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Mãe
é mãe
Uma mulher faz o impensável para
proteger seu filho em Até o Fim
Isabela
Boscov
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Divulgação

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| Tilda,
em cena: cadáver inconveniente |

Veja também |
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Dar
o café da manhã às crianças, lavar a roupa,
fazer compras, ocultar um cadáver incômodo: para a mãe
vivida pela inglesa Tilda Swinton em Até o Fim (The
Deep End, Estados Unidos, 2001), que estréia nesta sexta-feira
no país, não há tarefa que seja dura em demasia quando
o assunto é proteger a família. Margaret, a personagem de
Tilda, é uma solitária. Seu marido mal pára em casa.
Seu sogro não pesca nada do que acontece à sua volta. Os
dois filhos menores não têm idade para compartilhar decisões
e Beau, o mais velho, se isolou em seu próprio problema. Aos 17
anos, ele descobriu que é homossexual, mas não consegue
assumir essa condição nem perante si mesmo. Como resultado
dessa relutância, é presa fácil para aproveitadores,
como seu namorado, um garoto de programa de moral inexistente. Certa noite,
Beau e o parceiro discutem e trocam safanões. O namorado cai sobre
uma âncora e morre, sem que Beau perceba. Na manhã seguinte,
quando sua mãe encontra o cadáver, ela age por instinto.
Põe o corpo em seu bote e livra-se dele no lago que margeia seu
quintal. Passadas algumas horas, já está às voltas
com um chantagista (Goran Visnjic, do seriado E.R.). Há
furos no roteiro de Até o Fim e o final é despropositadamente
melodramático. Isso sem falar na margem que a história dá
a acusações de homofobia. Mas Tilda faz um trabalho de primeira
linha a partir de uma proposição difícil de destrinchar:
a do amor incondicional de uma mãe.
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