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Sociedade
Chama
o personal
Os personal trainers deram filhotes: agora
tem
personal-alguma-coisa para tudo

Bel
Moherdaui
Claudio Rossi
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André Valentim/Strana
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| O
"personal make-up stylist" Costa com a cliente Marie e o "personal
car" Souza: facilidade |
Quando
madames e senhores endinheirados começaram a contratar um
instrutor para acompanhar peso a peso, em casa, a ginástica
de cada dia, inventaram uma nova e promissora atividade, aberta
a infinitas variantes: o personal-alguma-coisa. O personal trainer
original foi seguido pelo personal stylist (que ensina a se vestir)
e pela personal organizer (que no começo cuidava de pôr
uma casa em ordem, mas hoje em dia ocupa um papel praticamente de
mãe substituta do cliente). E a lista não pára
de crescer bem como a criatividade na hora de dar rótulo
(em inglês, evidentemente) à atividade. O carioca Cid
Nunes de Souza, por exemplo, é "personal car", escrito e
apresentado assim mesmo. Ele explica: "Se o carro tem algum defeito,
vou a três oficinas para fazer o orçamento e ainda
acompanho o conserto no local escolhido pelo cliente". Troque o
carro por um cachorro e a "pet sitter" paulista Maria Cecília
Bentini está aí para o que der e vier. "Quando o dono
viaja, passo na casa dele, dou comida ao seu bicho de estimação
e o levo para passear. Com a vantagem de que o animal não
precisa se acostumar com um lugar estranho", conta Maria Cecília,
que cobra entre 30 e 40 reais a hora.
Acompanhantes de carro e de animais ainda são tipos de prestadores
de serviços personalizados será que é
assim que se traduz? em fase de afirmação.
Já as personal organizers (mulheres, sempre, por motivos
óbvios) têm até firma montada. A carioca Liza
Kós, da Santa Ajuda, e a paulistana Márcia Babolin,
da Organiza, fazem a mudança de casa (penduram as roupas
nos armários e colocam todos os enfeites no devido lugar),
arrumam malas, montam álbuns de fotos e contornam sufocos
domésticos em geral. "Uma vez um cliente me ligou de madrugada
dizendo que tinha estourado um cano. Resolvi o problema com um telefonema",
gaba-se Liza. Outra consultoria em franca expansão é
a do personal diet care, um nutricionista particular que monta o
cardápio do dia-a-dia para quem tem algum problema de saúde,
quer perder peso ou simplesmente não tem tempo nem paciência
de planejar as refeições da família. Fácil
não é, como bem sabem as donas-de-casa. "Tem casa
em que o marido tem colesterol alto, a mulher quer emagrecer e o
filho não come nada", descreve a mineira Ermelinda Lara,
que monta a lista de compras do supermercado e ensina a cozinheira
a preparar os pratos. No quesito estética, completa o trabalho
do personal stylist o personal make-up stylist, um maquiador que,
além de pintar o rosto da cliente, dá aula particular
de automaquiagem cerca de 1.200 reais por três horas,
se o professor for o goiano radicado em São Paulo Marcos
Costa, que também limpa e organiza a frasqueira das senhoras.
"Quando é preciso, saio junto para comprar produtos novos
e também soluciono dúvidas pelo telefone", explica
ele, que ajudou a estilista Marie Toscano a se entender melhor com
sua caixa de batons, sombras e afins. "Não tenho tempo de
ir ao cabeleireiro toda vez que vou a uma festa, então resolvi
aprender a me virar sozinha", diz ela. Em Belém, uma especialidade
em alta é o personal dancer ou dançarino de
aluguel, como se promove Wemerson Santos, indo na contramão
do idioma dominante. "Sempre sobra muita dama nas festas. Então,
elas contratam um dançarino para acompanhá-las", explica
ele, que também acompanha grupos e cobra entre 50 e 100 reais
por quatro horas de rodopios no salão.
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