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Cartas
 | "À
primeira vista, parece que Lula acertou ao designar um médico para tirar o Brasil
da UTI." Marcelo Finkler Marau,
RS | Empregos
Na reportagem de capa "A volta dos empregos" (8 de dezembro), além de ser
extremamente positiva, VEJA me dá a sensação de um pai inteligente
que investiga, corrige e na hora certa elogia o filho, sempre no controle da situação.
Jorvandes Rodrigues Marçal
Cosmópolis, SP Depois vem o intelectual
FHC dizer que o atual governo é "incompetente e que o rei está nu".
Creio que passar mais tempo fora do país do que dentro tem levado nosso
ex-presidente a ter informações inverídicas sobre o que acontece
aqui. É hora de ele começar a ler VEJA para se tornar um homem mais
bem informado. Kyssiêh Robert Martins
Fortaleza, CE Chegamos à conclusão
de que os números positivos em relação à economia
foram obtidos graças à manutenção da política
econômica já praticada em nosso país desde o governo anterior
e duramente criticada pelo atual. Portanto, não houve uma implementação
de programas ou incentivos por parte do governo para obter esses resultados. Em
relação aos empregos, constatamos que apenas os profissionais qualificados,
com cursos no exterior, que puderam custear isso graças a um padrão
de vida estável, estão conseguindo vagas no mercado de trabalho.
Lucas Stainski de Maria
Londrina, PR Foi reconfortante saber que
a grande massa desempregada do país vai poder trabalhar. Engenheiros, arquitetos
e programadores que falam alemão e saíram do ITA, enfim, poderão
deixar as estatísticas do desemprego. Agora o Brasil vai adiante, com sua
nação de poliglotas, seus diplomas da FGV e da London School of
Economics. Acabou o sofrimento, rumo ao Primeiro Mundo! Ismael
Benigno Neto Manaus, AM
Haiti Leitor e
assinante há 37 anos, nunca havia sentido tanta vontade de me manifestar.
No editorial do último número ("Laboratório do caos", Carta
ao leitor, 8 de dezembro) lê-se relato do jornalista André Petry:
"O governo do (...) é inepto, violento e autoritário. Sua polícia
é corrupta, brutal, envolvida em assassinatos, seqüestros, estupros
e tráfico de drogas". Mais adiante: "As ruas estão entregues a bandos
políticos armados que disputam espaço a bala com gangues de criminosos
comuns". Está falando do Rio de Janeiro? Não, do Haiti. Roberto
F. Barbosa, cidadão angustiado
Belo Horizonte, MG "O atoleiro em que o
Brasil se meteu" (8 de dezembro) é uma das melhores reportagens que li
nos últimos tempos. Texto primoroso, fotos impressionantes, abordagem precisa,
profundamente esclarecedora. Um alerta para nossas autoridades tão obcecadas
pela vaga no Conselho de Segurança da ONU. Que o brilhante trabalho de
André Petry e Paulo Vitale lance um novo olhar sobre o Haiti e não
seja prenúncio de uma tragédia com nossos soldados, envolvidos numa
missão tão nobre quanto nebulosa. Ricardo
Azeredo Por e-mail
VEJA poderia publicar mais reportagens como essa. É delicioso ler textos
que nos remetem a culturas diferentes, mesmo que estas estejam marcadas pela indigência,
como ocorre com o Haiti. Sob as lentes de André Petry e Paulo Vitale, senti-me
passeando pelas ruas e vielas conspurcadas do Haiti tive a mesma sensação
ao ler uma reportagem especial sobre Cuba, publicada anteriormente pela revista.
Luiz Carlos Ferreira
Natal, RN Pungente a reportagem sobre o
Haiti. Um soco no estômago de todos nós, americanos do Sul e do Norte.
