não contribuíram com nenhuma idéia original para o Ocidente". Por outro lado, o entrevistador mostrou tibieza ao ficar calado diante de tal sandice.
João Soares Neto
Fortaleza, CE

 

Luiz Felipe de Alencastro

Simplesmente brilhante o Ponto de vista do articulista Luiz Felipe de Alencastro ("Brasília e o mundo", 10 de abril). O que falta ao país é uma política externa atuante, que nos faça ser um jogador de verdade no jogo agressivo de interesses que move o comércio mundial.
Lander das Dores Silva
Belo Horizonte, MG

 

Arc

Somos do Sesi 222 e queremos parabenizar a revista VEJA pelo ótimo conteúdo e pelo senso crítico tão bem apurado. Mas gostaríamos de elogiar principalmente a coluna do Arc. Essa seção mostra a realidade do Brasil e do mundo de forma clara, simples e bem-humorada, sem deixar uma dúvida sequer. E é por isso que nossa escola vem desenvolvendo um trabalho com base nessa coluna, pois a consideramos uma grande fonte de jornalismo e atualidade. Agradecemos por publicarem material tão educativo e interessante.
Natália Mendonça, 13 anos
Em nome de todos os alunos e professores do Sesi de São Caetano do Sul, SP

 

A CIRURGIA É EXPERIMENTAL

Na edição de 6 de março de 2002, VEJA publicou uma reportagem com o título "Anel mágico", sobre um método proposto pelo médico Paulo Ferrara de Almeida Cunha para o tratamento do ceratocone, doença hereditária que provoca deformação progressiva da córnea e pode levar à cegueira. A reportagem recebeu, num nível bem acima do normal, muitos reparos de oftalmologistas. Depois de ouvir seis dos mais conceituados especialistas brasileiros e estrangeiros, VEJA julga necessário fazer as seguintes correções das informações divulgadas: 1) o tratamento é considerado experimental tanto pelas autoridades brasileiras como pelas dos Estados Unidos; 2) por se tratar de técnica investigativa, apenas centros universitários com protocolos de pesquisa em seres humanos estão autorizados a realizar a operação, pela qual nada podem cobrar, o que não é o caso do doutor Ferrara; 3) somente uma pequena parte, de 5% a 30% dos pacientes, receberia indicação para o tratamento experimental praticado comercialmente pelo doutor Ferrara. Para a maioria, os efeitos da doença são controlados com óculos, lentes ou transplante de córnea.

 

VOLUNTÁRIO INFORMADO NA TAILÂNDIA

O frade franciscano Paulo Cezar Magalhães Borges contou, em e-mail à redação, que trabalha com portadores do vírus HIV em Bangcoc, na Tailândia. "Meu trabalho é cuidar de pacientes no último estágio da doença e manter um diálogo inter-religioso com o budismo", explica. "Como momento de descontração, tenho a oportunidade de ler VEJA pela internet. Gosto muito de suas matérias. Sempre trazem assuntos inteligentes. Que alegria poder, mesmo de longe, estar unido ao meu país, lendo notícias que VEJA publica!" Borges deixa o endereço eletrônico (freipaulo@hotmail.com) à disposição de interessados em conhecer seu trabalho.

 

BIT E BYTE

Carlos Eduardo Rambaldi, da capital paulista, e Márcio Bizzotto, da cidade mineira de Nova Lima, perceberam um erro na matéria "Chips para viagem" (Guia, 27 de março). VEJA publicou que o padrão de velocidade do modem hoje em dia é de 56 quilobytes por segundo. Na realidade são 56 quilobits por segundo. "Não confundam bytes com bits. Um byte é um conjunto de 8 bits", lembrou Rambaldi. Os computadores, assim como as calculadoras digitais, trabalham com informações binárias: zeros e uns. Tudo o que entra no processador – um texto, um som ou uma imagem – é convertido nessa linguagem numérica. Cada 0 ou 1 recebe o nome de bit. A letra A, por exemplo, corresponde à seqüência binária 10000001, um conjunto de 8 bits – ou 1 byte.

 

 
 
   
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