Edição 1884 . 15 de dezembro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"À primeira vista, parece que Lula acertou ao designar um médico para tirar o Brasil da UTI."
Marcelo Finkler
Marau, RS

Empregos

Na reportagem de capa "A volta dos empregos" (8 de dezembro), além de ser extremamente positiva, VEJA me dá a sensação de um pai inteligente que investiga, corrige e na hora certa elogia o filho, sempre no controle da situação.
Jorvandes Rodrigues Marçal
Cosmópolis, SP

Depois vem o intelectual FHC dizer que o atual governo é "incompetente e que o rei está nu". Creio que passar mais tempo fora do país do que dentro tem levado nosso ex-presidente a ter informações inverídicas sobre o que acontece aqui. É hora de ele começar a ler VEJA para se tornar um homem mais bem informado.
Kyssiêh Robert Martins
Fortaleza, CE

Chegamos à conclusão de que os números positivos em relação à economia foram obtidos graças à manutenção da política econômica já praticada em nosso país desde o governo anterior e duramente criticada pelo atual. Portanto, não houve uma implementação de programas ou incentivos por parte do governo para obter esses resultados. Em relação aos empregos, constatamos que apenas os profissionais qualificados, com cursos no exterior, que puderam custear isso graças a um padrão de vida estável, estão conseguindo vagas no mercado de trabalho.
Lucas Stainski de Maria
Londrina, PR

Foi reconfortante saber que a grande massa desempregada do país vai poder trabalhar. Engenheiros, arquitetos e programadores que falam alemão e saíram do ITA, enfim, poderão deixar as estatísticas do desemprego. Agora o Brasil vai adiante, com sua nação de poliglotas, seus diplomas da FGV e da London School of Economics. Acabou o sofrimento, rumo ao Primeiro Mundo!
Ismael Benigno Neto
Manaus, AM

 

Haiti

Leitor e assinante há 37 anos, nunca havia sentido tanta vontade de me manifestar. No editorial do último número ("Laboratório do caos", Carta ao leitor, 8 de dezembro) lê-se relato do jornalista André Petry: "O governo do (...) é inepto, violento e autoritário. Sua polícia é corrupta, brutal, envolvida em assassinatos, seqüestros, estupros e tráfico de drogas". Mais adiante: "As ruas estão entregues a bandos políticos armados que disputam espaço a bala com gangues de criminosos comuns". Está falando do Rio de Janeiro? Não, do Haiti.
Roberto F. Barbosa, cidadão angustiado
Belo Horizonte, MG

"O atoleiro em que o Brasil se meteu" (8 de dezembro) é uma das melhores reportagens que li nos últimos tempos. Texto primoroso, fotos impressionantes, abordagem precisa, profundamente esclarecedora. Um alerta para nossas autoridades tão obcecadas pela vaga no Conselho de Segurança da ONU. Que o brilhante trabalho de André Petry e Paulo Vitale lance um novo olhar sobre o Haiti e não seja prenúncio de uma tragédia com nossos soldados, envolvidos numa missão tão nobre quanto nebulosa.
Ricardo Azeredo
Por e-mail

VEJA poderia publicar mais reportagens como essa. É delicioso ler textos que nos remetem a culturas diferentes, mesmo que estas estejam marcadas pela indigência, como ocorre com o Haiti. Sob as lentes de André Petry e Paulo Vitale, senti-me passeando pelas ruas e vielas conspurcadas do Haiti – tive a mesma sensação ao ler uma reportagem especial sobre Cuba, publicada anteriormente pela revista.
Luiz Carlos Ferreira
Natal, RN

Pungente a reportagem sobre o Haiti. Um soco no estômago de todos nós, americanos do Sul e do Norte. Por que tanta indiferença com esse país? Deve ser porque todos nós temos nosso lado haitiano.
Adilson Bastos
São Paulo, SP

 

Justiça

Não é verdade que a Justiça Federal tenha apreendido o passaporte de Paulo Maluf, como está na reportagem "Lembra daquele caso?" (8 de dezembro). Paulo Maluf entregou seu passaporte à Justiça Federal, de modo próprio, no dia 11 de maio deste ano (fato amplamente noticiado pelos jornais na época), por intermédio de seu advogado José Roberto Leal.
Adilson Laranjeira
Assessor de imprensa de Paulo Maluf
São Paulo, SP

