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Cartas  | "Freqüento
a China duas vezes por ano e leio muito a respeito, inclusive publicações
internacionais. VEJA conseguiu fazer a melhor matéria que eu já
li sobre o país." Eugênio
Staub Diretor-presidente da Gradiente
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China
Estive na China com o presidente Fernando
Henrique, em dezembro de 1995. Morei lá entre 1996 e 1998. Podemos chamar
esses de os anos da virada. Nas grandes cidades e áreas de desenvolvimento,
assisti à explosão de supermercados, shopping centers, auto-estradas,
condomínios de alto luxo. Vivi com amigos chineses o início da cobrança
de aluguéis para ocupar imóveis do Estado e da cobrança de
mensalidades nas universidades. Vivi na China também a crise econômica
asiática de 1997. Na área da política internacional, acompanhei
a reintegração de Hong Kong e as visitas de Bill Clinton e Jacques
Chirac a Pequim. Posso atestar que a matéria "China" (Reportagem Especial,
9 de agosto), de Vilma Gryzinski, Monica Weinberg, Lauro Jardim, Antônio
Ribeiro e Paulo Vitale, é exemplar, pela correção e pela
amplitude das análises. Eles souberam analisar a conjuntura sem deslumbramento
pela realidade visível, sem apego a aspectos ideológicos. Marcelo
Hecksher Sobradinho, DF Devorei
as páginas de VEJA sobre a China. Parabéns a Roberto Pompeu de Toledo
(Ensaio, 9 de agosto). Estive lá em 1985, por doze dias, como deputado
federal, pela Comissão da Agricultura da Câmara. Nas Muralhas, perguntei
ao Kal, nosso intérprete da Embaixada Chinesa no Brasil: "Por que nem a
revolução cultural de Mao acabou com a garra chinesa?". Ele me respondeu:
"Temos 6.000 anos de cultura e história. Isso não acaba de um dia
para outro". Parabéns a VEJA, da qual sou leitor assinante há 23
anos. José Mendonça de Morais Patos de Minas, MG
VEJA fez um trabalho de fôlego,
digno do grande país que é a China. No ritmo em que segue, a China
tem tudo para ser a maior potência econômica do mundo, ocupando o
lugar que hoje pertence aos Estados Unidos da América. Contudo, um detalhe
ressalta diante de tudo isso: quem vai sustentar os milhões de idosos sem
nenhum plano de saúde ou de aposentadoria? E mais: até quando o
planeta vai suportar a invasão de produtos chineses gerados por essa massa
de trabalhadores, numa economia injusta, que enriquece poucos, além de
eliminar milhões de empregos em todo o mundo? Ivacy Furtado de Oliveira
Tatuí, SP Como profissionais
que assessoram empresas brasileiras a desbravar o mercado chinês, vimos
nessa edição um retrato fiel e abrangente do império e do
espírito chineses. Ficamos especialmente felizes em ter podido colaborar
com esse trabalho na medida em que traduzimos os nomes e os cargos dos profissionais
que estiveram na China, onde se apresentar com o cartão de visita em chinês
é o primeiro de muitos passos para ter sucesso. Ling Wang W!N
Education, Business Support www.winbusiness.com.br São Paulo, SP
Essa foi a primeira reportagem
com a amplitude que o assunto merece, principalmente mostrando como a China tem
avançado. E serve para fazer uma comparação com o Brasil,
que, infelizmente, continua "dormindo" em berço esplêndido. Desde
o início da década de 90 trabalhamos naquele mercado e temos conseguido
vários clientes com resultados satisfatórios. É gratificante
ver que nossa aposta de quinze anos está no caminho certo. Alexandre
Moura Presidente do conselho de administração da Light Infocon
Tecnologia S/A Campina Grande, PB
A reportagem é soberba. Dos melhores textos que já li sobre a China.