Por que tanta indiferença com esse país? Deve ser porque todos nós
temos nosso lado haitiano. Adilson Bastos
São Paulo, SP Justiça
Não é verdade que a Justiça
Federal tenha apreendido o passaporte de Paulo Maluf, como está na reportagem
"Lembra daquele caso?" (8 de dezembro). Paulo Maluf entregou seu passaporte à
Justiça Federal, de modo próprio, no dia 11 de maio deste ano (fato
amplamente noticiado pelos jornais na época), por intermédio de
seu advogado José Roberto Leal. Adilson
Laranjeira Assessor de imprensa de Paulo
Maluf São Paulo, SP
MST Muito bem-feita a reportagem "Sem-terra com
casa e carro" (8 de dezembro), sobre a realidade brasileira do campo. Enquanto
o governo desinformado joga fora nosso dinheiro, os sem-terra, pregando doutrinas
anacrônicas, promovem o furto institucionalizado, em detrimento dos bóias-frias,
que, vestidos de farrapos e com as mãos calejadas, são os verdadeiros
trabalhadores rurais. Carlos Alberto Almeida
Campina Grande, PB Finalmente estão
sendo mostradas a verdadeira cara do MST e a verdadeira "liderança" do
senhor José Rainha no Pontal do Paranapanema há anos que
os "andorinhas" voam e o MST arregimenta todo tipo de pessoa para aumentar o número
de militantes. Neusa M. Stranghette
Por e-mail Canção
Nova Muito boa a reportagem "O gigante carismático"
(8 de dezembro), sobre a inauguração do centro de evangelização.
Estive na inauguração do centro e me espantou a quantidade de pessoas
presentes. Ver aquilo totalmente lotado no domingo é algo inexplicável.
Creio serem muito importantes iniciativas desse tipo, que levam as pessoas a encontrar
a paz e a esperança, independentemente da confissão religiosa.
Laercio Henrique Simões
São Paulo, SP Com a Renovação
Carismática Católica, a Igreja mostra que topa qualquer coisa para
arrebanhar mais fiéis e mantê-los sob uma ótica simplista,
incentivando o proselitismo cada vez mais supersticioso e exortando os fiéis
ao abandono do pensamento. Aurélio Bulhões
Pedreira de Moraes São José
dos Campos, SP Gente
Vera Fischer, quem diria? Não tendo mais como chamar atenção,
parece que vai seguir o exemplo de Rita Cadilac ("Quanto mais curto, melhor",
Gente, 8 de dezembro). Geraldo Nardi
Colatina, ES Televisão
Os fatos noticiados na reportagem "Mulheres apaixonadas"
(8 de dezembro), de Ricardo Valladares, causam espanto. Pessoalmente não
tenho o hábito de assistir a novelas, mas não posso deixar de manifestar
meu repúdio e indignação pelo que estão tentando fazer,
ou seja, impor à força a idéia de que o homossexualismo é
algo normal e bom, e que as pessoas que vivem relacionamentos dessa natureza não
sofrem problemas, sendo esse um comportamento que deve ser encarado como normal
por todos. Ana Luiza Lazzarini Lemos
Campo Grande, MS Reprovo a atitude dos
autores colocando a história de casais homossexuais ao lado de heterossexuais,
subvertendo os valores da nossa sociedade e fazendo com que isso pareça
mais "normal", ou mais "comum", ou pelo menos "mais aceitável" do que realmente
é. O romantismo do herói e da mocinha que se apaixonam e passam
por inúmeras dificuldades até conseguir ficar juntos é um
roteiro muito mais atraente. O que a televisão e a cultura brasileiras
ganham com coisas assim? Mônica Skrabe Guterres
Florianópolis, SC Não seria
mais prudente estudar o assunto com mais profundidade, procurando saber quais
as razões de as coisas serem como são? A natureza é perfeita.
É o homem que, ao se julgar mais sábio do que Deus, provoca uma
desordem tal que acaba por perder a dignidade humana. Não é possível
que cenas de lésbicas não tenham provocado reações
contrárias. Penso que cada vez mais há um incentivo, por parte da
mídia, para tornar "naturais" situações que deveriam ser
objeto de tratamento. Cristina Pacheco
São Paulo, SP Ferran Adrià
Fiquei encafifado com uma declaração
do senhor Ferran Adrià (Amarelas, 8 de dezembro). Ele diz que, "dos dez
melhores gourmets do mundo, três são brasileiros". Ora, isso significa
que ele conhece todos os gourmets do mundo, para escolher os dez, e dentre eles
os três compatriotas. Ou será que ele só considera gourmet
quem come no restaurante dele? Ozório Florenção
Vassouras, RJ Vinho
A reportagem "Regras para o bom não-conhecedor" (8 de dezembro) foi muito
boa para espantar o esnobismo e a afetação. O grande apreciador
inglês Harry Waugh dizia dos vinhos coisas como "equilibrado", "fechado
demais para ser consumido agora" ou "fácil de ser apreciado". Essas são
descrições úteis e ponderadas. Muitas vezes me pergunto por
que as descrições exageradas que lançam mão de toda
uma feira livre de frutas e outros odores e sabores fazem tanto sucesso. Talvez
porque algumas pessoas gostem de ver associadas ao vinho que vão beber
palavras estrondosas, fáceis de repetir à mesa junto com o nome
no rótulo e o preço da garrafa. Guilherme
Rodrigues Curitiba, PR Música
Quem ama a música clássica desenvolve um
certo culto a Beethoven. Mesmo suas consideradas obras pequenas, tais como Fidélio
e A Vitória de Wellington, alcançam o céu ("O romântico
pragmático", 8 de dezembro)! João
Evangelista Teixeira Lima Vila Velha,
ES Arquitetura Assim
como na China, o Brasil também poderia ter várias obras faraônicas.