 

MST

Muito bem-feita a reportagem "Sem-terra com casa e carro" (8 de dezembro), sobre a realidade brasileira do campo. Enquanto o governo desinformado joga fora nosso dinheiro, os sem-terra, pregando doutrinas anacrônicas, promovem o furto institucionalizado, em detrimento dos bóias-frias, que, vestidos de farrapos e com as mãos calejadas, são os verdadeiros trabalhadores rurais.
Carlos Alberto Almeida
Campina Grande, PB

Finalmente estão sendo mostradas a verdadeira cara do MST e a verdadeira "liderança" do senhor José Rainha no Pontal do Paranapanema – há anos que os "andorinhas" voam e o MST arregimenta todo tipo de pessoa para aumentar o número de militantes.
Neusa M. Stranghette
Por e-mail

 

Canção Nova

Muito boa a reportagem "O gigante carismático" (8 de dezembro), sobre a inauguração do centro de evangelização. Estive na inauguração do centro e me espantou a quantidade de pessoas presentes. Ver aquilo totalmente lotado no domingo é algo inexplicável. Creio serem muito importantes iniciativas desse tipo, que levam as pessoas a encontrar a paz e a esperança, independentemente da confissão religiosa.
Laercio Henrique Simões
São Paulo, SP

Com a Renovação Carismática Católica, a Igreja mostra que topa qualquer coisa para arrebanhar mais fiéis e mantê-los sob uma ótica simplista, incentivando o proselitismo cada vez mais supersticioso e exortando os fiéis ao abandono do pensamento.
Aurélio Bulhões Pedreira de Moraes
São José dos Campos, SP

 

Gente

Vera Fischer, quem diria? Não tendo mais como chamar atenção, parece que vai seguir o exemplo de Rita Cadilac ("Quanto mais curto, melhor", Gente, 8 de dezembro).
Geraldo Nardi
Colatina, ES

 

Televisão

Os fatos noticiados na reportagem "Mulheres apaixonadas" (8 de dezembro), de Ricardo Valladares, causam espanto. Pessoalmente não tenho o hábito de assistir a novelas, mas não posso deixar de manifestar meu repúdio e indignação pelo que estão tentando fazer, ou seja, impor à força a idéia de que o homossexualismo é algo normal e bom, e que as pessoas que vivem relacionamentos dessa natureza não sofrem problemas, sendo esse um comportamento que deve ser encarado como normal por todos.
Ana Luiza Lazzarini Lemos
Campo Grande, MS

Reprovo a atitude dos autores colocando a história de casais homossexuais ao lado de heterossexuais, subvertendo os valores da nossa sociedade e fazendo com que isso pareça mais "normal", ou mais "comum", ou pelo menos "mais aceitável" do que realmente é. O romantismo do herói e da mocinha que se apaixonam e passam por inúmeras dificuldades até conseguir ficar juntos é um roteiro muito mais atraente. O que a televisão e a cultura brasileiras ganham com coisas assim?
Mônica Skrabe Guterres
Florianópolis, SC

Não seria mais prudente estudar o assunto com mais profundidade, procurando saber quais as razões de as coisas serem como são? A natureza é perfeita. É o homem que, ao se julgar mais sábio do que Deus, provoca uma desordem tal que acaba por perder a dignidade humana. Não é possível que cenas de lésbicas não tenham provocado reações contrárias. Penso que cada vez mais há um incentivo, por parte da mídia, para tornar "naturais" situações que deveriam ser objeto de tratamento.
Cristina Pacheco
São Paulo, SP

 

Ferran Adrià

Fiquei encafifado com uma declaração do senhor Ferran Adrià (Amarelas, 8 de dezembro). Ele diz que, "dos dez melhores gourmets do mundo, três são brasileiros". Ora, isso significa que ele conhece todos os gourmets do mundo, para escolher os dez, e dentre eles os três compatriotas. Ou será que ele só considera gourmet quem come no restaurante dele?
Ozório Florenção

Vassouras, RJ

 

