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Showbiz
Um pregador chamado Bono
À frente do grupo U2, o irlandês
Bono Vox
dá as cartas no cenário do rock atual. Mas
não só: com sua militância, ele mantém
viva
a idéia de que a música jovem pode ajudar
a melhorar o mundo

Sérgio Martins, de Dublin
O cantor irlandês Bono Vox foi uma figura
ausente nas gravações do 11º disco do U2, How
to Dismantle an Atomic Bomb. O guitarrista The Edge, o baixista
Adam Clayton e o baterista Larry Mullen Jr. tiveram de criar sozinhos
as bases das novas canções da banda de rock mais bem-sucedida
da atualidade. O U2 é uma potência que vendeu mais
de 100 milhões de discos em 24 anos de carreira e lucrou
110 milhões de dólares apenas em sua última
turnê. Outros gigantes do pop, como a americana Madonna e
os ingleses do Rolling Stones, têm vendagens respeitáveis,
mas distantes das que tinham no auge de sua trajetória. A
banda irlandesa, ao contrário, continua em rota de ascensão.
Lançado há quinze dias, seu novo trabalho já
atingiu a marca de 7 milhões de cópias comercializadas
o que faz dele o disco mais vendido no mundo no momento.
No Brasil, o álbum saiu com tiragem inicial de 180.000
cópias, coisa que só ocorre com os campeões
de vendas no país, como Ivete Sangalo e Zeca Pagodinho. Apesar
de ser o líder dessa máquina, Bono anda ocupadíssimo
com outra prioridade: sua cruzada humanitária para ajudar
os países pobres da África a superar problemas como
a aids e o endividamento externo.
O cantor encarna como ninguém a figura
do roqueiro engajado. Mas com uma diferença em relação
aos demais expoentes da categoria: ele tem cacife para se fazer
ouvir pelos líderes mundiais. Em suas peregrinações,
já foi recebido pelo presidente americano George W. Bush,
pelo primeiro-ministro inglês Tony Blair e pelo papa João
Paulo II, entre outros. Como sua agenda também é preenchida
com as reuniões intermináveis à frente da organização
não-governamental que fundou para dar apoio às suas
causas, sobrou pouco tempo para se dedicar ao novo trabalho. Muitas
letras, conta ele, foram rascunhadas em guardanapos e saquinhos
de vômito de avião não por acaso, de
uma companhia do Terceiro Mundo, a Air India. Os resultados da militância
de Bono provam que o bordão "o rock pode mudar o mundo" continua
mais vivo que nunca. "Mesmo que os artistas não tenham poder
político, milhões de pessoas são tocadas por
suas músicas", disse Bono em entrevista exclusiva a VEJA,
realizada na semana passada no estúdio do U2 em Dublin, a
capital da Irlanda.
Não faltam exemplos do poder de mobilização
da música pop. Os artistas não pararam mais de abraçar
causas desde o Concerto para Bangladesh, que reuniu no começo
dos anos 70 os maiores roqueiros da época, num show em Nova
York. Nos anos 80, a fome na Etiópia elevou esse tipo de
evento a um novo patamar. Na Inglaterra, um time de artistas coordenado
pelo irlandês Bob Geldof formou o Band Aid, que chegou ao
topo das paradas com um hit natalino. Em seguida, os americanos
repetiram a fórmula para quem viveu o período,
é impossível não lembrar de We Are the World,
a música em questão. Em 1985, o U2 participou
do megaconcerto que foi um desdobramento natural dessas iniciativas,
o Live Aid. O show marcou o estouro mundial da banda e lançou
Bono como o porta-voz dos chamados excluídos.