Uma resenha competente que substitui muitos títulos pretensiosos que abundam
no mercado. Vou arquivá-la. A matéria corrobora uma citação
do professor Huang Yasheng, do MIT, que, num seminário em São Paulo,
respondendo sobre o que as empresas brasileiras poderiam fazer perante a China,
disse, para espanto geral, que elas deveriam se mudar para lá, levando
seus equipamentos e deixando para trás seus empregados, pois na China,
disse ele, existem melhores e mais baratos. João Fernando Sobral
Diretor do departamento de relações internacionais do Ciesp
São Paulo, SP É
incrível como um país cheio de tradições culturais
e religiosas milenares consegue, em pouco tempo, se tornar uma superpotência
mundial, causando até preocupação a outros países
considerados poderosos economicamente. É mais uma prova de que, quando
se quer verdadeiramente alguma coisa, é possível obter os resultados
esperados e até superá-los. Leonardo Terra Rondonópolis,
MT Há 27 anos como assinante
de VEJA, não me lembro de reportagem de capa tão abrangente como
essa sobre a China, mostrando aspectos positivos e negativos. Que lição
podemos tirar? Sem planejamento a longo prazo, não chegaremos a lugar nenhum.
Luiz Tahdeu Nunes e Silva São Luís, MA
Exuberante é palavra que não combina com jornalismo. Mas à
edição de VEJA sobre a China não cabe outra palavra. Parabéns!
Antonio Carlos Salles São Paulo, SP
Fiquei muito emocionada ao ler a reportagem, uma vez que tenho uma filha de 22
anos, Viviana M. Cabral, que faz o último ano de relações
internacionais na Finlândia e ganhou pela faculdade uma bolsa de estágio
na China para os últimos seis meses do curso. A partir de setembro de 2006
estará naquele país para concluir os estudos. Mary Marinho
Cabral São Paulo, SP Abri
VEJA aleatoriamente, justamente na página 106, na qual se lê: "Os
chineses têm o principal para melhorar mais ainda: a confiança de
que o futuro pertence a eles". Futuro. Minha geração não
sabe o que é isso (tenho mais de 40). Não vislumbramos possibilidade
de melhora, já deixamos de sonhar há muito tempo. Governo corrupto,
total descaso com a saúde e a educação, leis que não
são cumpridas. Não penso mais em mim, mas nas gerações
que virão. Nosso país não pode se tornar um exportador de
seres humanos sem esperança, que buscam em terras alheias o direito de
sonhar. Katia Barbeito Mergulhão Ribeiro Salvador, BA
Lá se cobra das famílias a munição para a execução
dos bandidos. Aqui, nós os elegemos nossos representantes. Triste sina
do povo do país do futuro. José G. Marenghi Itatiba,
SP Edição realmente
impressionante. Enquanto o mundo aplaude em pé a glória chinesa
na construção de seu império global, o Brasil continua a
ser o país em eterno desenvolvimento, onde poderemos, juntos e sentados,
cantar para sempre deitados eternamente em berço esplêndido. A China,
sim, é o país do futuro. Eduardo de Carvalho Boti Americana,
SP Realmente a China tem um império
global. Um em cada seis chineses tem nível de vida americano, o resto vive
com renda africana. Hong Kong tem estilo de vida europeu moderno, o resto da China
segue o modelo europeu medieval. Liberdade é algo com que apenas os mandatários
do PC podem sonhar, ao restante do povo é imposta uma cartilha soviética.
O que é bom eles deixam mostrar e fotografar, o que é ruim, ou seja,
a maioria do país, simplesmente escondem. Pode ser que se tornem uma potência
econômica, mas isso só virá com mais democracia. Johnson
Franklim Ramos Pimentel Ribeirão Preto, SP
O empresário calçadista declara na página 166 que os operários
chineses trabalham sete dias por semana, doze horas por dia, por menos de 150
reais por mês. Com essas condições de quase-escravidão,
sem repouso semanal, sem lazer, estressados e mal alimentados, será que
eles conseguem fabricar um calçado perfeito? Vale a pena comprar esses
produtos? Fernanda Barollo Sforcin São Paulo, SP
Não vejo graça em um
país que, apesar de ostentar espetaculares números de crescimento
do PIB, é uma ditadura, não respeita direitos humanos, destrói
a natureza e no qual as pessoas trabalham doze horas por dia, sete dias por semana,
sem direito trabalhista. Decididamente, a China está longe de ser um exemplo.
