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Aviação
Vôos on-line
Grandes linhas
aéreas querem
vender mais pela internet
Não é
de hoje que a vida anda complicada para as companhias aéreas
tradicionais. Elas enfrentam a concorrência acirrada das empresas
de baixas tarifas (low fare, em inglês), cujas passagens
são em média 30% mais baratas. Além disso,
convivem com custos operacionais pesados. Um exemplo: o preço
do combustível para aviões teve aumento de 795% nos
últimos cinco anos no Brasil, contra 245% de elevação
no preço da gasolina. Para se manterem competitivas, a American
Airlines e a Northwest Airlines, respectivamente a primeira e a
quinta maiores linhas aéreas do mundo, decidiram fazer uso
mais agressivo de uma estratégia que suas similares low
fare sempre colocaram em prática: a venda de bilhetes
pela internet. A American Airlines anunciou seu novo programa na
semana passada. Desde a última segunda-feira, quem comprar
uma passagem da companhia num guichê de aeroporto dos Estados
Unidos pagará uma taxa de 10 dólares. Se a aquisição
for feita numa de suas lojas, o custo extra será de 5 dólares.
As transações on-line não terão sobretaxa.
A American Airlines espera arrecadar 25 milhões de dólares
por ano dessa maneira, mas também está de olho em
reduções de custo: pagar menos comissão aos
agentes de viagens e manter menos funcionários em seus balcões.
O investimento em sites de venda pelas linhas aéreas é
uma tendência irreversível. No Brasil, a Gol, que opera
nos moldes low fare, negocia 74% de seus bilhetes pela internet.
A Varig está incrementando seus serviços nesse campo
e a TAM anunciou a criação de um portal próprio
de viagens, o e-TAM.
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