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Edição 1969 . 16 de agosto de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja.com
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Cartas

 
"Freqüento a China duas vezes por ano e leio muito a respeito, inclusive publicações internacionais. VEJA conseguiu fazer a melhor matéria que eu já li sobre o país."
Eugênio Staub
Diretor-presidente da Gradiente

 

China

Estive na China com o presidente Fernando Henrique, em dezembro de 1995. Morei lá entre 1996 e 1998. Podemos chamar esses de os anos da virada. Nas grandes cidades e áreas de desenvolvimento, assisti à explosão de supermercados, shopping centers, auto-estradas, condomínios de alto luxo. Vivi com amigos chineses o início da cobrança de aluguéis para ocupar imóveis do Estado e da cobrança de mensalidades nas universidades. Vivi na China também a crise econômica asiática de 1997. Na área da política internacional, acompanhei a reintegração de Hong Kong e as visitas de Bill Clinton e Jacques Chirac a Pequim. Posso atestar que a matéria "China" (Reportagem Especial, 9 de agosto), de Vilma Gryzinski, Monica Weinberg, Lauro Jardim, Antônio Ribeiro e Paulo Vitale, é exemplar, pela correção e pela amplitude das análises. Eles souberam analisar a conjuntura sem deslumbramento pela realidade visível, sem apego a aspectos ideológicos.
Marcelo Hecksher
Sobradinho, DF

Devorei as páginas de VEJA sobre a China. Parabéns a Roberto Pompeu de Toledo (Ensaio, 9 de agosto). Estive lá em 1985, por doze dias, como deputado federal, pela Comissão da Agricultura da Câmara. Nas Muralhas, perguntei ao Kal, nosso intérprete da Embaixada Chinesa no Brasil: "Por que nem a revolução cultural de Mao acabou com a garra chinesa?". Ele me respondeu: "Temos 6.000 anos de cultura e história. Isso não acaba de um dia para outro". Parabéns a VEJA, da qual sou leitor assinante há 23 anos.
José Mendonça de Morais
Patos de Minas, MG  

VEJA fez um trabalho de fôlego, digno do grande país que é a China. No ritmo em que segue, a China tem tudo para ser a maior potência econômica do mundo, ocupando o lugar que hoje pertence aos Estados Unidos da América. Contudo, um detalhe ressalta diante de tudo isso: quem vai sustentar os milhões de idosos sem nenhum plano de saúde ou de aposentadoria? E mais: até quando o planeta vai suportar a invasão de produtos chineses gerados por essa massa de trabalhadores, numa economia injusta, que enriquece poucos, além de eliminar milhões de empregos em todo o mundo?
Ivacy Furtado de Oliveira
Tatuí, SP  

Como profissionais que assessoram empresas brasileiras a desbravar o mercado chinês, vimos nessa edição um retrato fiel e abrangente do império e do espírito chineses. Ficamos especialmente felizes em ter podido colaborar com esse trabalho na medida em que traduzimos os nomes e os cargos dos profissionais que estiveram na China, onde se apresentar com o cartão de visita em chinês é o primeiro de muitos passos para ter sucesso.
Ling Wang
W!N Education, Business Support
www.winbusiness.com.br
São Paulo, SP  

Essa foi a primeira reportagem com a amplitude que o assunto merece, principalmente mostrando como a China tem avançado. E serve para fazer uma comparação com o Brasil, que, infelizmente, continua "dormindo" em berço esplêndido. Desde o início da década de 90 trabalhamos naquele mercado e temos conseguido vários clientes com resultados satisfatórios. É gratificante ver que nossa aposta de quinze anos está no caminho certo.
Alexandre Moura
Presidente do conselho de administração da Light Infocon Tecnologia S/A
Campina Grande, PB  

A reportagem é soberba. Dos melhores textos que já li sobre a China. Uma resenha competente que substitui muitos títulos pretensiosos que abundam no mercado. Vou arquivá-la. A matéria corrobora uma citação do professor Huang Yasheng, do MIT, que, num seminário em São Paulo, respondendo sobre o que as empresas brasileiras poderiam fazer perante a China, disse, para espanto geral, que elas deveriam se mudar para lá, levando seus equipamentos e deixando para trás seus empregados, pois na China, disse ele, existem melhores e mais baratos.
João Fernando Sobral
Diretor do departamento de relações internacionais do Ciesp
São Paulo, SP