Apesar de as intenções declaradas
serem nobres, o engajamento dos roqueiros é encarado com
reticências por uma parcela dos fãs. Uma das razões
é que nem sempre o dinheiro arrecadado com a filantropia
foi parar onde deveria. O pioneiro Concerto para Bangladesh é
emblemático. Do ponto de vista de arrecadação,
ele foi um sucesso que gerou 9 milhões de dólares
e deu origem a um disco e a um filme. Tempos depois de sua realização,
descobriu-se que o dinheiro havia sumido. Outro motivo de desconfiança
é que parte das celebridades mal consegue disfarçar
a pouca sinceridade de seu engajamento. É quase sempre uma
forma de autopromoção e tome gente beijando
a mão do líder tibetano Dalai-Lama e se convertendo
em embaixador dos miseráveis.
Dois tipos de engajados, sobretudo, estão
sujeitos a cair em descrédito. Há os que ficam marcados
com uma imagem antipática por se enfronhar na política
partidária. Na última campanha presidencial americana,
a fina flor da classe artística liberal, de Bruce Springsteen
a Michael Stipe, do grupo R.E.M., usou seu prestígio em favor
do candidato democrata John Kerry. Sua presença no palanque
surtiu o efeito contrário do esperado pelos apoiadores. Muitos
eleitores os viram como uma elite arrogante que tentava ensinar
o povão a votar. O outro tipo de celebridade engajada que
se desgasta com facilidade são as vítimas da "síndrome
da santidade". São aqueles que exibem a aura de guardiões
do bem e acabam tachados de "malas-sem-alça". Aí se
incluem o roqueiro Sting, com sua militância ecochata, e a
cantora Sinéad O'Connor, que atirou para tantos lados que
acabou falando sozinha.
Num terreno em que as credenciais se queimam
tão facilmente, Bono é uma exceção.
Já no surgimento do U2, há 24 anos, ele era um militante
pacifista do tipo que se levava a sério. A banda flertou
com uma música menos politizada em vários momentos,
é verdade, mas o vocalista não deixou de fazer discurso
em seus shows. Mesmo que a um milímetro de cair na chateação,
o vigor da música e das letras do U2 nunca foi posto em questão.
Uma das formas que Bono encontrou para manter intacta sua reputação
de roqueiro é encarar com boa dose de ironia o fato de ser
um popstar. "Sim, eu sou Deus", brincou ele na entrevista a VEJA.
Esse jeito irreverente dá lugar a um
sujeito carola na vida doméstica. Casado há 22 anos
com Ali Stewart, sua namorada de adolescência, o cantor é
pai de quatro filhos: Jordan, Eve, Elijah e John os nomes
inspirados no Evangelho são uma amostra de sua religiosidade
católica. O casal educa a prole à moda antiga, o que
inclui não falar palavrões em família. Bono
e Ali descobriram juntos o gosto pelas cruzadas humanitárias.
Logo depois do Live Aid, enquanto boa parte dos participantes já
mal se lembrava de que a Etiópia existia, Bono e a mulher
foram conhecer o país africano e passaram seis meses
por lá. Ali, por sua vez, se tornaria uma advogada de outra
causa: a ajuda às vítimas do acidente nuclear de Chernobyl.
A primeira grande vitória de Bono em
sua cruzada pelo perdão da dívida externa dos países
do Terceiro Mundo se deu em 1999. À frente de um grupo de
ativistas, ele obteve do G-8, que reúne os sete países
industrializados mais a Rússia, a promessa de perdoar bilhões
de dólares em débitos das nações pobres.
Bono criou a fundação Data para ampliar suas ambições
humanitárias: além de brigar pelo perdão da
dívida, a entidade atua na luta contra a aids na África
e por mais justiça no comércio internacional. Não
é apenas a estampa de roqueiro famoso que faz dele uma figura
influente. Seus interlocutores elogiam seu conhecimento dos temas
em jogo. "A princípio me recusei a recebê-lo, pois
achei que era apenas um popstar querendo aparecer à minha
custa. Mas descobri que Bono é uma pessoa séria, que
domina profundamente suas causas", já declarou Paul O'Neill,
ex-secretário do Tesouro americano. Bono soube cercar-se
de especialistas e montou uma estrutura profissional para cuidar
de seus projetos humanitários.
