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Guia Uma
adega em casa
Ricardo Fasanello/Strana  |
Antonio Milena
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Conservar intactos o sabor e o aroma dos vinhos
é uma operação que exige condições ideais de
armazenamento. Para colecionadores e apreciadores da bebida, é o caso de
ter uma adega em casa. Há modelos móveis, como uma espécie
de frigobar, com capacidade que varia de 25 a 450 garrafas e preço a partir
de 2 500 reais. Quem tem mais garrafas ou espaço pode reservar um cômodo
e adaptá-lo. Nesse caso, algumas regras são básicas:
É preciso instalar um climatizador, que mantém constantes
a temperatura e a umidade do local.
As prateleiras devem ser dispostas sob a forma de casulos, para evitar
que as garrafas encostem umas nas outras.
A adega tem de estar localizada em um ambiente abrigado do calor e da luz,
preferencialmente úmido.
A despensa, o vão sob a escada e o balcão do bar são
boas opções. A cozinha é o último lugar a considerar
para a instalação.
As garrafas devem ser mantidas sempre em posição horizontal,
para manter a rolha umedecida. Essa medida evita que o ar penetre no interior
da garrafa e oxide o vinho.
Prenda uma etiqueta no gargalo de cada garrafa (a chamada gargaleira) com
as informações sobre o tipo, a safra ou o ano. Assim, você
só retira o vinho do lugar quando for beber. Fontes:
Regina Daniel, proprietária da Casa&Solução Gestão
Residencial, e Christine Michel Sidokpohu, proprietária da Taste-Vin
em São Paulo
| Para quem quer começar O
sommelier Gianni Tartari, da importadora Expand, sugere os primeiros rótulos:
Três rosés de diferentes origens
Da Itália, França e Espanha
Tintos do Novo Mundo Da Austrália,
Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Argentina, Uruguai e Estados
Unidos
Tintos europeus variados Franceses (Beaujolais,
Bourgogne e Bordeaux), italianos (Chiantina Toscana, Brunello di Montalcino e
Valpolicella), portugueses (Douro, Dão e Alentejo) e espanhóis (Ribera
del Duero, Rioja e Priorato)
Seis espumantes Champanhes, proseccos
e lambruscos
Seis brancos de origens diferentes
Do Chile, Argentina, Estados Unidos, França, Itália e Austrália
Para completar Os modernos vinhos
brasileiros produzidos no Vale do São Francisco | |
Quando os manipulados
são um bom remédio O
preço dos medicamentos preparados em farmácias de manipulação,
em muitos casos mais baixo que o dos industrializados, pode ser um atrativo. "As
indústrias investem em pesquisa, marketing e distribuição,
gastos que as farmácias de manipulação não têm",
diz Vania Regina de Sá, presidente da Associação Nacional
de Farmacêuticos Magistrais. Usar os serviços desse tipo de farmácia
requer indicação médica específica, com informações
na receita sobre o princípio ativo, a dosagem e o número de cápsulas
a ser produzido. Por serem preparados de forma artesanal, os medicamentos manipulados
são específicos para cada paciente, mas, pelas características
do processo, têm a produção menos controlada e padronizada
que a dos remédios industrializados. Por isso a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária recomenda verificar com o médico a
existência de um remédio industrializado antes de optar pela manipulação.
A fórmula de manipulação é uma alternativa interessante
ou única quando:
o medicamento industrializado não contém a dose necessária
para o paciente, caso comum em uso pediátrico;
a fórmula é altamente perecível, como em preparados
para alimentação parenteral;
o paciente não pode ingerir a forma industrializada substituir,
por exemplo, um comprimido por um xarope ou vice-versa;
o médico receita a utilização de várias drogas
ao mesmo tempo e a opção por manipulados pode evitar que se tomem
muitos comprimidos simultaneamente;
a droga receitada saiu do mercado por falta de interesse das indústrias
em produzi-la. Colaboraram
Neide Oliveira e Tatiana Schibuola |