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Edição 1969 . 16 de agosto de 2006

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O que inventou o ponto de interrogação,
esse, sim, podia se vangloriar de ter
acabado com todas as dúvidas.

 

Nothas estratégicas para o momento que passa (ou não)

I
Uma derrota militar é um infortúnio, mas pode ser facilmente minimizada botando a culpa na hierarquia inferior.  

II
Com o auxílio da ONU pode-se transformar uma rendição numa dificuldade tão grande para os vencedores que estes farão tudo para reiniciar o conflito; mais fácil de administrar.  

III
O comportamento do lado mais bem armado é sempre, naturalmente, o mais justo.  

IV
Perdemos a batalha, mas salvamos a honra e o prestígio da corporação.  

V
Se um comandante cai, um outro se levanta.

VI
Judeus e palestinos têm que acabar com essa guerra antes que ela acabe com judeus e palestinos.  

VII
Por pior que seja, a conduta dos escalões superiores é sempre digna dos maiores encômios.  

VIII
Se o outro lado pede trégua, dê-lhe trégua, mas com a maior relutância, para que o outro lado não perceba que estávamos a ponto de pedir trégua.  

IX
Em caso de perigo, mulheres e crianças primeiro. Isto é ­ bombardeie primeiro os locais em que estão as mulheres e as crianças.  

X
Esta semana, Israel e Líbano suspenderam o confronto programado. A inteligência de ambos os lados foi informada de que o programa CULT, da tevê, vai passar replay de outro confronto.  

XI
Hoje, sabendo manejar bem os meios de comunicação, qualquer hesbolá parece grande potência.  

XII
E qualquer fofoca imbecil finge que é um escândalo.

 

 
 
 
 
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