Apesar do tempo cada vez mais escasso para
se dedicar ao rock, Bono mostra estar em plena forma como vocalista.
How to Dismantle an Atomic Bomb é um disco inspirado.
Ele marca a volta do conjunto às baladas e ao rock básico
de seu início de carreira. Em suas letras, Bono fala menos
de militância e mais de suas emoções, que refletem
a morte do pai, ocorrida em 2001. Ouvido por VEJA na mesma ocasião
da entrevista com o cantor, o baterista Larry Mullen tem seu palpite
a esse respeito: "Quanto mais tempo Bono passa longe do grupo para
se dedicar à militância, maior é sua inspiração".
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O ROCK PODE MUDAR O MUNDO?
Mesmo que não tenha poderes políticos,
o roqueiro entra no pequeno mundo que existe na cabeça
de seus fãs e pode incentivá-los a sair
de casa e mudar o que está errado ao seu redor.
As pessoas precisam acreditar que podem mudar o mundo.
Se deixarem de ter fé nisso, não restará
nada além da alienação.
O SENHOR PODERIA CITAR ALGUNS
FEITOS DO ROCK?
Não fosse pelo rock, eu não teria a crença
de que posso melhorar o planeta em que vivo, e jamais
teria chegado aonde cheguei. Ele tem sido a trilha sonora
das grandes mudanças, da queda do Muro de Berlim
à luta pelo fim do apartheid na África
do Sul. O rock também mudou a maneira de fazer
caridade. Veja os projetos Band Aid e Live Aid, comandados
pelo (cantor irlandês) Bob Geldof nos anos
80. Sua iniciativa de reunir roqueiros para cantar uma
música de Natal e fazer um concerto em prol dos
famintos da Etiópia ajudou muita gente.
O CANTOR BOB MARLEY TINHA SEUS
DISCOS PROIBIDOS POR GOVERNOS AFRICANOS NOS ANOS 70.
O U2 ESTÁ SUJEITO A ESSE TIPO DE REAÇÃO?
É claro. Nosso penúltimo álbum
foi banido em Mianmar, porque o clipe de uma das canções
homenageava um líder revolucionário local.
Atitudes desse tipo não me deixam preocupado.
Mas fico furioso quando governantes e economistas não
me levam a sério. Alguns riem da minha cara,
dizendo: "O que um popstar pode entender de economia?".
O que não suspeitam é que sou rodeado
por pessoas competentes e não estou para brincadeira.
QUAIS SÃO SUAS ARMAS
PARA FAZER VALER SUAS REIVINDICAÇÕES JUNTO
AOS LÍDERES MUNDIAIS?
Duvido que eles me recebam pelo fato de eu ser um cantor
afinado. Na verdade, eles temem a influência de
um artista famoso. Afinal, somos ídolos de muita
gente na faixa dos 18 aos 30 anos e isso faz de nós
formadores de opinião que incomodam. O que eles
não esperam ao abrir as portas para mim, contudo,
é deparar com alguém de inteligência
acima da média, versado em questões financeiras
e que pede ajuda em termos bastante razoáveis.
POR QUE O SENHOR ADOTOU A LUTA
CONTRA A AIDS NA ÁFRICA COMO BANDEIRA?
Porque se trata de uma tragédia sem precedentes.
Em muitos países, escolhe-se quem deve morrer
e quem deve viver: como existem poucos remédios,
comissões decidem quem terá ou não
direito a eles. Há pouco tempo, conheci uma africana
cuja irmã havia acabado de morrer de aids e perguntei
a ela sobre a frustração de não
ter remédios. Ela me disse que, mesmo que os
tivesse, jamais os daria à irmã. Preferia
dá-los às enfermeiras, que trabalham diretamente
com as vítimas da aids.
HÁ ESPERANÇA DE
MELHORAR A SITUAÇÃO?