É incrível como um país cheio de tradições culturais e religiosas milenares consegue, em pouco tempo, se tornar uma superpotência mundial, causando até preocupação a outros países considerados poderosos economicamente. É mais uma prova de que, quando se quer verdadeiramente alguma coisa, é possível obter os resultados esperados e até superá-los.
Leonardo Terra
Rondonópolis, MT  

Há 27 anos como assinante de VEJA, não me lembro de reportagem de capa tão abrangente como essa sobre a China, mostrando aspectos positivos e negativos. Que lição podemos tirar? Sem planejamento a longo prazo, não chegaremos a lugar nenhum.
Luiz Tahdeu Nunes e Silva
São Luís, MA  

Exuberante é palavra que não combina com jornalismo. Mas à edição de VEJA sobre a China não cabe outra palavra. Parabéns!
Antonio Carlos Salles
São Paulo, SP  

Fiquei muito emocionada ao ler a reportagem, uma vez que tenho uma filha de 22 anos, Viviana M. Cabral, que faz o último ano de relações internacionais na Finlândia e ganhou pela faculdade uma bolsa de estágio na China para os últimos seis meses do curso. A partir de setembro de 2006 estará naquele país para concluir os estudos.
Mary Marinho Cabral
São Paulo, SP

Abri VEJA aleatoriamente, justamente na página 106, na qual se lê: "Os chineses têm o principal para melhorar mais ainda: a confiança de que o futuro pertence a eles". Futuro. Minha geração não sabe o que é isso (tenho mais de 40). Não vislumbramos possibilidade de melhora, já deixamos de sonhar há muito tempo. Governo corrupto, total descaso com a saúde e a educação, leis que não são cumpridas. Não penso mais em mim, mas nas gerações que virão. Nosso país não pode se tornar um exportador de seres humanos sem esperança, que buscam em terras alheias o direito de sonhar.
Katia Barbeito Mergulhão Ribeiro
Salvador, BA

Lá se cobra das famílias a munição para a execução dos bandidos. Aqui, nós os elegemos nossos representantes. Triste sina do povo do país do futuro.
José G. Marenghi
Itatiba, SP  

Edição realmente impressionante. Enquanto o mundo aplaude em pé a glória chinesa na construção de seu império global, o Brasil continua a ser o país em eterno desenvolvimento, onde poderemos, juntos e sentados, cantar para sempre deitados eternamente em berço esplêndido. A China, sim, é o país do futuro.
Eduardo de Carvalho Boti
Americana, SP

Realmente a China tem um império global. Um em cada seis chineses tem nível de vida americano, o resto vive com renda africana. Hong Kong tem estilo de vida europeu moderno, o resto da China segue o modelo europeu medieval. Liberdade é algo com que apenas os mandatários do PC podem sonhar, ao restante do povo é imposta uma cartilha soviética. O que é bom eles deixam mostrar e fotografar, o que é ruim, ou seja, a maioria do país, simplesmente escondem. Pode ser que se tornem uma potência econômica, mas isso só virá com mais democracia.
Johnson Franklim Ramos Pimentel
Ribeirão Preto, SP  

O empresário calçadista declara na página 166 que os operários chineses trabalham sete dias por semana, doze horas por dia, por menos de 150 reais por mês. Com essas condições de quase-escravidão, sem repouso semanal, sem lazer, estressados e mal alimentados, será que eles conseguem fabricar um calçado perfeito? Vale a pena comprar esses produtos?
Fernanda Barollo Sforcin
São Paulo, SP  

Não vejo graça em um país que, apesar de ostentar espetaculares números de crescimento do PIB, é uma ditadura, não respeita direitos humanos, destrói a natureza e no qual as pessoas trabalham doze horas por dia, sete dias por semana, sem direito trabalhista. Decididamente, a China está longe de ser um exemplo.
José Humberto Carvalho
Aracaju, SE  

Fiquei muito bem impressionada com a reportagem especial sobre a China. O que também me chamou a atenção, só que negativamente, foi a ausência de uma abordagem sobre os direitos dos animais na China, que não existem, obviamente, o que faz com que os chineses pratiquem todo tipo de atrocidades. A China tem um longo histórico de abuso contra os animais e práticas totalmente injustificáveis. Há mais informações sobre esse assunto nos sites www.peta.org e www.furisdead.com.
Cristina Bandiera
Campinas, SP  

