Edição 1871 . 15 de setembro de 2004

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A roupa do verão é simples.
Mas haja enfeites: flor, broche, corrente e o que mais se inventar


Fotos Pedro Rubens
De terninho ou jeans, a chave é o acessório: pode tudo, inclusive exagerar



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Delicada, feminina, esvoaçante. Há quanto tempo esses adjetivos não se aplicavam à modinha do momento? A onda de coisas fofinhas e bonitinhas explode neste verão, subvertendo a máxima modernista: nada de menos é mais; atualmente, mais é mais, mesmo. As roupas, em si, até que são simples, jeans, camisetas, as ubíquas jaquetinhas, muitas saias (rodadas...). Por cima delas, a ordem é colocar tudo o que quiser, principalmente broches, de preferência de flor ou com cara de que saiu do porta-jóias da vovó. "O visual do verão é uma roupa básica ornamentada com acessórios. Muitos acessórios", resume Carolina Bassi, dona da Guaraná Brasil, marca que empilhou sobre sua coleção broches, correntes e cintos em profusão. A boa notícia é que a maioria dos enfeites custa pouco, de 30 a 100 reais em média, ou menos ainda, no comércio popular. As flores – mais tropicais que as do inverno, como convém à estação – são de tecidos leves e desabrocham por toda parte: sobre regatinhas, camisas, calças jeans ou sociais, jaquetas, blusinhas e até bolsas e sandálias. Os broches ou tendem para o mundo animal (borboletas, libélulas) ou têm cara de bem antigos, com pérolas, metal escurecido, motivos religiosos e até camafeus. De preferência, bem longe dos lugares habituais, como a lapela. "Seu uso tem de ser divertido, inusitado: na barra da calça, nas costas, na cintura da blusa. Os pequenininhos ficam bem em pares ou trios", ensina a consultora de estilo Débora Gelman. Invenção mais recente é o arranjo de lenços, fitas, correntes, penas e penduricalhos diversos feito para dependurar no cós da calça. Para o mesmo propósito e local servem as tiras fininhas em estampados retrô e as fitas de cetim, que sobrevivem a mais uma temporada. As instruções gerais para não fazer feio são relativamente simples: quanto mais jovem a usuária, mais badulaques pode acumular. À medida que a data de nascimento recua no tempo, recomenda-se uma certa discriminação. Na hora em que um pouco de tudo é permitido, saber equilibrar sem parecer um mostruário ambulante de loja de bijuteria é tão importante quanto, por exemplo, um belo broche. Ou dois, ou três.

 
 
 
 
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