AP Photo/Neshan H. Naltchayan

Melissa e Harrison: descasados
|
Separaram-se:
o ator Harrison Ford (58 anos, de Guerra nas Estrelas e
Os Caçadores da Arca Perdida) e a roteirista Melissa
Mathison (50 anos, de ET, o Extraterrestre e Kundun).
Em comunicado conjunto, eles pedem à mídia e ao
público que "respeitem esse momento doloroso e considerem
o assunto como privado". Segundo a agente dele, o fim dos dezessete
anos de casamento foi consensual e nada teve a ver com o suposto
envolvimento amoroso de Harrison com a atriz Lara Flynn Boyle.
Dia 8, em Los Angeles.
Proibidas:
pelo Ministério da Agricultura a importação
e a venda de absinto no Brasil. De acordo com o órgão,
a bebida tem teor alcoólico acima de 54 graus, limite permitido
pela legislação brasileira. Comercializada há
dois meses, a bebida estava se tornando mania entre os jovens
de São Paulo. Dia 6, em Brasília.
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
a comercialização de dezoito medicamentos
no Brasil, usados em gripes e alergias respiratórias, entre
eles Dimetapp, Benadryl, Naldecon e Descon. Os remédios
contêm fenilpropanolamina, que, segundo pesquisas americanas,
pode ter efeitos colaterais como hemorragia cerebral. Dia 8, em
Brasília.
A rainha-mãe Ingrid
 |
Morreram:
a rainha-mãe da Dinamarca, Ingrid Victoria Sofia Louise
Margaretha, descendente da mais antiga monarquia da Europa.
Sua filha mais velha, Margrethe, é rainha desde 1972. Dia
7, aos 90 anos, de falência múltipla dos órgãos,
em Copenhague.
o banqueiro Cândido Guinle de Paula Machado, ex-presidente
do Banco Boavista e da Companhia Docas de Santos. Médico
de formação, fundou a editora Agir e escreveu dois
livros sobre mobiliário brasileiro. Dia 5, aos 82 anos,
de câncer no pâncreas, no Rio.
o empresário inglês Eric Morley, que, como
or do grupo de entretenimento Mecca, criou há 49 anos
o concurso Miss Mundo. Dia 8, aos 82 anos, de ataque cardíaco,
em Londres.
o editor Waldir Martins Fontes, que em 1960 fundou a livraria
e editora Martins Fontes. Dia 3, aos 66 anos, de causa desconhecida,
em São Paulo.
Reuters

Bill
Gates: permissão para fabricar novo Viagra
|
Decidido:
por um tribunal inglês que a patente sobre o componente
ativo do Viagra, a pílula contra impotência
sexual, não é mais exclusiva do laboratório
Pfizer. A contestação havia sido feita pelas empresas
Eli Lilly e Icos, cujo principal acionista é Bill Gates,
presidente da Microsoft. Um concorrente do Viagra pode chegar
em breve ao mercado, mas, por enquanto, a decisão só
vale na Inglaterra. Dia 7, em Londres.
Realizada:
a cirurgia para separação das gêmeas siamesas
inglesas conhecidas pelos nomes fictícios de Jodie e Mary.
O caso motivou debates éticos desde que as meninas nasceram,
há três meses. Ligadas pelo abdome, só uma
delas poderia sobreviver e foi Jodie. A operação
durou vinte horas. Dia 6, em Manchester.
Reuters

Madonna: mansão por 10 milhões
de
dólares |
Revelada:
pelo tablóide Sun, a compra de uma mansão
de 10 milhões de dólares pela pop star Madonna.
O imóvel, de quatro andares, fica em Notting Hill, o mais
charmoso bairro de Londres. A intenção da cantora
que, no último domingo, voltou a se apresentar em
público seria ficar mais perto do cineasta inglês
Guy Ritchie, com quem há três meses teve um filho.
Dia 9, em Londres.
Libertado:
depois de três semanas de seqüestro o empresário
e ex-piloto de automobilismo José Próspero Giaffone,
conhecido por Zeca Giaffone, dono de uma empresa que fabrica chassis
para kart. Levado pelos seqüestradores quando saía
de casa, ele foi libertado depois do pagamento do resgate de 65
000 reais. Dia 8, em São Paulo.
Ferido:
durante um assalto o baterista do grupo O Rappa, Marcelo Yuca.
Ele foi baleado ao tentar evitar o assalto a uma mulher que estava
num carro próximo à sua caminhonete, à noite,
num cruzamento do bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.
O músico passou por cirurgias múltiplas no tórax,
no abdome e na coluna e corria o risco de ficar paraplégico.
Dia 9.
Confirmada:
a saída do governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho,
do PDT, a ser efetivada na próxima quarta-feira, junto
com catorze deputados estaduais e cinco deputados federais filiados
à legenda no Estado, além de trinta prefeitos. Ele
estava rompido com a direção nacional por não
ter apoiado a candidadura de Leonel Brizola à prefeitura
carioca. Dia 10, no Rio.
|
Morte
aos corruptos
Ap
 |
|
Julgamento
na China: pena capital |
O
maior caso de julgamento de corrupção da História
da China culminou na última quarta-feira com a condenação
de catorze pessoas à morte, entre elas altos funcionários
do governo. Para outros doze acusados, a pena é a
prisão perpétua. A investigação
sobre uma operação de contrabando no Porto
de Xiamen, no sudeste do país, envolveu o primeiro
escalão do poder chinês e membros do Partido
Comunista, apontando, ao todo, 84 culpados. Estima-se que
o caso tenha implicado a impressionante quantia de 6,6 bilhões
de dólares. Vários envolvidos moravam em mansões
e tinham automóveis de luxo. A China vive uma onda
de caça aos corruptos a primeira cabeça
a rolar foi a do vice-presidente do Parlamento chinês,
Cheng Kejie, executado em 14 de setembro por recebimento
de propina astronômica.
|
|
Na
trincheira do direito
Reuters
 |
| Miguel
Reale: 90 aniversários |
O
jurista, filósofo, professor, escritor, poeta e memorialista
Miguel Reale completou 90 anos na última segunda-feira
em plena forma. Continua atuando todos os dias como advogado,
profissão que exerce desde 1934, quando se formou
na Universidade de São Paulo (USP) e publicou o primeiro
livro, O Estado Moderno. A data foi comemorada em
várias solenidades, entre elas um almoço para
300 convidados e uma sessão do Instituto dos Advogados
de São Paulo. A dedicação e a carreira
longa permitiram que Reale escrevesse quase setenta obras.
Um dos clássicos é Teoria Tridimensional
do Direito, lançado em 1968, que prega a necessidade
de substituir a simples interpretação da lei
pela análise sob três ângulos: do fato,
do valor e da norma. Em 1951 fundou a Revista Brasileira
de Filosofia, que comanda até hoje. Ocupa a cadeira
número 14 da Academia Brasileira de Letras desde
1975. Doutor honoris causa pelas universidades de Lisboa,
Coimbra e Gênova e de muitas instituições
latino-americanas e brasileiras, Reale teve vários
livros editados em outros idiomas. Sempre bem-disposto e
bem-humorado, ele aguarda com paciência que o Congresso
Nacional substitua o velho texto do Código Civil
brasileiro, do começo do século, por uma versão
contemporânea, cuja comissão de revisão
presidiu ainda no começo dos anos 70.
|