Vinho

A reportagem "Regras para o bom não-conhecedor" (8 de dezembro) foi muito boa para espantar o esnobismo e a afetação. O grande apreciador inglês Harry Waugh dizia dos vinhos coisas como "equilibrado", "fechado demais para ser consumido agora" ou "fácil de ser apreciado". Essas são descrições úteis e ponderadas. Muitas vezes me pergunto por que as descrições exageradas que lançam mão de toda uma feira livre de frutas e outros odores e sabores fazem tanto sucesso. Talvez porque algumas pessoas gostem de ver associadas ao vinho que vão beber palavras estrondosas, fáceis de repetir à mesa junto com o nome no rótulo e o preço da garrafa.
Guilherme Rodrigues
Curitiba, PR

 

Música

Quem ama a música clássica desenvolve um certo culto a Beethoven. Mesmo suas consideradas obras pequenas, tais como Fidélio e A Vitória de Wellington, alcançam o céu ("O romântico pragmático", 8 de dezembro)!
João Evangelista Teixeira Lima
Vila Velha, ES

 

Arquitetura

Assim como na China, o Brasil também poderia ter várias obras faraônicas. A única diferença é que o dinheiro aqui investido é desviado. Isso quando as obras não são abandonadas no meio do caminho simplesmente por questões políticas. Quem tem um pouco de memória (e que infelizmente não a usa na hora de votar) deve se lembrar de alguns casos aqui no Nordeste ou em São Paulo, por exemplo ("Mania de grandeza", 8 de dezembro).
Marcelo Henrique Alves de Araújo
Natal, RN

 

Linguagem

"Mother" (mãe) não só é a palavra mais bonita da língua inglesa como a mais bonita em qualquer idioma, tanto por seu significado quanto pela importância, representando todas as outras palavras envolvidas na pesquisa: sorriso ("smile"), amor ("love"), eternidade ("eternity"), paixão que dura ("passion"), dedicação ao filho, palavras essas qualitativas da mãe. Aproveito a oportunidade para desejar feliz aniversário à minha, Alegria Soares ("Em primeiro, mãe", 8 de dezembro).
Danielle Soares da Costa Rocha
Belém, PA

 

Cartas

Com relação ao assunto do quadro "Adão e Eva tinham umbigo?" (Cartas, 8 de dezembro), vale considerar o seguinte: antes de sustentar a semelhança antropomórfica entre o Criador e o ser humano, é necessário não esquecer nem desprezar outros aspectos. Entre as três grandes religiões monoteístas, apenas o cristianismo é monoteísta-trinitarista. Crê em um Deus que se manifesta na Trindade como Pai, Filho e Espírito Santo. Crê, portanto, num Deus que em sua essência é um ser relacional. E é aí que está, de fato, a principal semelhança entre Deus e a humanidade. Tal como Deus, o homem é um ser relacional, dotado com o livre-arbítrio, o dom da linguagem e de governo, o gosto pelas artes, o riso e o choro.
Egon Lohmann
Curitiba, PR

 

Polícia

Cumprimento VEJA pela interessante reportagem "O crime na tevê" (1º de dezembro). A arte imita a vida, mas muitas vezes é necessário que a arte nos mostre o que está sendo feito na vida real. Esses seriados apresentam uma ficção muito próxima da realidade, e têm despertado em diversos profissionais e curiosos um interesse crescente pela área da criminalística com análise de DNA. Como instituição de ensino, temos recebido constantes consultas a respeito do tema. Pensando nessa necessidade dos profissionais brasileiros, estamos desenvolvendo em parceria com a Universidade da Flórida um curso de extensão a distância em DNA forense. Esse curso tem como objetivo capacitar profissionais na análise criminalística de DNA, e é referendado pelo Conselho Americano de DNA, que estabelece normas para o trabalho do FBI.
Valdecir Bertoncello
Diretor de pós-graduação
Centro Universitário de Maringá
www.cesumar.br
Maringá, PR

 

Guerra no trânsito

Nunca dificulto a passagem pela pista da esquerda. Se o trânsito estiver lento, uso a pista da direita. Só uso a pista da esquerda quando estou andando rápido e a pista da direita está ocupada, ou para ultrapassagem. Em qualquer situação, quando estou na pista da esquerda e percebo alguém vindo mais rápido ou pedindo passagem, cedo logo que possível. Se essa regra de uso e preferência de ultrapassagem na pista da esquerda fosse mais respeitada, diminuiriam as ocorrências desse problema que estressa tanto ("Rua ou ringue?", 8 de dezembro).
Antonio Moacir Lisboa Giordano
Recife, PE  

