Lauro
Jardim
GOVERNO
Sorriso amarelo na caserna
Os militares terão uma boa e uma má notícia
nesta semana. A boa: será, enfim, anunciado o aumento dos
salários. A má: o reajuste será parcelado
o que produzirá ainda muita cara feia nos quartéis.
Gisele no Planalto
No dia 27, nenhum servidor do Palácio do Planalto do
faxineiro ao presidente conseguirá se concentrar 100%
no trabalho. FHC receberá em audiência um grupo de
modelos e manequins de sucesso nas passarelas internacionais.
Gisele Bündchen, claro, puxará o cordão da
beleza. Espera-se uma hora de puro deleite no coração
do poder.
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Regalia
à beira-mar
Selmy Yassuda
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| O
imóvel de Diniz: metro quadrado mais caro do
país |
O Banco do Brasil deve estar mesmo muito bem de vida. Só
muita pujança explica a mordomia que proporciona
a Vicente Diniz, o diretor financeiro da instituição.
Diniz mora e tem seu gabinete de trabalho em Brasília.
Até aí tudo bem é lá que
está a sede do banco. Só que, esbanjador que
só ele, o BB deve ter achado isso pouco. Sob a flácida
justificativa de que alguns órgãos subordinados
a Diniz ficam no Rio de Janeiro e que ele de vez em quando
precisa estar na cidade, foi alugado um apartamento para
seu diretor. Adivinhe onde o banco aconchegou Diniz. Num
luxuoso prédio na Avenida Vieira Souto, bem defronte
do mar de Ipanema, talvez o metro quadrado mais caro do
país. Ah! Nada como viver num país rico.
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ECONOMIA
Carreira-solo
A Odebrecht abandonou seus antigos parceiros e decidiu partir
sozinha para a compra da parte petroquímica do grupo Ipiranga.
É negócio para uns 300 milhões de dólares.
Negócio quase fechado I
Se
a Kaiser for realmente vendida para a Heineken, deve ficar em
10% a participação da Quilmes, a maior cervejaria
argentina, na companhia brasileira. Em compensação,
a Heineken aumentaria de 12% para 22% a fatia que detém
na operação da Quilmes na Argentina.
Negócio quase fechado II
No início das conversas da Kaiser com a holandesa Heineken,
há uns seis meses, os donos da empresa brasileira estavam
certos de que ela valia algo como 1 bilhão de dólares.
Depois, aceitaram conversar por 800 milhões. Mais na frente
topavam 700 milhões. Agora, se o negócio chegar
a 400 milhões, é capaz de ter comemoração
com champanhe.
INSTITUIÇÃO
Mania de associação
Você tem idéia do que significa a sigla Anchegab?
Então, lá vai: Associação Nacional
dos Chefes de Gabinete. Sim, existe uma associação
dessas, está registrada e tem até sede própria,
no Recife. Imagina-se que seja um órgão de classe
cheio de problemas importantíssimos para discutir...
JUDICIÁRIO
Briga de togas
A recente divergência pública entre o presidente
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o do Supremo Tribunal
Federal (STF) não é caso isolado. O STJ e o STF
têm aumentado seu estoque de desentendimentos mútuos.
EMPREGO
Gringos no fundo do mar
As empresas estrangeiras que desembarcam no Brasil, mais do que
bem-vindas, devem ser saudadas com rojões. Trazem desenvolvimento,
dinheiro e empregos. Mas, às vezes, as coisas não
acontecem exatamente assim. Veja o caso das embarcações
para pesquisas submarinas de exploração nas plataformas
de petróleo. Em um ano, o número de tripulantes
estrangeiros praticamente triplicou. Eram 2.198
e hoje são 6.321. A Petrobras
bem que podia fazer uma pressão sutil e forçar essas
empresas a empregar a tropa brasileira.
INTERNACIONAL
Quem diria...
Os Estados Unidos sempre foram os primeiros a pressionar a OEA
a enviar observadores para acompanhar eleições nos
países latino-americanos quando havia suspeita de urnas
marotas. Agora, diante das denúncias de fraude na eleição
dos EUA, corre-se o risco de várias repúblicas das
bananas quererem dar o troco nos americanos.
O
assunto número 1
De um mês para cá, os altos executivos e investidores
britânicos que procuram o embaixador do Brasil na Inglaterra,
Sérgio Amaral, iniciam a conversa querendo informações
sobre... a Argentina. Só querem saber como estão
as coisas no Brasil depois de ouvir para onde pode ir a Argentina.
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Resgate
paulistano
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| A
primeira imagem de São Paulo: à venda
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O
primeiro registro iconográfico que retrata a São
Paulo do século XIX está à venda. No
dia 20, em Nova York, a Sotheby's leiloará o óleo
sobre tela Panorama da Cidade de São Paulo,
pintado pelo francês Pallière em 1821. O lance
mínimo é de 600 000 dólares. Uma das
chaves para entender esse valor elevado é que raras
são as imagens de São Paulo na primeira metade
do século XIX. A então província de
menos de 20 000 habitantes não tinha importância
e era desprezada pelos pintores, que preferiam retratar
o Rio de Janeiro, por exemplo. Hoje, a ex-provinciazinha
virou a cidade mais rica do país e qualquer registro
antigo passa a ter um valor ampliado. O curioso é
que o quadro pertence desde o século passado a uma
família carioca. Será que os paulistas irão
resgatá-lo no leilão?
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PECUÁRIA
Brasil em movimento
É
daquelas coisas que acontecem quase sem alarde, mas mudam muito
o mapa econômico brasileiro. Neste ano, 40% das 9.000
cabeças de gado holandês arrematadas nos grandes
leilões de São Paulo foram parar em fazendas de
Goiás. Em um ano, no máximo, o Estado deixa Minas
Gerais para trás e vira o maior produtor de leite do país.
AEROPORTOS
Espantando as aranhas
Depois de bolar uma estratégia para tirar as teias de aranha
do Galeão, a Infraero corre para fazer o mesmo com o Aeroporto
de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Dono de uma ociosidade de mais de 80%, Confins pode virar aeroporto
industrial. Ou seja, a idéia é incentivar que se
construam em seu entorno indústrias que teriam benefícios
fiscais para exportação a ser feita, claro, pelo
aeroporto.
TELEVISÃO
Milagre na Record
A Record acaba de conseguir o milagre da multiplicação
de reais. E sem nenhum auxílio do dízimo cobrado
na Igreja Universal. Uma semana antes de Gil de Ferran sagrar-se
campeão da Fórmula Mundial, a emissora do bispo
comprou por dois anos os direitos de transmissão das corridas.
Agora, está quase fechando as cinco cotas de patrocínio
por um total de 40 milhões de reais quase o triplo
do que cobrava o SBT, que transmitiu a Fórmula Mundial
nas últimas temporadas.