O que dizer das fazendas de ursos chineses? Mais de 8.000 confinados em gaiolas pequenas, dia e noite, até a morte, com cateter para a extração de bílis para exportação. O máximo que conseguem viver nessa condição é dois anos. E os 50.000 cães abatidos a pauladas por uma cidade chinesa? O mundo inteiro está indignado com tamanha crueldade.
Ana Masini
Animais Urbanos do Brasil
Belo Horizonte, MG

Sou educadora e morei seis meses no Cazaquistão, fronteira com a China. Vivi de perto a grande seriedade desenvolvida nos colégios, com relação ao processo ensino-aprendizagem. Escolas públicas e particulares com excelente qualidade de ensino, desde a educação infantil. As escolas brasileiras se tornaram uma fonte de renda para os proprietários que deixaram de lado o papel principal de educar.
Solange Reeberg
Por e-mail  

VEJA nos deu uma visão surpreendente da nova China. Estive lá em 1991 e levei caixinhas de Bis para o guia, uma vez que seus filhos só viam chocolate quando o pai levava para casa. Éramos abordados pelo povo, que tentava nos vender alguma coisa para ter acesso ao dinheiro do turista e comprar algo diferente nas lojas que serviam os estrangeiros. O guia tinha um acompanhante ao lado para "ouvir" as informações que ele nos passava. Eram escravos do governo. Finalmente veio a libertação. Com certeza, a China será o primeiro país do novo mundo.
Divanir Bellinghausen Coppini
São Bernardo do Campo, SP

Estive na China em setembro de 2005. As mudanças eram tão rápidas que era possível vê-las de uma semana para outra. Aí vai um conselho: se quiser conhecer o passado, visite a China; se quiser conhecer o futuro, vá para a China.
Sibelle Menim Esteves
Campo Mourão, PR  

Quando cheguei à China, no ano passado, para cumprir o maior roteiro turístico da atualidade, eu me vi diante de uma grande civilização, construída com muito sofrimento, mas, acima de tudo, com muita civilidade. Na Grande Muralha não tive dúvida, eu me ajoelhei, diante dos olhares respeitosos e ao mesmo tempo incrédulos dos turistas chineses. O mundo inteiro ficará, num futuro próximo, de joelhos diante desse império. Adorei a reportagem, viajei novamente para o "outro lado do mundo". Obrigada.
Márcia Helena Bader Maluf Heisler
Curitiba, PR  

Estive há três semanas na China, com outros 58 executivos, para participar do módulo internacional do meu MBA na FIA/USP com a equipe de coordenadores do curso. Ao ler a excelente matéria de VEJA da semana passada, pude aprofundar ainda mais o conhecimento sobre esse país impressionante. Durante nossa estada, visitamos cinco cidades, entre elas Pequim e Xangai, e confesso que minha impressão foi um misto de entusiasmo, admiração e medo. Entusiasmo e admiração porque é impossível visitar aquele país sem ficar impressionado com a grandiosidade de suas construções e da sua cultura milenar. Medo porque vi claramente que estamos diante do próximo império mundial e não sabemos exatamente o que esperar dele quando se tornar a primeira potência econômica, militar e política do planeta.
Marcelo Nicolozzi
São Paulo, SP  

Acabo de retornar da China, onde estive no período de 12 a 31 de julho acompanhando o Jataí Atlético Clube (JAC) – clube amador desta cidade que mantém convênio com empresa chinesa para treinamento de jovens chineses aqui no Brasil. Fomos até a China para que esses jovens (sub-20) demonstrassem em seu país como anda sua evolução na prática do futebol. Fizemos três partidas, ganhando duas e perdendo uma para um time profissional que disputa o campeonato de Nanchang. O futebol brasileiro e seus jogadores são ídolos na China, nossos jovens (treze brasileiros e cinco chineses) foram recebidos e tratados como estrelas nas cidades de Guangshou, Xiamem, Nanchang e Pequim – sucesso total. Quanto à China, a reportagem espelha a realidade. Lá convivem pacificamente o moderno com o antigo, o passado com o presente. Sem nenhuma sombra de dúvida, apesar de todas as controvérsias a China será uma das primeiras economias do mundo.
Evaristo Anania de Paula
Jataí, GO  