Valeu, Lucia! Os homens no trânsito são um perigo. Melhor educá-los a sapatadas. Quando me mudei para Uberlândia, vinda de uma cidadezinha paulista, os motoristas uberlandenses, formados na escola paulistana, irritados com minha insegura lentidão, punham a cabeça para fora e insultavam: "Tá passeando, dona Maria?". Senti-me vingada.
Clori Fernandes Maciel
Uberlândia, MG

 

Equilíbrio mental

Cumprimento a revista VEJA pela excelente matéria sobre "O equilíbrio do cérebro e da alma" (1º de dezembro). Cabe esclarecer à opinião pública que a psicanálise, como foi apresentada pela matéria, corresponde a uma teoria, hoje universal, sobre a compreensão do desenvolvimento e funcionamento da mente, por meio de uma prática exclusiva dos psicanalistas. Essa mesma teoria também é a base para o conhecimento do funcionamento da mente para várias psicoterapias dinâmicas e/ou psicanalíticas que são praticadas, muitas vezes, de forma diferente da psicanálise. Essas psicoterapias são, imediatamente, a segunda opção psicoterapêutica para vários dos quadros clínicos citados pela reportagem quando, após algum tempo, as psicoterapias cognitivo-comportamentais não atingem seus objetivos. As psicoterapias dinâmicas são tratamentos que podem se desenvolver com objetivos específicos, tendo conseqüentemente menor duração e custo. A ciência atual considera a intervenção do meio ambiente (relacionamentos) como fator de mudança neurobiológica. O ser humano é o resultado de uma relação ou relacionamento, desenvolve-se dentro e em função de relacionamentos e também adoece nele ou em função dele.
José T. Thomé
Coordenador do departamento de psicoterapia
da Associação Brasileira de Psiquiatria
Coordenador do departamento de psicodinâmica
do Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo
São Paulo, SP

 

Animais de estimação

Durante a salutar leitura sobre nossos laços de amizade com uma ínfima parcela da biodiversidade mundial, senti a carência de algumas informações importantes ("Dez mil anos de amizade", 24 de novembro). A primeira, sobre as enormes cifras que o mercado negro de animais silvestres e de seus subprodutos movimenta mundialmente e os prejuízos sociais e ambientais que essas atividades geram. A segunda, sobre os malefícios que a introdução de espécies animais e vegetais exóticas causa à natureza, pois essa atividade, além de já ocupar o segundo lugar entre as inúmeras fontes de extinção no mundo, pode gerar a perda de interações ecológicas, alterando o funcionamento dos ecossistemas. A terceira, a respeito das vultosas quantias que são gastas nas esferas governamental e não-governamental na tentativa de reparar os danos acima ressaltados, muitas vezes sem conseguir resultados que gerem sua interrupção ou diminuição. Portanto, para a reflexão dos leitores desse importante veículo de formação de opinião nacional, sugiro uma pergunta: como nós amamos os animais? À luz desse questionamento, me parece que de uma forma inconseqüente e um tanto quanto superficial e egoísta...
Henrique L.T. Zaluar
Chefe do Parque Nacional do Itatiaia
Analista ambiental do Ibama
Doutor em ecologia/UFRJ
Itatiaia, RJ

 

