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VEJA Recomenda LIVROS
Cristiano
Mascaro
 | | Alcântara,
em foto de Cristiano Mascaro: visão arquitetônica |
Cidades
Reveladas, de Cristiano Mascaro (Be; 192 páginas; 120 reais)
Um dos melhores fotógrafos brasileiros, Cristiano Mascaro que trabalhou
em VEJA no fim dos anos 60 e início dos 70 formou-se como arquiteto,
fato que se deixa notar nas belas fotografias em preto-e-branco desse volume.
Resultado de seis anos de viagens, as imagens do livro são um registro
da cena urbana brasileira em toda a sua variedade. Vai da paisagem ampla ao detalhe
de uma parede descascada, e de metrópoles como Rio, Salvador e São
Paulo a cidades do interior como Alcântara, no Maranhão, ou Propriá,
em Sergipe. As fotos são acompanhadas de ensaios sobre a obra de Mascaro,
por autores como o poeta Ferreira Gullar e o arquiteto Paulo Mendes da Rocha.
Veja
galeria de imagens.
Hulton
Archive/Getty Images
 |  | | Nathaniel
Hawthorne: pai desajeitado | |
Vinte
Dias com Julian & Coelhinho, por Papai, de Nathaniel Hawthorne (tradução
de Sonia Coutinho; José Olympio; 126 páginas; 25 reais) Um
dos grandes nomes da literatura americana, Hawthorne (1804-1864) é conhecido
principalmente pelo seu retrato crítico da mentalidade puritana no romance
A Letra Escarlate. Vinte Dias... é um texto de menor alcance,
mas muito saboroso. Trata-se de uma espécie de diário, no qual o
autor narra um período de dois meses em que sua mulher viajou, deixando-o
sozinho em casa com uma cozinheira, o filho de 5 anos, Julian, e o coelho de estimação
do menino. A convivência entre o pai desajeitado e o menino gera momentos
impagáveis. O escritor Paul Auster, autor da introdução do
livro, nota que essa é uma obra de fino humor escrita por um autor
melancólico. Leia
trecho. A
Cortina, de Milan Kundera (tradução de Teresa Bulhões
Carvalho da Fonseca; Companhia das Letras; 160 páginas; 36,50 reais)
Autor de A Insustentável Leveza do Ser, o checo Milan Kundera consagrou-se
como um dos grandes nomes do romance contemporâneo. A Cortina é
uma reflexão sobre o seu ofício. De autores clássicos como
Miguel de Cervantes e François Rabelais a contemporâneos como Carlos
Fuentes e Gabriel García Márquez, Kundera examina a arte do romance
e o que ela ensina ao leitor sobre o mundo. Exilado da Checoslováquia durante
o regime comunista, ele dedica alguns dos melhores momentos do ensaio a analisar
como a obra de autores como Franz Kafka retratou a opressão da burocracia.
Leia
trecho.
DISCOS Here
Comes the Tears, The Tears (Sum) Esse álbum marca a reunião
de uma das duplas mais criativas do pop inglês do início dos anos
90. O cantor Brett Anderson e o guitarrista Bernard Butler eram do Suede, grupo
que lançou um ótimo disco de estréia, mas cuja inspiração
foi para o ralo por causa de brigas que culminaram na saída do segundo.
Agora, sob o nome de Tears, a dupla mostra entrosamento de sobra. Seu trabalho
de estréia exibe as mesmas qualidades do Suede, com alguns avanços.
Butler é um guitarrista criativo e compõe belas melodias. Seu talento
desponta na balada The Ghost of You ou no rock Brave New Century.
Anderson faz lembrar David Bowie e felizmente abandonou os gritinhos dos
tempos de seu velho grupo. Stephan
Trierenberg/AP
 |  | | Jansons:
regência precisa | |
Dvorák:
Nona Sinfonia e Strauss: Ein Heldenleben, Mariss Jansons
e Royal Concertgebouw Orchestra (Universo Musical) Os principais grupos
sinfônicos do mundo encontraram uma boa solução para driblar
a crise que assola o mercado fonográfico erudito. Eles criaram selos próprios,
pelos quais lançam CDs de suas apresentações ao vivo. É
o caso da holandesa Royal Concertgebouw. Sob a batuta do letão Mariss Jansons,
a orquestra tem dois discos lançados no país. O primeiro traz a
sinfonia mais popular do compositor checo Antonin Dvorák (1841-1904). O
poema sinfônico de Richard Strauss (1864-1949) tem como destaque, além
da regência precisa de Jansons, os solos do violinista Alexander Kerr. Monalisa
Lins/AE
 | | Bethânia:
toda a obra relançada |
Maria
Bethânia: 60 Anos, Maria Bethânia (EMI e Universal)
Em 18 de junho, a cantora baiana completou 60 anos de idade e 41 de carreira.
Para comemorar a data, a EMI e a Universal estão relançando toda
a obra de Bethânia em CD, com uma qualidade de som superior e textos do
pesquisador Rodrigo Faour. Muitos dos títulos eram raros e estavam fora
de catálogo. Em todos os discos, Maria Bethânia comprova que é
a cantora mais cheia de personalidade da MPB e uma daquelas raras artistas capazes
de transformar até o popular romântico em biscoito fino como
fez, por exemplo, em As Canções que Você Fez pra Mim
(1993), que se debruça sobre o repertório de Roberto Carlos. CINEMA
Divulgação
 | | Café
da Manhã em Plutão: Patrick ou Patricia? |
Café da Manhã em Plutão (Breakfast
on Pluto, Irlanda/Inglaterra, 2005. Estréia nesta sexta-feira no país)
Numa interpretação sensacional, Cillian Murphy (de Vôo
Noturno) faz aqui Patrick Braden, um rapaz que, numa cidade interiorana da
Irlanda dos anos 60, teve o topete de virar Patricia ou, como preferia
ser chamada, "Kitten". E, numa direção igualmente merecedora de
todos os elogios, Neil Jordan compara a trajetória de Kitten, que nunca
perdia a pose nem o humor, à de seu próprio país, sempre
dividido entre a vergonha pelo domínio inglês e o desejo de ser alguma
outra coisa, talvez mais alegre e menos opressiva. Jordan já se valera
da idéia do travestismo para falar da Irlanda em Traídos pelo
Desejo, mas aqui alia o recurso ao tom de fábula e o faz funcionar
de novo ou até melhor. Veja
cenas. DVD Divulgação
 | | House:
tramas e diálogos primorosos |
House
A Primeira Temporada (House, M.D., Estados Unidos, 2004. Universal)
Quem nunca viu um episódio da série estrelada pelo inglês
Hugh Laurie tem o que comemorar: resta-lhe o melhor da televisão por descobrir.
No papel do acerbo, mal-humorado, ingrato e genial Dr. Gregory House, especialista
em chegar a diagnósticos impossíveis e em enfurecer colegas e pacientes
com sua arrogância e sua falta de tato hercúleas, Laurie criou (a
partir de tramas e diálogos primorosos) um dos personagens mais fascinantes
de toda a ótima safra recente da TV americana. Essa primeira temporada
inclui um episódio absolutamente exemplar: Três Histórias,
em que se descobrem as razões pelas quais House é manco e,
ainda assim, não pára de dar patadas em todo mundo. |