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Carta ao leitor
O rock melhora o mundo
Fran Caffrey/Newsfile/AFP
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| Sérgio Martins, entre Mullen Jr. e Bono Vox
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Por entreter milhões de fãs ao
redor do planeta e influenciar seu comportamento, os ídolos
do mundo pop já foram tema de extensas reportagens de VEJA
em diversas ocasiões. A cantora americana Madonna e os ingleses
do Rolling Stones são dois exemplos de personagens que transcenderam
o espaço habitualmente dedicado a eles nas páginas
da editoria de Artes e Espetáculos para conquistar até
a capa da revista. Nesta edição, é a vez de
o cantor Bono Vox, do grupo irlandês U2, merecer destaque
especial em um perfil acompanhado de entrevista exclusiva. Em 24
anos de carreira, o U2 vendeu mais de 100 milhões de discos
ao redor do mundo e continua com a popularidade em alta, inclusive
no Brasil um dos países que mais apreciam sua música.
Não há concorrente à altura do U2 no cenário
do rock. O novo disco da banda, How to Dismantle an Atomic Bomb,
atingiu a vendagem de 7 milhões de cópias em apenas
quinze dias. Bono, de 44 anos, está à frente desse
movimento musical.
Bono Vox, além de ser o maior músico
de rock da atualidade, é também um genuíno
e incansável defensor de causas sociais, ambientais e políticas
que ele julga corretas. Defende ardentemente o perdão à
dívida externa dos países pobres e colocou sua fama
em favor da luta contra a aids na África. Disciplinado e
coerente, ele consegue se fazer ouvir pelos líderes mais
poderosos do planeta do presidente americano George W. Bush
ao papa João Paulo II. Para entrevistar Bono Vox na semana
passada, VEJA enviou a Dublin, capital da Irlanda, o repórter
Sérgio Martins dono de uma extensa discoteca e de
um conhecimento enciclopédico sobre a história do
pop. Bono e o baterista Larry Mullen Jr. o receberam para uma conversa
de uma hora. Bono e U2 são a melhor resposta à indagação
sobre se a música pode ajudar a melhorar o planeta. Sim,
pode. Diz Bono: "Mesmo que não tenha poderes políticos,
o roqueiro entra no pequeno mundo que existe na cabeça de
seus jovens fãs e pode incentivá-los a sair de casa
e mudar o que está errado ao seu redor".
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