José Humberto Carvalho Aracaju, SE
Fiquei muito bem impressionada com a reportagem especial sobre a China. O que
também me chamou a atenção, só que negativamente,
foi a ausência de uma abordagem sobre os direitos dos animais na China,
que não existem, obviamente, o que faz com que os chineses pratiquem todo
tipo de atrocidades. A China tem um longo histórico de abuso contra os
animais e práticas totalmente injustificáveis. Há mais informações
sobre esse assunto nos sites www.peta.org e www.furisdead.com. Cristina
Bandiera Campinas, SP
O que dizer das fazendas de ursos chineses? Mais de 8.000 confinados em gaiolas
pequenas, dia e noite, até a morte, com cateter para a extração
de bílis para exportação. O máximo que conseguem viver
nessa condição é dois anos. E os 50.000 cães abatidos
a pauladas por uma cidade chinesa? O mundo inteiro está indignado com tamanha
crueldade. Ana Masini Animais Urbanos do Brasil Belo Horizonte,
MG Sou educadora e morei seis meses
no Cazaquistão, fronteira com a China. Vivi de perto a grande seriedade
desenvolvida nos colégios, com relação ao processo ensino-aprendizagem.
Escolas públicas e particulares com excelente qualidade de ensino, desde
a educação infantil. As escolas brasileiras se tornaram uma fonte
de renda para os proprietários que deixaram de lado o papel principal de
educar. Solange Reeberg Por e-mail
VEJA nos deu uma visão surpreendente da nova China. Estive lá em
1991 e levei caixinhas de Bis para o guia, uma vez que seus filhos só viam
chocolate quando o pai levava para casa. Éramos abordados pelo povo, que
tentava nos vender alguma coisa para ter acesso ao dinheiro do turista e comprar
algo diferente nas lojas que serviam os estrangeiros. O guia tinha um acompanhante
ao lado para "ouvir" as informações que ele nos passava. Eram escravos
do governo. Finalmente veio a libertação. Com certeza, a China será
o primeiro país do novo mundo. Divanir Bellinghausen Coppini
São Bernardo do Campo, SP Estive
na China em setembro de 2005. As mudanças eram tão rápidas
que era possível vê-las de uma semana para outra. Aí vai um
conselho: se quiser conhecer o passado, visite a China; se quiser conhecer o futuro,
vá para a China. Sibelle Menim Esteves Campo Mourão,
PR Quando cheguei à
China, no ano passado, para cumprir o maior roteiro turístico da atualidade,
eu me vi diante de uma grande civilização, construída com
muito sofrimento, mas, acima de tudo, com muita civilidade. Na Grande Muralha
não tive dúvida, eu me ajoelhei, diante dos olhares respeitosos
e ao mesmo tempo incrédulos dos turistas chineses. O mundo inteiro ficará,
num futuro próximo, de joelhos diante desse império. Adorei a reportagem,
viajei novamente para o "outro lado do mundo". Obrigada. Márcia
Helena Bader Maluf Heisler Curitiba, PR
Estive há três semanas na China, com outros 58 executivos, para participar
do módulo internacional do meu MBA na FIA/USP com a equipe de coordenadores
do curso. Ao ler a excelente matéria de VEJA da semana passada, pude aprofundar
ainda mais o conhecimento sobre esse país impressionante. Durante nossa
estada, visitamos cinco cidades, entre elas Pequim e Xangai, e confesso que minha
impressão foi um misto de entusiasmo, admiração e medo. Entusiasmo
e admiração porque é impossível visitar aquele país
sem ficar impressionado com a grandiosidade de suas construções
e da sua cultura milenar. Medo porque vi claramente que estamos diante do próximo
império mundial e não sabemos exatamente o que esperar dele quando
se tornar a primeira potência econômica, militar e política
do planeta. Marcelo Nicolozzi São Paulo, SP
Acabo de retornar da China, onde estive no período de 12 a 31 de julho
acompanhando o Jataí Atlético Clube (JAC) clube amador desta
cidade que mantém convênio com empresa chinesa para treinamento de
jovens chineses aqui no Brasil. Fomos até a China para que esses jovens
(sub-20) demonstrassem em seu país como anda sua evolução
na prática do futebol. Fizemos três partidas, ganhando duas e perdendo
uma para um time profissional que disputa o campeonato de Nanchang. O futebol
brasileiro e seus jogadores são ídolos na China, nossos jovens (treze
brasileiros e cinco chineses) foram recebidos e tratados como estrelas nas cidades
de Guangshou, Xiamem, Nanchang e Pequim sucesso total. Quanto à
China, a reportagem espelha a realidade. Lá convivem pacificamente o moderno
com o antigo, o passado com o presente. Sem nenhuma sombra de dúvida, apesar
de todas as controvérsias a China será uma das primeiras economias
do mundo. Evaristo Anania de Paula Jataí, GO
Há pouco mais de uma década, os empresários ocidentais diziam
estar "de olho no mercado chinês de 1 bilhão de consumidores". Mas
não atinaram que, na mesma época, eram os empresários chineses
que estavam de olho nos restantes 5 bilhões de consumidores potenciais
existentes no mundo. José Luis Sotomaior Karam Curitiba,
PR Aplaudo a reportagem sobre
a China. Realista, reveladora e relevante. Aproveito para partilhar uma informação
de possível interesse lingüístico: a China oferece curso de
chinês interativo, grátis, através do site www.linese.com.