Há pouco mais de uma década, os empresários ocidentais diziam estar "de olho no mercado chinês de 1 bilhão de consumidores". Mas não atinaram que, na mesma época, eram os empresários chineses que estavam de olho nos restantes 5 bilhões de consumidores potenciais existentes no mundo.
José Luis Sotomaior Karam
Curitiba, PR  

Aplaudo a reportagem sobre a China. Realista, reveladora e relevante. Aproveito para partilhar uma informação de possível interesse lingüístico: a China oferece curso de chinês interativo, grátis, através do site www.linese.com. O marketing deles é hiperbólico: Learn Chinese and Double your World (aprenda chinês e duplique seu mundo).
Francisco Gomes de Matos
Lingüista
Recife, PE  

Acabo de ler (sábado, 5 de agosto) nossa VEJA, edição 1 968. Reconheço não ser fácil encontrar semanalmente um ícone do nosso futebol, a doença de um ditador e uma superpotência como a China para falar e/ou escrever tão bem como fez a nossa "sabadeira", conceituada e independente revista. Deleitei-me com: a melhor Carta ao Leitor, a mais consistente entrevista (Dunga) e o "exagero" mais aceitável, gratificante e saudável: "China".
Cantalicio Cabral
Recife, PE  

Assisto com uma ponta de inveja à evolução chinesa. Aquela nação apresenta índices admiráveis de crescimento. Olho para o Brasil e não consigo entender por que esta nação não evolui da mesma forma que a China e a Índia. Será que o Brasil sempre será um país periférico? Será que um dia deixaremos de ser o eterno país do futuro e nos tornaremos realmente uma nação forte, soberana e de peso nas decisões mundiais?
Willamy F. Pereira
Palmas, TO

 

Fidel Castro

Em 1959, Fidel prometeu implantar em Cuba uma democracia e deu à ilha uma longuíssima ditadura. Julgou em falsos tribunais, mandou matar e prendeu opositores, fechou igrejas e calou a imprensa. Enfim, com os preparativos da chegada do tirano caribenho, fala-se que o diabo pediu transferência para o purgatório ("Cuba depois de Fidel", 9 de agosto).
Oscar Roberto Jr.
São Paulo, SP  

Cuba depois de Fidel deveria ser preservada como um grande parque temático do comunismo. Os turistas poderiam se deleitar com longos discursos, contando as benesses do socialismo, apresentados por atores a caráter, observar atores disfarçados de balseiros abandonando a ilha, vibrar com as passeatas e os cartazes "Fora o imperialismo yankee" e apreciar belos veículos dos anos 50, quase totalmente deteriorados. Considerando a imensa quantidade de turistas a ser atraída por esse parque temático, incluindo os saudosistas de todo o planeta, a recuperação da economia cubana estaria assegurada.
Esteban Thuroczy
São Paulo, SP

 

Dunga

Coerência louvável demonstrada nas palavras do novo treinador da Seleção Brasileira de Futebol. Dunga (Amarelas, 9 de agosto) fez considerações interessantes, principalmente ao se referir aos aspectos relacionados a cultura, conhecimento e escolaridade, não só dos nossos jogadores como também de outros profissionais e cidadãos do nosso país. Como professor de educação física pós-graduado, fiquei feliz em ler um pouco de sensatez vinda de uma pessoa habituada a um meio em que a maioria se julga profunda conhecedora de tudo o que envolve o futebol. O trabalho de Dunga dará certo? É outra história.
Alysson Gonçalves dos Santos
Belo Horizonte, MG  

Se o novo técnico da seleção for tão bom nessa nova função quanto se revelou preparado nas respostas concedidas ao repórter que o entrevistou, tenho certeza de que fará um bom trabalho à frente da seleção.
Matusalém Sotolani
Campo Grande, MS

 

Oriente Médio

Sou assinante de VEJA há vários anos e cada vez mais estou satisfeito com a revista. A análise do conflito no Oriente Médio foi exemplar, de uma forma imparcial e extremamente didática. Parabéns. Tenho recomendado a todos os meus amigos que leiam VEJA.
Gilberto Saute
Porto Alegre, RS  