A única diferença é que o dinheiro aqui investido é
desviado. Isso quando as obras não são abandonadas no meio do caminho
simplesmente por questões políticas. Quem tem um pouco de memória
(e que infelizmente não a usa na hora de votar) deve se lembrar de alguns
casos aqui no Nordeste ou em São Paulo, por exemplo ("Mania de grandeza",
8 de dezembro). Marcelo Henrique Alves
de Araújo Natal, RN
Linguagem "Mother" (mãe) não só é
a palavra mais bonita da língua inglesa como a mais bonita em qualquer
idioma, tanto por seu significado quanto pela importância, representando
todas as outras palavras envolvidas na pesquisa: sorriso ("smile"), amor ("love"),
eternidade ("eternity"), paixão que dura ("passion"), dedicação
ao filho, palavras essas qualitativas da mãe. Aproveito a oportunidade
para desejar feliz aniversário à minha, Alegria Soares ("Em primeiro,
mãe", 8 de dezembro). Danielle Soares
da Costa Rocha Belém, PA
Cartas Com relação
ao assunto do quadro "Adão e Eva tinham umbigo?" (Cartas, 8 de dezembro),
vale considerar o seguinte: antes de sustentar a semelhança antropomórfica
entre o Criador e o ser humano, é necessário não esquecer
nem desprezar outros aspectos. Entre as três grandes religiões monoteístas,
apenas o cristianismo é monoteísta-trinitarista. Crê em um
Deus que se manifesta na Trindade como Pai, Filho e Espírito Santo. Crê,
portanto, num Deus que em sua essência é um ser relacional. E é
aí que está, de fato, a principal semelhança entre Deus e
a humanidade. Tal como Deus, o homem é um ser relacional, dotado com o
livre-arbítrio, o dom da linguagem e de governo, o gosto pelas artes, o
riso e o choro. Egon Lohmann
Curitiba, PR Polícia Cumprimento
VEJA pela interessante reportagem "O crime na tevê" (1º de dezembro).
A arte imita a vida, mas muitas vezes é necessário que a arte nos
mostre o que está sendo feito na vida real. Esses seriados apresentam uma
ficção muito próxima da realidade, e têm despertado
em diversos profissionais e curiosos um interesse crescente pela área da
criminalística com análise de DNA. Como instituição
de ensino, temos recebido constantes consultas a respeito do tema. Pensando nessa
necessidade dos profissionais brasileiros, estamos desenvolvendo em parceria com
a Universidade da Flórida um curso de extensão a distância
em DNA forense. Esse curso tem como objetivo capacitar profissionais na análise
criminalística de DNA, e é referendado pelo Conselho Americano de
DNA, que estabelece normas para o trabalho do FBI. Valdecir
Bertoncello Diretor de pós-graduação Centro
Universitário de Maringá www.cesumar.br Maringá,
PR Guerra no trânsito Nunca
dificulto a passagem pela pista da esquerda. Se o trânsito estiver lento,
uso a pista da direita. Só uso a pista da esquerda quando estou andando
rápido e a pista da direita está ocupada, ou para ultrapassagem.
Em qualquer situação, quando estou na pista da esquerda e percebo
alguém vindo mais rápido ou pedindo passagem, cedo logo que possível.
