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AOL
desafina
Provedor
estréia com
problemas
no Brasil
Mal
chegada ao Brasil, a America Online, AOL, líder
mundial dos provedores de acesso à internet,
está tropeçando. Nas últimas
três semanas a empresa distribuiu de graça
cerca de 4 milhões de CD-ROM e teve problemas.
Descobriu que 588 CDs distribuídos no
Rio de Janeiro não continham seu programa,
mas música do conjunto de pagode Raça
Negra. Os rótulos teriam sido trocados
na empresa Microservice, que faz a impressão
dos CDs, num acidente ainda não explicado.
Até a semana passada, 54 pessoas procuraram
o Procon do Rio de Janeiro para reclamar --
e não apenas de ter recebido o disco
dos pagodeiros de presente. Diziam que depois
de instalar o equipamento da AOL não
conseguiam mais trabalhar com o antigo provedor
e que tiveram problemas para retirar o programa.
A
trapalhada não pegou bem. Os protestos
coincidiram com a queda do presidente da empresa
americana no Brasil, Francisco Loureiro, provisoriamente
substituído pelo presidente para a América
Latina, Charles Herington. Para evitar outras
queixas, a partir desta semana os CDs terão
uma nova versão do programa, que não
altera a página inicial da internet,
outra reclamação dos usuários.
A recomendação da mudança
foi feita pelo Procon, que ameaça a AOL
com uma multa de até 3 milhões
de reais.
A
AOL tem 18 milhões de clientes nos Estados
Unidos e está em mais oito países.
É um sucesso. Na América Latina
não tem dado muita sorte. A operação
latino-americana é administrada em sociedade
com o grupo venezuelano Cisneros e o casamento
parece que não vai muito bem. No Brasil,
distribuindo CDs de graça, mesmo com
tantos problemas, a AOL já conseguiu
arregimentar 65.000
assinantes do seu serviço. O Universo
Online, UOL, empresa brasileira, tem quatro
anos de funcionamento e cerca de 500.000
assinantes. O ZAZ, outro provedor que agora
pertence à Telefónica espanhola,
também é enorme. Tem 300.000
clientes. Embora sejam tão grandes e
estejam estabelecidos, os dois sentiram a concorrência
da americana. Estão oferecendo pacotes
de descontos e brindes a seus assinantes. Na
briga, ganha quem usa a internet.
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