A situação no Líbano é caótica, e esse caos foi causado pelos sionistas, que são cegos, surdos e mudos à vida alheia. Matam diariamente crianças e mulheres, covardemente, sem moral nem honra. É óbvio que Israel já perdeu essa guerra, pois não conseguiu desarmar o Hezbollah e não vai conseguir. O ataque covarde e desproporcional ao Líbano deixou claro o ódio que eles sentem pelos árabes, pois, se quisessem e tivessem coragem, teriam atacado o sul do Líbano por terra. Porém, preferiram matar civis, em uma tentativa de virar a opinião pública contra o Hezbollah, obviamente sem sucesso.
Adnan Mourad
Membro da Sociedade Beneficente Muçulmana
São Paulo, SP  

VEJA tem demonstrado sensível equilíbrio diante da guerra travada entre o Estado de Israel e os guerrilheiros do Hezbollah. O espetáculo para a mídia, no entanto, vem sendo conduzido com muita eficiência pelo grupo terrorista. A foto dramática publicada na página 52 da edição semanal de VEJA retrata o desespero diante da morte de uma criança, aparentemente recém-retirada dos escombros do prédio que desabara. Entretanto, a imagem não retrata as principais violações das leis internacionais conduzidas diariamente pelo grupo terrorista: a primeira é o ataque deliberado a civis israelenses e, ainda mais importante, a utilização de áreas civis como esconderijo, transformando os civis libaneses em "escudos humanos".
Daniel G. Tabak
Rio de Janeiro, RJ  

Ao colocar os olhos sobre a capa de VEJA de 2 de agosto, que traz o título "Existe guerra justa?", veio-me de imediato à mente a imagem de uma obra de arte de Michelangelo, a Pietà, que retrata o sofrimento de outra mãe, que há 2000 anos sofria pela morte do filho querido. Hoje, a revista retrata em sua capa a Pietà de nossos dias, dias de uma guerra, a guerra dos insensatos, que só traz o sofrimento e a dor às mães.
José Delcio Bezerra da Silva
Recife, PE

 

ASSAF VAI À GUERRA

 

Álbum de família
Assaf: com a avó Eva e no front libanês

A reportagem "Existe guerra justa?" (2 de agosto) exibiu nas páginas 86 e 87 uma grande foto de um soldado israelense descansando ao lado de uma peça de artilharia no intervalo entre os combates contra o Hezbollah, no Líbano. Noemi Tamir, de Jerusalém, reconheceu na foto seu filho Assaf Aharon: "Ele é neto de Carlos e Eva Plaut (que faleceu quatro semanas atrás), assíduos leitores de VEJA há trinta anos. Em tempos de paz, Assaf estuda ciências humanas, interessa-se por astronomia, lê muito (Harry Potter, O Alquimista), adora cinema e boliche". Noemi envia uma foto do filho ao lado da avó Eva tirada em tempos de paz.

 

VIAGEM RUMO AO ÁTOMO

O leitor Ricardo Camargo Barioni, do Recife, escreveu: "Sobre o artigo 'O mergulho num mundo invisível' (VEJA Especial Tecnologia, julho de 2006), é importante destacar que as fotos das páginas 22 e 23 fazem parte de uma seqüência de fotogramas da obra Powers of Ten, criada em 1977 por Charles e Ray Eames". As imagens de que fala Barioni, feitas pelo casal Charles e Ray Eames, destacados designers do século XX, que ilustravam um capítulo sobre a nanotecnologia, são uma seqüência que, partindo de uma distância de 100 000 quilômetros no espaço, se aproxima da Terra em direção a uma pessoa deitada num parque e penetra em sua pele, chegando ao interior de uma célula. Veja a seqüência inteira no site http://www.powersof10.com/.

 

LEIS ESTRANHAS

O leitor Antonio Aldo Nogueira Gonçalves, de Itajubá, em Minas Gerais, sofreu um acidente e teve de amputar a perna direita e agora está com dificuldade para comprar um carro adaptado: "Tenho direito à compra de veículo com isenção de IPI e ICMS. A Receita Federal fez imediatamente a liberação, a receita estadual de Minas idem. Mas a receita de São Paulo (onde o carro, um Honda, é fabricado) indeferiu o pedido", diz Gonçalves. A receita paulista teria justificado que só libera o ICMS para carros que saem modificados de fábrica, ou seja, aqueles feitos para quem perdeu a perna esquerda. "O normal é modificar o carro e depois mandar os comprovantes", contrapõe o leitor. "Se eu tivesse amputado a perna esquerda teria isenção, pois não precisaria mexer no acelerador. Como amputei a direita, não tenho. Leis estranhas, não?"

 
 
 
 
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