Se essa regra de uso e preferência de ultrapassagem na pista da esquerda
fosse mais respeitada, diminuiriam as ocorrências desse problema que estressa
tanto ("Rua ou ringue?", 8 de dezembro). Antonio
Moacir Lisboa Giordano Recife, PE
Valeu, Lucia! Os homens no trânsito são
um perigo. Melhor educá-los a sapatadas. Quando me mudei para Uberlândia,
vinda de uma cidadezinha paulista, os motoristas uberlandenses, formados na escola
paulistana, irritados com minha insegura lentidão, punham a cabeça
para fora e insultavam: "Tá passeando, dona Maria?". Senti-me vingada. Clori
Fernandes Maciel Uberlândia, MG
Equilíbrio mental Cumprimento
a revista VEJA pela excelente matéria sobre "O equilíbrio do cérebro
e da alma" (1º de dezembro). Cabe esclarecer à opinião pública
que a psicanálise, como foi apresentada pela matéria, corresponde
a uma teoria, hoje universal, sobre a compreensão do desenvolvimento e
funcionamento da mente, por meio de uma prática exclusiva dos psicanalistas.
Essa mesma teoria também é a base para o conhecimento do funcionamento
da mente para várias psicoterapias dinâmicas e/ou psicanalíticas
que são praticadas, muitas vezes, de forma diferente da psicanálise.
Essas psicoterapias são, imediatamente, a segunda opção psicoterapêutica
para vários dos quadros clínicos citados pela reportagem quando,
após algum tempo, as psicoterapias cognitivo-comportamentais não
atingem seus objetivos. As psicoterapias dinâmicas são tratamentos
que podem se desenvolver com objetivos específicos, tendo conseqüentemente
menor duração e custo. A ciência atual considera a intervenção
do meio ambiente (relacionamentos) como fator de mudança neurobiológica.
O ser humano é o resultado de uma relação ou relacionamento,
desenvolve-se dentro e em função de relacionamentos e também
adoece nele ou em função dele. José
T. Thomé Coordenador do departamento
de psicoterapia da Associação Brasileira de Psiquiatria
Coordenador do departamento de psicodinâmica do Instituto Sedes Sapientiae
de São Paulo São Paulo, SP
Animais de estimação Durante a salutar leitura
sobre nossos laços de amizade com uma ínfima parcela da biodiversidade
mundial, senti a carência de algumas informações importantes
("Dez mil anos de amizade", 24 de novembro). A primeira, sobre as enormes cifras
que o mercado negro de animais silvestres e de seus subprodutos movimenta mundialmente
e os prejuízos sociais e ambientais que essas atividades geram. A segunda,
sobre os malefícios que a introdução de espécies animais
e vegetais exóticas causa à natureza, pois essa atividade, além
de já ocupar o segundo lugar entre as inúmeras fontes de extinção
no mundo, pode gerar a perda de interações ecológicas, alterando
o funcionamento dos ecossistemas. A terceira, a respeito das vultosas quantias
que são gastas nas esferas governamental e não-governamental na
tentativa de reparar os danos acima ressaltados, muitas vezes sem conseguir resultados
que gerem sua interrupção ou diminuição. Portanto,
para a reflexão dos leitores desse importante veículo de formação
de opinião nacional, sugiro uma pergunta: como nós amamos os animais?
À luz desse questionamento, me parece que de uma forma inconseqüente
e um tanto quanto superficial e egoísta... Henrique
L.T. Zaluar Chefe do Parque Nacional do
Itatiaia Analista ambiental do Ibama Doutor em ecologia/UFRJ Itatiaia,
RJ Medicina Psoríase
é a doença de pele do personagem do filme Crimes de um Detetive,
mencionado na seção VEJA Recomenda da edição 1 882
(1º de dezembro). Como presidente da Associação Brasiliense
de Psoríase (Abrapse) e principalmente como portador dessa doença,
fico muito satisfeito com o lançamento do filme no Brasil e com a recomendação
da revista VEJA, pois isso ajudará muito na divulgação da
psoríase em nossa sociedade. Acredita-se que aproximadamente 5 milhões
de brasileiros sofram com a doença, porém pouquíssimos a
desenvolvem em um estado tão grave como o que é mostrado no filme.