Sim. Aliás, gostaria de fazer um elogio público
ao governo brasileiro. O empenho do Brasil em fabricar
remédios mais baratos para o combate à
aids serve de inspiração para o mundo.
Ao criar os genéricos e lutar contra os grandes
laboratórios farmacêuticos, o país
mostrou a saída. Até então, todos
achavam isso impossível. Hoje, quando sento para
discutir o problema da África com George W. Bush
ou Tony Blair, cito o Brasil como um exemplo a ser seguido.
E QUAL É A REAÇÃO
DELES?
Eles ficam amedrontados. A propriedade intelectual é
um assunto delicado e a indústria farmacêutica
dos Estados Unidos é uma das principais financiadoras
do governo daquele país. Essa gente nem pode
ouvir falar em remédios genéricos. Eles
querem mais é que a idéia não vingue.
Eu não ligo para o que a indústria farmacêutica
pensa. Quero remédios mais baratos para a população
pobre. A minha principal bandeira é acabar com
o temor dos africanos de "desrespeitar" a indústria
farmacêutica e adotar de uma vez por todas os
genéricos. Os africanos compram dos grandes laboratórios
porque têm medo da reação das potências
mundiais. Mesmo líderes que saíram da
pobreza preferem castigar o povo a adotar o exemplo
brasileiro.
O SENHOR LUTA PELO PERDÃO
DA DÍVIDA DOS PAÍSES AFRICANOS. COMO AJUDAR
ESSES PAÍSES SEM QUE O DINHEIRO OBTIDO SE PERCA
NO RALO DA CORRUPÇÃO?
Não sou ingênuo. A corrupção
é mesmo uma praga no continente africano. Pedimos
perdão apenas às nações
que a combatem de forma ostensiva. É essa postura
que nos garante o apoio do presidente americano George
W. Bush. Ele me garantiu que dobraria o valor da ajuda
monetária dos Estados Unidos à África.
Mas apenas aos países que conseguissem provar
que estão combatendo esse mal.
O MUNDO DO SHOWBIZ SE SENSIBILIZA
COM SUAS CAUSAS?
Atualmente, sou o único artista de peso que participa
da Data, minha organização que luta pelo
perdão da dívida externa dos países
pobres, contra a aids na África e por um comércio
mundial mais justo. Mas tenho insistido para que outras
celebridades colaborem. Há pouco tempo, estive
numa festa na casa de Brad Pitt e encontrei várias
dispostas a ajudar. Tom Hanks, Sean Penn e Julia Roberts
me perguntaram o que podem fazer. Brad até já
se engajou e fez uma viagem à África.
UM ROQUEIRO, DEPOIS DE MORRER,
FICA ATÔNITO AO CHEGAR AO CÉU E DAR DE
CARA COM O SENHOR. "EU NÃO SABIA QUE BONO TINHA
MORRIDO", DIZ ELE. "ELE É DEUS, MAS PENSA QUE
É BONO", EXPLICA UM ANJO. O QUE O SENHOR ACHA
DESSA PIADA?
Sim, eu sou Deus. E, se reconhecer você em meio
ao coro dos que entoam meu nome, deixarei que entre
no céu sem escalas. Também dou minha bênção
a roqueiros que se empenham em causas nobres. O único
senão é que eles têm de morrer na
cruz ao completar 33 anos. Falando sério, sempre
fui egomaníaco. Apesar disso, desde criança
também me preocupei em resolver os problemas
de outras pessoas. Aos 13 anos, fiquei fã de
Bob Dylan e John Lennon. Gostava tanto de ouvi-los que
passei a sonhar com ambos. Eles diziam: "Bono, o mundo
é mais maleável do que você pensa.
Para resolver alguns problemas, basta se esforçar".
É o que tenho feito desde então.
O SENHOR TEM DITO QUE HOW
TO DISMANTLE AN ATOMIC BOMB É O MELHOR TRABALHO
DO U2. ESTÁ CERTO DISSO?
