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Livros
Uma
Caminhada na Floresta,
de Bill Bryson (tradução de Pedro
Maia Soares; Companhia das Letras; 281 páginas;
27 reais) Este livro é uma alternativa
para quem sonha em encarar uma aventura em ambientes
selvagens, mas não tem ânimo ou
preparo físico para isso. Primeiro, porque
traz belíssimas descrições
de um dos mais famosos roteiros para naturalistas
nos Estados Unidos, a Trilha dos Apalaches,
que começa no Estado do Maine e vai até
o da Geórgia. Segundo, porque Bryson
é um narrador hábil e muito engraçado:
ele brinca com os medos que a natureza desperta
nas pessoas e ainda esboça deliciosos
retratos satíricos dos ecochatos que
encontra pelo caminho. Acompanhado de um amigo
gorducho, Bryson não chegou nem perto
de percorrer os mais de 3.000
quilômetros da trilha. Além de
divertir-se, os sedentários se sentirão
menos culpados depois da leitura.
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Nau
Capitânia,
de Walter Galvani (Record; 320 páginas;
30 reais) Todo mundo sabe que Pedro Álvares
Cabral descobriu o Brasil, mas só especialistas
no assunto conhecem outras passagens de sua
vida. Praticamente não há livros
sobre ele, mesmo em Portugal. Esta biografia,
escrita por um jornalista gaúcho, é
um passo para restaurar sua reputação.
Escrita de maneira clara e agradável,
ela é fruto de quatro anos de pesquisa,
que envolveu a consulta a documentos raros e
viagens à Europa. Além de revelar
um Cabral de carne e osso, o trabalho ainda
permite comparar seus feitos com os de heróis
mais lembrados, como Vasco da Gama e Fernão
de Magalhães. O livro mostra que, longe
de ser um mero burocrata, como alguns já
o retrataram, Cabral foi um nome-chave na era
das navegações portuguesas.
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Discos
The
Sinatra Family Wish You a Merry Christmas,
Frank Sinatra (Artanis/Trama) Um caso
raro de disco de Natal que pode ser ouvido com
prazer durante o ano inteiro. Ele foi gravado
em 1968 por Sinatra e seus três filhos,
Frank Jr., Tina e Nancy. Esta última,
pouco antes, chegara ao topo das paradas com
a música These
Boots Are Made for Walking. O
repertório é uma mistura de clássicos
natalinos e canções escritas especialmente
para o disco. Os fãs do cantor irão
reconhecer de imediato, ao fundo, a orquestra
de Nelson Riddle, a melhor dentre todas as que
o acompanharam em sua carreira. Os arranjos
de Riddle estão mais próximos
do jazz de boa cepa que dos acordes de Jingle
Bells, e
os filhos de Sinatra até que são
bem afinadinhos. Mesmo nos tempos do LP, o disco
nunca fora lançado no Brasil.
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Early
Days: The Best of Led Zeppelin, Volume
One,
Led Zeppelin (Atlantic/WEA) O grupo é
sinônimo do melhor que o rock pesado produziu
nos anos 70. Era formado por três grandes
instrumentistas e um cantor de voz privilegiada.
Além disso, a música do Led Zeppelin
não era apenas barulhenta. Suas canções
tinham influências de outros gêneros
musicais, como o funk e o reggae, e até
mesmo dos sons orientais. Organizada por Jimmy
Page, guitarrista do grupo, esta coletânea
dá a exata dimensão da importância
do Led Zeppelin para a história da música
pop. Ela traz faixas dos quatro primeiros discos
do conjunto, justamente os melhores. Entre elas
está Stairway
to Heaven,
até hoje uma lição obrigatória
para os guitarristas das novas gerações.
Um segundo volume da coletânea será
lançado no início do ano que vem.
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Vídeo
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O
Quebra-nozes Maluco:
para a
garotada
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O
Quebra-nozes Maluco (The
Nuttiest Nutcracker, Estados
Unidos, 1999) Este desenho animado não
passou nos cinemas brasileiros vale a
pena alugar a fita para a criançada.
Ele é baseado no clássico conto
alemão O
Quebra-nozes, que
em 1892 inspirou o balé clássico
homônimo, musicado por Tchaikovsky. A
animação é de primeira
qualidade, toda realizada em computador, e a
história é muito simpática.
Na noite de Natal, uma menina se junta a um
bando de frutas para combater o malvado rei
Rato. Uma curiosidade: um dos personagens é
brasileiro. Trata-se de um coco, que canta um
dos principais temas sonoros do desenho (não,
não é um samba) e se veste como
um integrante do bloco baiano Olodum.
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Televisão
Especial
Björk
(sexta-feira, 20h30, no Eurochannel)
Gravado em Londres, este especial mostra por
que a cantora islandesa Björk é
considerada um dos grandes talentos da música
pop mundial. A especialidade dessa descendente
de esquimós é descobrir ritmos
e incorporá-los a sua música.
Björk já flertou com sons eletrônicos
e chegou a homenagear a cantora Elis Regina
em uma de suas composições. Ela
se apresenta com uma banda cujos integrantes
são naturais de países como Turquia,
Irã e Índia. Ao contrário
do que se possa imaginar, o cruzamento dessas
culturas rende uma música acessível
e deliciosa.
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