Edição 1824 . 15 de outubro de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Música
Black power

Mais do que nunca, os negros
dominam a parada americana


Sérgio Martins


Divulgação
Beyoncé Knowles: ela encabeça o time dos astros americanos


Há duas semanas, os artistas de música negra dos Estados Unidos protagonizaram um feito inédito. Pela primeira vez na história da parada de discos daquele país, eles ocuparam as dez primeiras colocações entre os singles mais vendidos. Nem nos anos 60, quando a música negra era representada por gente do quilate de Marvin Gaye e Diana Ross, ela gozou de tamanha hegemonia. "Sempre há um artista de rock para equilibrar", diz Silvio Pietroluongo, diretor da revista Billboard, que analisa o mercado de discos americano. O gênero hoje tem gente bem menos talentosa, como a cantora Beyoncé Knowles e o rapper e ex-presidiário 50 Cent. Mas seus números se tornam cada vez mais impressionantes. Dos 650 milhões de discos vendidos nos Estados Unidos em 2002, 246 milhões eram de soul music e rap. Boa parte dessas vendas foi de singles. Conhecidos no Brasil como "compactos", eles sumiram do mercado nacional nos anos 80, por ser considerados pouco lucrativos. A alegria dos artistas negros americanos, no entanto, durou pouco. A parada voltou ao habitual na semana passada, com a estréia de um grupo de rock na oitava colocação.

 
 
 
 
topo voltar