O marketing deles é hiperbólico: Learn Chinese and Double your World
(aprenda chinês e duplique seu mundo). Francisco Gomes de Matos
Lingüista Recife, PE
Acabo de ler (sábado, 5 de agosto) nossa VEJA, edição 1 968.
Reconheço não ser fácil encontrar semanalmente um ícone
do nosso futebol, a doença de um ditador e uma superpotência como
a China para falar e/ou escrever tão bem como fez a nossa "sabadeira",
conceituada e independente revista. Deleitei-me com: a melhor Carta ao Leitor,
a mais consistente entrevista (Dunga) e o "exagero" mais aceitável, gratificante
e saudável: "China". Cantalicio Cabral Recife, PE
Assisto com uma ponta de inveja à
evolução chinesa. Aquela nação apresenta índices
admiráveis de crescimento. Olho para o Brasil e não consigo entender
por que esta nação não evolui da mesma forma que a China
e a Índia. Será que o Brasil sempre será um país periférico?
Será que um dia deixaremos de ser o eterno país do futuro e nos
tornaremos realmente uma nação forte, soberana e de peso nas decisões
mundiais? Willamy F. Pereira Palmas, TO
Fidel Castro
Em 1959, Fidel prometeu implantar em Cuba uma democracia e deu à ilha uma
longuíssima ditadura. Julgou em falsos tribunais, mandou matar e prendeu
opositores, fechou igrejas e calou a imprensa. Enfim, com os preparativos da chegada
do tirano caribenho, fala-se que o diabo pediu transferência para o purgatório
("Cuba depois de Fidel", 9 de agosto). Oscar Roberto Jr. São
Paulo, SP Cuba depois de Fidel
deveria ser preservada como um grande parque temático do comunismo. Os
turistas poderiam se deleitar com longos discursos, contando as benesses do socialismo,
apresentados por atores a caráter, observar atores disfarçados de
balseiros abandonando a ilha, vibrar com as passeatas e os cartazes "Fora o imperialismo
yankee" e apreciar belos veículos dos anos 50, quase totalmente deteriorados.
Considerando a imensa quantidade de turistas a ser atraída por esse parque
temático, incluindo os saudosistas de todo o planeta, a recuperação
da economia cubana estaria assegurada. Esteban Thuroczy São
Paulo, SP Dunga
Coerência louvável demonstrada nas palavras do novo treinador da
Seleção Brasileira de Futebol. Dunga (Amarelas, 9 de agosto) fez
considerações interessantes, principalmente ao se referir aos aspectos
relacionados a cultura, conhecimento e escolaridade, não só dos
nossos jogadores como também de outros profissionais e cidadãos
do nosso país. Como professor de educação física pós-graduado,
fiquei feliz em ler um pouco de sensatez vinda de uma pessoa habituada a um meio
em que a maioria se julga profunda conhecedora de tudo o que envolve o futebol.
O trabalho de Dunga dará certo? É outra história. Alysson
Gonçalves dos Santos Belo Horizonte, MG
Se o novo técnico da seleção for tão bom nessa nova
função quanto se revelou preparado nas respostas concedidas ao repórter
que o entrevistou, tenho certeza de que fará um bom trabalho à frente
da seleção. Matusalém Sotolani Campo Grande,
MS Oriente Médio
Sou assinante de VEJA há vários
anos e cada vez mais estou satisfeito com a revista. A análise do conflito
no Oriente Médio foi exemplar, de uma forma imparcial e extremamente didática.
