Carta ao leitor

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Crítica
Os mais vendidos
r valign="top">

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Espionagem em Brasília

Paris Filmes
O ator Kenneth Branagh no papel de Henrique V


Desde que alguém, pela primeira vez na História do mundo, pegou uma coroa e disse "aqui mando eu", apareceu a seu lado, quase instantaneamente, o sujeito encarregado das futricas. A isso se daria mais tarde o nome de serviço de inteligência. O rei, o imperador, o presidente das mais modernas democracias – todos eles querem saber se há alguém nas sombras maquinando algum complô para apeá-los do poder, se os inimigos invadirão o território para conquistá-lo ou se os amigos nutrem planos inconfessáveis de afanar algum das arcas públicas. A História registra, mas não Shakespeare em sua famosa peça teatral sobre o rei, que o inglês Henrique V (1387-1422) foi um dos que se beneficiaram em passado distante de um serviço completo e organizado de agentes secretos. Os espiões descobriram uma conspiração para depor o monarca. Henrique V mandou arrastar os traidores até a morte pelas ruas de Southampton.

Os Estados modernos, admite-se, precisam de serviços de inteligência, mesmo que eles possam se transformar em fontes de problemas, como muitas vezes acontece. O simples fato de trabalharem na surdina, com acesso aos desvãos do poder e à intimidade das pessoas, já os torna potencialmente perigosos. Tanto nos regimes de arbítrio quanto nas democracias, os espiões costumam ser refratários a controles. Enquanto buscam decifrar os segredos alheios, suas próprias ações são protegidas pelo sigilo. Daí ao abuso é um pulo.

Se é difícil estabelecer limites para a ação dos espiões oficiais, isso não significa que não se deva tentar fiscalizar vez por outra o que eles andam fazendo. Este é o tema da reportagem que começa na página 38. Nela, se mostra como funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), extrapolando as funções que seriam aceitáveis no seu caso, andam espionando políticos, funcionários do próprio governo e até um jornalista, entre as histórias levantadas pelo editor especial Policarpo Júnior, da sucursal de VEJA em Brasília, numa exaustiva investigação que durou oito semanas e envolveu mais de trinta horas de conversas com integrantes do serviço de inteligência do governo.

 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco