Edição 1871 . 15 de setembro de 2004

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Aviação
Vôos on-line

Grandes linhas aéreas querem
vender mais pela internet


Não é de hoje que a vida anda complicada para as companhias aéreas tradicionais. Elas enfrentam a concorrência acirrada das empresas de baixas tarifas (low fare, em inglês), cujas passagens são em média 30% mais baratas. Além disso, convivem com custos operacionais pesados. Um exemplo: o preço do combustível para aviões teve aumento de 795% nos últimos cinco anos no Brasil, contra 245% de elevação no preço da gasolina. Para se manterem competitivas, a American Airlines e a Northwest Airlines, respectivamente a primeira e a quinta maiores linhas aéreas do mundo, decidiram fazer uso mais agressivo de uma estratégia que suas similares low fare sempre colocaram em prática: a venda de bilhetes pela internet. A American Airlines anunciou seu novo programa na semana passada. Desde a última segunda-feira, quem comprar uma passagem da companhia num guichê de aeroporto dos Estados Unidos pagará uma taxa de 10 dólares. Se a aquisição for feita numa de suas lojas, o custo extra será de 5 dólares. As transações on-line não terão sobretaxa. A American Airlines espera arrecadar 25 milhões de dólares por ano dessa maneira, mas também está de olho em reduções de custo: pagar menos comissão aos agentes de viagens e manter menos funcionários em seus balcões. O investimento em sites de venda pelas linhas aéreas é uma tendência irreversível. No Brasil, a Gol, que opera nos moldes low fare, negocia 74% de seus bilhetes pela internet. A Varig está incrementando seus serviços nesse campo e a TAM anunciou a criação de um portal próprio de viagens, o e-TAM.

 
 
 
 
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