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Divertimento
Fé no mouse e pé na tábua
Nova versão de jogo de computador permite
simular rachas e encher o carro de acessórios

José Edward
Divulgação
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| Carrão: acessórios são conquistados a cada
etapa |
Depois do sucesso mundial do Counter-Strike,
o jogo de computador politicamente incorreto em que os usuários
podem escolher armas pesadas num variado arsenal para liquidar os
adversários, a sensação da atual temporada
é um game que simula uma transgressão comum no submundo
das grandes cidades: os rachas de rua com carros turbinados. Diferentemente
dos joguinhos de corrida e velocidade tradicionais, nos quais os
jogadores pilotam virtualmente carrões esportivos previamente
equipados, como Ferrari e Porsche, no Need for Speed Underground
2, que acaba de chegar às lojas e lan houses, é
possível transformar simples carros de passeio em máquinas
possantes. Até o modesto Corsa está disponível
para essas adaptações.
A primeira versão da série Need
for Speed foi lançada em 1995 e tinha poucas diferenças
em relação aos demais jogos do gênero. No ano
passado, a multinacional americana Electronic Arts, fabricante do
produto, mudou radicalmente o perfil do game, pegando carona no
sucesso do filme Velozes e Furiosos. A exemplo do que ocorre
na fita, o cenário é o universo underground de uma
cidade, no qual aficionados de velocidade equipam suas máquinas
para disputar corridas noturnas, popularmente conhecidas como rachas
ou pegas. Em menos de um ano, foram vendidos cerca de 5 milhões
de cópias do jogo em todo o mundo, superando outros lançamentos
da produtora, como O Senhor dos Anéis e Harry Potter.
A recém-lançada versão
2 do Need for Speed Underground deixou as corridas virtuais
ainda mais emocionantes e parecidas com as do mundo real. A principal
novidade é que, ao contrário da edição
anterior, na qual o jogador aperta uma tecla e entra diretamente
numa pista pré-selecionada, agora ele tem a possibilidade
de se deslocar pelas ruas de uma cidade à procura de concorrentes
para os pegas. No meio do caminho, pode também ser desafiado
por outros aventureiros, e os rachas acabam ocorrendo a qualquer
momento. Os pilotos virtuais têm à disposição
180 percursos.
Paulo Giandalia
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| Thiago Ohara: até quatro horas por dia praticando
o jogo |
À medida que vai vencendo corridas, o jogador acumula dinheiro
para adquirir acessórios e equipamentos que lhe permitem
turbinar e personalizar o carro uma moda conhecida no meio
como tuning (afinar ou aperfeiçoar, em inglês). Além
de modificações estéticas como pinturas
estilizadas, frisos com luzes de neon e rodas com aros de desenho
arrojado , é possível ajustar uma série
de itens de performance, como injeção eletrônica
e suspensão, ou adicionar outros, como turbo e válvula
de nitro, para envenenar o motor. "O jogador pode fazer mais de
70 bilhões de combinações", afirma Adriana
Neves, gerente de produto da Electronic Arts no Brasil. "Isso garante
que cada participante do jogo tenha um carro único."
O jogador conquista o direito de usar alguns
acessórios também quando se revela um bom piloto.
Basta, por exemplo, trocar as marchas no momento certo ou realizar
ultrapassagens bem-feitas. Além dos upgrades mecânicos
e visuais, é possível personalizar o interior do automóvel
instalar megaalto-falantes no porta-malas, por exemplo. A
trilha sonora é outra atração. Ao todo, são
26 opções de música nos estilos hip hop, tecno
e rock alternativo, que podem ser programadas ao longo das jornadas.
Para os marmanjos, um dos atrativos é a onipresença
na tela da estonteante modelo americana Brooke Burke, ex-apresentadora
do programa Wild On, do canal de TV a cabo E! (Entertainment
Television). Ela é uma espécie de agenciadora das
corridas e dá dicas sobre como os jogadores podem se tornar
campeões.
O Need for Speed Underground 2 permite
que até quatro jogadores disputem corridas em rede e traz
como inovação a possibilidade de comunicação
entre usuários de computador e de videogames do tipo PlayStation
2. Para avançar na competição e conseguir acesso
aos torneios com prêmios maiores, o jogador precisa vencer
o máximo de provas, sobretudo as mais perigosas. Conforme
se destaca, pode até virar capa de revistas especializadas
em tuning. "Como não tem regras fixas, esse jogo proporciona
uma emoção atrás da outra", entusiasma-se o
estudante paulista Thiago Ohara, de 19 anos, que chega a passar
quatro horas por dia na frente do computador como piloto virtual.
O preço do jogo, 100 reais, não foge à média
do mercado, mas o computador que ele exige para render tudo o que
pode não é nada simples: precisa ter pelo menos placa
aceleradora de vídeo de 3D de 32 megabytes e 2 gigabites
de espaço livre no disco rígido.
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