Acho esse disco excelente, mas sempre é preciso
dar um tempo para que as músicas entrem na corrente
sanguínea das pessoas. Só depois disso
é possível responder com firmeza a essa
pergunta. Talvez seja mesmo o melhor trabalho do U2.
Minhas letras estão mais maduras, e mostro até
uma faceta humilde. É um álbum muito pessoal.
A começar pelo título. Eu sou a "bomba
atômica" que dá nome ao CD. Em agosto de
2001, meu pai morreu de câncer. Fiquei ao lado
dele sempre que tive oportunidade. Cheguei a viajar
logo depois dos shows do U2 pela Inglaterra para ficar
a seu lado. Mas, quando ele morreu, pensei que poderia
ter feito mais. Eu me tornei uma bomba humana. Deixei
certas coisas de lado e bebi além da conta. O
disco traz poucas canções engajadas e
mais letras sobre a vida. Meu desespero e minhas contradições
estão ali.
O SENHOR SE PREOCUPA COM O TIPO
DE MÚSICA QUE SEUS FILHOS ADOLESCENTES OUVEM?
DISCOS DE RAP ENTRAM EM SUA CASA, POR EXEMPLO?
Os irlandeses são famosos pela boca suja.
Portanto, não me sinto à vontade para
criticar um artista de rap pelo uso de palavrões.
Mas sou cuidadoso na educação de meus
filhos. Nunca falei palavrão na frente deles.
Eles até ouvem rap, mas faço questão
de que sejam as versões censuradas, em que o
linguajar chulo é substituído por "bips".
Costumo falar a eles que os rappers não são
violentos nem misóginos como suas letras. Digo-lhes
que ouvir suas músicas é como ver um filme
violento, em que homens maus fazem crueldades com as
mulheres tudo não passa de ficção.
SUAS DUAS FILHAS JÁ
NAMORAM?
Não, mas estão empenhadas. E, como um
bom pai, procuro testar os pretendentes delas. Quando
os conheço, ameaço socá-los no
nariz e fico esperando a reação. Talvez
seja por isso que nenhuma delas engatou um namoro ainda.
COMO O SENHOR LIDA COM O ASSÉDIO
DOS FÃS?
Nunca tive problemas com isso, porque faço o
máximo para não chamar atenção.
Raramente saio ou viajo com seguranças. Além
disso, Dublin é uma cidade que não dá
muita bola para nós. Em qualquer lugar do mundo
as pessoas ficariam excitadas ao dar de cara com os
rapazes do U2. Se você parar um dublinense para
dizer que topou com Bono Vox, ele dirá: "E daí?".
O fato de morar na Irlanda me ajuda a lidar com o ego.
O SENHOR ESTÁ ENTRE AQUELES
QUE SE DESILUDIRAM COM O PRIMEIRO-MINISTRO INGLÊS
TONY BLAIR?
Penso que ele nunca deveria ter apoiado a invasão
do Iraque. Mas gosto muito de Blair, pois sei que é
uma pessoa bem-intencionada. Isso para não falar
no fato de que é um roqueiro. Certa vez, dei-lhe
uma guitarra de presente. Tempos depois, fui a um jantar
em sua casa e verifiquei que ela não estava desafinada.
Isso comprova que ele não estava mentindo quando
disse que praticava todos os dias.
COMO CATÓLICO E AO MESMO
TEMPO MILITANTE CONTRA A AIDS, COMO O SENHOR VÊ
A CONDENAÇÃO DO USO DE PRESERVATIVOS PELA
IGREJA?
Meu pai era católico e minha mãe, protestante.
Isso me habilita a lidar com qualquer tipo de diferença
de opinião nessa área. Procuro ajudar
as pessoas sem levar em conta se seguem as idéias
da Igreja ou não. Religião, seja ela qual
for, é antes de tudo um meio de nos aproximarmos
de Deus. Nada melhor para isso do que fazer o bem.
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