Edição 1884 . 15 de dezembro de 2004

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Carta ao leitor
O rock melhora o mundo


Fran Caffrey/Newsfile/AFP
Sérgio Martins, entre Mullen Jr. e Bono Vox

Por entreter milhões de fãs ao redor do planeta e influenciar seu comportamento, os ídolos do mundo pop já foram tema de extensas reportagens de VEJA em diversas ocasiões. A cantora americana Madonna e os ingleses do Rolling Stones são dois exemplos de personagens que transcenderam o espaço habitualmente dedicado a eles nas páginas da editoria de Artes e Espetáculos para conquistar até a capa da revista. Nesta edição, é a vez de o cantor Bono Vox, do grupo irlandês U2, merecer destaque especial em um perfil acompanhado de entrevista exclusiva. Em 24 anos de carreira, o U2 vendeu mais de 100 milhões de discos ao redor do mundo e continua com a popularidade em alta, inclusive no Brasil – um dos países que mais apreciam sua música. Não há concorrente à altura do U2 no cenário do rock. O novo disco da banda, How to Dismantle an Atomic Bomb, atingiu a vendagem de 7 milhões de cópias em apenas quinze dias. Bono, de 44 anos, está à frente desse movimento musical.

Bono Vox, além de ser o maior músico de rock da atualidade, é também um genuíno e incansável defensor de causas sociais, ambientais e políticas que ele julga corretas. Defende ardentemente o perdão à dívida externa dos países pobres e colocou sua fama em favor da luta contra a aids na África. Disciplinado e coerente, ele consegue se fazer ouvir pelos líderes mais poderosos do planeta – do presidente americano George W. Bush ao papa João Paulo II. Para entrevistar Bono Vox na semana passada, VEJA enviou a Dublin, capital da Irlanda, o repórter Sérgio Martins – dono de uma extensa discoteca e de um conhecimento enciclopédico sobre a história do pop. Bono e o baterista Larry Mullen Jr. o receberam para uma conversa de uma hora. Bono e U2 são a melhor resposta à indagação sobre se a música pode ajudar a melhorar o planeta. Sim, pode. Diz Bono: "Mesmo que não tenha poderes políticos, o roqueiro entra no pequeno mundo que existe na cabeça de seus jovens fãs e pode incentivá-los a sair de casa e mudar o que está errado ao seu redor".

 
 
 
 
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