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Estilo
Tudo ao mesmo tempo
A roupa do verão é simples.
Mas haja enfeites: flor, broche, corrente e o que mais se inventar
Fotos Pedro Rubens
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| De terninho ou jeans, a chave é o acessório:
pode tudo, inclusive exagerar |
Delicada, feminina,
esvoaçante. Há quanto tempo esses adjetivos não
se aplicavam à modinha do momento? A onda de coisas fofinhas
e bonitinhas explode neste verão, subvertendo a máxima
modernista: nada de menos é mais; atualmente, mais é
mais, mesmo. As roupas, em si, até que são simples,
jeans, camisetas, as ubíquas jaquetinhas, muitas saias (rodadas...).
Por cima delas, a ordem é colocar tudo o que quiser, principalmente
broches, de preferência de flor ou com cara de que saiu do
porta-jóias da vovó. "O visual do verão é
uma roupa básica ornamentada com acessórios. Muitos
acessórios", resume Carolina Bassi, dona da Guaraná
Brasil, marca que empilhou sobre sua coleção broches,
correntes e cintos em profusão. A boa notícia é
que a maioria dos enfeites custa pouco, de 30 a 100 reais em média,
ou menos ainda, no comércio popular. As flores mais
tropicais que as do inverno, como convém à estação
são de tecidos leves e desabrocham por toda parte:
sobre regatinhas, camisas, calças jeans ou sociais, jaquetas,
blusinhas e até bolsas e sandálias. Os broches ou
tendem para o mundo animal (borboletas, libélulas) ou têm
cara de bem antigos, com pérolas, metal escurecido, motivos
religiosos e até camafeus. De preferência, bem longe
dos lugares habituais, como a lapela. "Seu uso tem de ser divertido,
inusitado: na barra da calça, nas costas, na cintura da blusa.
Os pequenininhos ficam bem em pares ou trios", ensina a consultora
de estilo Débora Gelman. Invenção mais recente
é o arranjo de lenços, fitas, correntes, penas e penduricalhos
diversos feito para dependurar no cós da calça. Para
o mesmo propósito e local servem as tiras fininhas em estampados
retrô e as fitas de cetim, que sobrevivem a mais uma temporada.
As instruções gerais para não fazer feio são
relativamente simples: quanto mais jovem a usuária, mais
badulaques pode acumular. À medida que a data de nascimento
recua no tempo, recomenda-se uma certa discriminação.
Na hora em que um pouco de tudo é permitido, saber equilibrar
sem parecer um mostruário ambulante de loja de bijuteria
é tão importante quanto, por exemplo, um belo broche.
Ou dois, ou três.
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