Parabéns. Tenho recomendado a todos os meus amigos que leiam VEJA. Gilberto
Saute Porto Alegre, RS
A situação no Líbano é caótica, e esse caos
foi causado pelos sionistas, que são cegos, surdos e mudos à vida
alheia. Matam diariamente crianças e mulheres, covardemente, sem moral
nem honra. É óbvio que Israel já perdeu essa guerra, pois
não conseguiu desarmar o Hezbollah e não vai conseguir. O ataque
covarde e desproporcional ao Líbano deixou claro o ódio que eles
sentem pelos árabes, pois, se quisessem e tivessem coragem, teriam atacado
o sul do Líbano por terra. Porém, preferiram matar civis, em uma
tentativa de virar a opinião pública contra o Hezbollah, obviamente
sem sucesso. Adnan Mourad Membro da Sociedade Beneficente Muçulmana
São Paulo, SP VEJA
tem demonstrado sensível equilíbrio diante da guerra travada entre
o Estado de Israel e os guerrilheiros do Hezbollah. O espetáculo para a
mídia, no entanto, vem sendo conduzido com muita eficiência pelo
grupo terrorista. A foto dramática publicada na página 52 da edição
semanal de VEJA retrata o desespero diante da morte de uma criança, aparentemente
recém-retirada dos escombros do prédio que desabara. Entretanto,
a imagem não retrata as principais violações das leis internacionais
conduzidas diariamente pelo grupo terrorista: a primeira é o ataque deliberado
a civis israelenses e, ainda mais importante, a utilização de áreas
civis como esconderijo, transformando os civis libaneses em "escudos humanos".
Daniel G. Tabak Rio de Janeiro, RJ
Ao colocar os olhos sobre a capa de VEJA de 2 de agosto, que traz o título
"Existe guerra justa?", veio-me de imediato à mente a imagem de uma obra
de arte de Michelangelo, a Pietà, que retrata o sofrimento de outra
mãe, que há 2000 anos sofria pela morte do filho querido. Hoje,
a revista retrata em sua capa a Pietà de nossos dias, dias de uma guerra,
a guerra dos insensatos, que só traz o sofrimento e a dor às mães.
José Delcio Bezerra da Silva Recife, PE
ASSAF VAI À GUERRA Álbum
de família
 |  | | Assaf:
com a avó Eva e no front libanês |
A reportagem "Existe guerra justa?" (2 de agosto) exibiu nas páginas 86
e 87 uma grande foto de um soldado israelense descansando ao lado de uma peça
de artilharia no intervalo entre os combates contra o Hezbollah, no Líbano.
Noemi Tamir, de Jerusalém, reconheceu na foto seu filho Assaf Aharon: "Ele
é neto de Carlos e Eva Plaut (que faleceu quatro semanas atrás),
assíduos leitores de VEJA há trinta anos. Em tempos de paz, Assaf
estuda ciências humanas, interessa-se por astronomia, lê muito
(Harry Potter, O Alquimista), adora cinema e boliche". Noemi envia uma foto
do filho ao lado da avó Eva tirada em tempos de paz. |
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VIAGEM RUMO AO ÁTOMO 
O leitor Ricardo Camargo Barioni, do Recife, escreveu: "Sobre o artigo 'O mergulho
num mundo invisível' (VEJA Especial Tecnologia, julho de 2006),
é importante destacar que as fotos das páginas 22 e 23 fazem parte
de uma seqüência de fotogramas da obra Powers of Ten, criada
em 1977 por Charles e Ray Eames". As imagens de que fala Barioni, feitas pelo
casal Charles e Ray Eames, destacados designers do século XX, que ilustravam
um capítulo sobre a nanotecnologia, são uma seqüência
que, partindo de uma distância de 100 000 quilômetros no espaço,
se aproxima da Terra em direção a uma pessoa deitada num parque
e penetra em sua pele, chegando ao interior de uma célula. Veja a seqüência
inteira no site http://www.powersof10.com/.
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LEIS ESTRANHAS
O leitor Antonio Aldo Nogueira Gonçalves, de Itajubá, em Minas Gerais,
sofreu um acidente e teve de amputar a perna direita e agora está com dificuldade
para comprar um carro adaptado: "Tenho direito à compra de veículo
com isenção de IPI e ICMS. A Receita Federal fez imediatamente a
liberação, a receita estadual de Minas idem. Mas a receita de São
Paulo (onde o carro, um Honda, é fabricado) indeferiu o pedido", diz Gonçalves.
A receita paulista teria justificado que só libera o ICMS para carros que
saem modificados de fábrica, ou seja, aqueles feitos para quem perdeu a
perna esquerda. "O normal é modificar o carro e depois mandar os comprovantes",
contrapõe o leitor. "Se eu tivesse amputado a perna esquerda teria isenção,
pois não precisaria mexer no acelerador. Como amputei a direita, não
tenho. Leis estranhas, não?" | | |