Medicina

Psoríase é a doença de pele do personagem do filme Crimes de um Detetive, mencionado na seção VEJA Recomenda da edição 1 882 (1º de dezembro). Como presidente da Associação Brasiliense de Psoríase (Abrapse) e principalmente como portador dessa doença, fico muito satisfeito com o lançamento do filme no Brasil e com a recomendação da revista VEJA, pois isso ajudará muito na divulgação da psoríase em nossa sociedade. Acredita-se que aproximadamente 5 milhões de brasileiros sofram com a doença, porém pouquíssimos a desenvolvem em um estado tão grave como o que é mostrado no filme. Apesar de tanta gente sofrer de psoríase, acredita-se também que 80% da população nunca tenha escutado a palavra. Essa é uma moléstia crônica, sem cura e não contagiosa. Como a psoríase não afeta nenhum órgão vital, não é uma doença vital, mas, por afetar profundamente a pele e, em conseqüência, a aparência das pessoas, ela provoca grandes prejuízos na qualidade de vida dos portadores. No dia 29 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Psoríase, e no Brasil estamos tentando oficializar essa data como o Dia Nacional de Combate à Psoríase, com a aprovação do Projeto de Lei do Senado n° 282, de 2004, de autoria do senador Delcídio Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul.
Haroldo Feitosa Tajra
Associação Brasiliense de Psoríase (Abrapse)
www.abrapse.pop.com.br

Foi muito agradável ver VEJA abordando o tema doença de Alzheimer na edição 1 881 ("Memória fora do ar", 24 de novembro). Já era tempo de a grande mídia dar destaque a essa grave questão de saúde pública com seriedade, pois ela vitima mais de 1 milhão de brasileiros e suas famílias de forma cruel e devastadora. Informação correta e solidariedade são as armas mais eficazes no enfrentamento da doença, tanto do ponto de vista científico como humano. O Brasil tem o maior portal de conteúdo na internet sobre a doença de Alzheimer.
Doutor Norton Sayeg, geriatra
www.alzheimermed.com.br
São Paulo, SP

 

CORREÇÃO: Na nota "O custo das filas do SUS" (Contexto, 8 de dezembro), o correto é dizer que os hospitais e clínicas do SUS internam 11,6 milhões de pessoas por ano.

 

 

NÃO É DO EXÉRCITO


Gerson de Mello, coronel da reserva remunerada do Exército Brasileiro, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, leu a matéria "Remédios com antena de rádio" (8 de dezembro de 2004) e não gostou de ver a foto de um cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro sendo identificada como a de um soldado do Exército. "O símbolo que aparece na divisa do cabo (duas garruchas cruzadas) é característico das polícias militares", diz Mello, para quem o fato "envolveu na reportagem quem não tem nada a ver com o combate ao crime organizado". Ele tem razão.

 

O COMBATE À SÍFILIS EM 2005


Mauro Romero Leal Passos, do setor de doenças sexualmente transmissíveis da Universidade Federal Fluminense, aproveitou a leitura do quadro "A tragédia de Tuskegee" (1º de dezembro), sobre o estudo com vítimas da sífilis realizado nos Estados Unidos de 1932 a 1972, para lembrar que em 2005 fará 100 anos que o Treponema pallidun (agente causador da sífilis) foi descrito. "Nós da Universidade Federal Fluminense, Sociedade Brasileira de DST e Associação Latino-Americana e Caribenha para o Controle das DST realizaremos em abril uma série de atividades para fazer frente ao problema da sífilis", escreve Passos. Ele espera que com esses eventos "a massa dominante de nossa sociedade desperte para uma maior ação no enfrentamento das DST". Quem quiser saber mais sobre as DST pode acessar a página www.uff.br/dst na internet.

 

UMA MÃE VITORIOSA

Ao ler a reportagem "A vitória de chegar ao berço" (24 de novembro), o leitor Takeyuti Ykeuti Filho, de Itapeva, no interior paulista, escreveu para contar a luta heróica de sua esposa, Marisa Carolina Mena, entrevistada por VEJA na reportagem "Eu tive câncer" (29 de setembro de 1999). Na época, Marisa havia acabado de ganhar sua primeira criança, Gabriella, fruto de uma gravidez difícil, durante a qual lutou com sucesso contra um câncer no cérebro. "Nunca vi uma pessoa tão determinada e disposta a viver", afirma Takeyuti. Mas, no início do ano, com a confirmação da segunda gravidez, Marisa recebeu a notícia de que estava com um novo tumor, dessa vez maior, que a fez passar por três cirurgias. O bebê nasceu em julho, depois de sete meses de gestação. Dois meses depois, Marisa morreu, aos 28 anos. "Ela perguntava sempre quanto tempo teria de agüentar para que nosso filho nascesse bem. Foi uma vitoriosa", diz Takeyuti.

 

 
 
 
 
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