Apesar de tanta gente sofrer de psoríase, acredita-se também que
80% da população nunca tenha escutado a palavra. Essa é uma
moléstia crônica, sem cura e não contagiosa. Como a psoríase
não afeta nenhum órgão vital, não é uma doença
vital, mas, por afetar profundamente a pele e, em conseqüência, a aparência
das pessoas, ela provoca grandes prejuízos na qualidade de vida dos portadores.
No dia 29 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Psoríase, e no Brasil
estamos tentando oficializar essa data como o Dia Nacional de Combate à
Psoríase, com a aprovação do Projeto de Lei do Senado n°
282, de 2004, de autoria do senador Delcídio Amaral, do PT de Mato Grosso
do Sul. Haroldo Feitosa Tajra Associação
Brasiliense de Psoríase (Abrapse) www.abrapse.pop.com.br
Foi muito agradável ver VEJA abordando o tema doença
de Alzheimer na edição 1 881 ("Memória fora do ar", 24 de
novembro). Já era tempo de a grande mídia dar destaque a essa grave
questão de saúde pública com seriedade, pois ela vitima mais
de 1 milhão de brasileiros e suas famílias de forma cruel e devastadora.
Informação correta e solidariedade são as armas mais eficazes
no enfrentamento da doença, tanto do ponto de vista científico como
humano. O Brasil tem o maior portal de conteúdo na internet sobre a doença
de Alzheimer. Doutor Norton Sayeg, geriatra
www.alzheimermed.com.br São Paulo, SP
CORREÇÃO: Na nota "O custo das filas
do SUS" (Contexto, 8 de dezembro), o correto é dizer que os hospitais e
clínicas do SUS internam 11,6 milhões de pessoas por ano. 
| NÃO É DO EXÉRCITO
Gerson
de Mello, coronel da reserva remunerada do Exército Brasileiro, de Campo
Grande, Mato Grosso do Sul, leu a matéria "Remédios com antena de
rádio" (8 de dezembro de 2004) e não gostou de ver a foto de um
cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro sendo identificada como a de
um soldado do Exército. "O símbolo que aparece na divisa do cabo
(duas garruchas cruzadas) é característico das polícias militares",
diz Mello, para quem o fato "envolveu na reportagem quem não tem nada a
ver com o combate ao crime organizado". Ele tem razão. |
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| O COMBATE À SÍFILIS EM 2005
Mauro
Romero Leal Passos, do setor de doenças sexualmente transmissíveis
da Universidade Federal Fluminense, aproveitou a leitura do quadro "A tragédia
de Tuskegee" (1º de dezembro), sobre o estudo com vítimas da sífilis
realizado nos Estados Unidos de 1932 a 1972, para lembrar que em 2005 fará
100 anos que o Treponema pallidun (agente causador da sífilis) foi
descrito. "Nós da Universidade Federal Fluminense, Sociedade Brasileira
de DST e Associação Latino-Americana e Caribenha para o Controle
das DST realizaremos em abril uma série de atividades para fazer frente
ao problema da sífilis", escreve Passos. Ele espera que com esses eventos
"a massa dominante de nossa sociedade desperte para uma maior ação
no enfrentamento das DST". Quem quiser saber mais sobre as DST pode acessar a
página www.uff.br/dst
na internet. | |
| UMA MÃE VITORIOSA
Ao
ler a reportagem "A vitória de chegar ao berço" (24 de novembro),
o leitor Takeyuti Ykeuti Filho, de Itapeva, no interior paulista, escreveu para
contar a luta heróica de sua esposa, Marisa Carolina Mena, entrevistada
por VEJA na reportagem "Eu tive câncer" (29 de setembro de 1999). Na época,
Marisa havia acabado de ganhar sua primeira criança, Gabriella, fruto de
uma gravidez difícil, durante a qual lutou com sucesso contra um câncer
no cérebro. "Nunca vi uma pessoa tão determinada e disposta a viver",
afirma Takeyuti. Mas, no início do ano, com a confirmação
da segunda gravidez, Marisa recebeu a notícia de que estava com um novo
tumor, dessa vez maior, que a fez passar por três cirurgias. O bebê
nasceu em julho, depois de sete meses de gestação. Dois meses depois,
Marisa morreu, aos 28 anos. "Ela perguntava sempre quanto tempo teria de agüentar
para que nosso filho nascesse bem. Foi uma vitoriosa", diz Takeyuti. |
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