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Como é o seu
chefe?
Compare
os perfis
e descubra como
se relacionar com cada um deles

Maurício
Oliveira

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Chefes autoritários
sempre foram tolerados nas empresas porque se acreditava que eles impunham
maior respeito e, assim, conseguiam extrair o melhor desempenho de cada
funcionário. A era da prepotência nas corporações
começou a ruir, no entanto, quando os gurus de recursos humanos
decretaram que os viciados em trabalho não estavam mais na moda.
Hoje, o discurso é que o profissional deve dedicar-se também
à família e a outros interesses, como esportes, hobbies,
atividades culturais e voluntárias. Assim, ele será mais
feliz e terá boa produtividade por um prazo maior ao contrário
do workaholic, que dá o sangue pela empresa durante algum tempo
mas depois tem sua produção diminuída e, não
raro, adoece. Nessa nova ordem corporativa, chefes turrões passaram
rapidamente de heróis a vilões. "Um líder precisa
criar um clima emocional que faça as pessoas desejarem dar o melhor
de si, e isso não precisa ser chato nem excessivamente estressante",
disse a VEJA o psicólogo americano Daniel Goleman, célebre
por ter lançado em 1995 o conceito de inteligência emocional,
que arrebatou uma legião de seguidores no mundo todo.
O novo livro
de Goleman, O Poder da Inteligência Emocional (Editora Campus),
escrito em parceria com os consultores Richard Boyatzis e Annie McKee,
classifica os chefes em seis tipos básicos, ordenados com base
nos benefícios e danos que podem produzir para a empresa e para
os subordinados. Os autores destacam que o conteúdo do livro não
se firma apenas em descobertas sobre o funcionamento do cérebro,
mas na realidade das empresas. Citam pesquisas acerca do comportamento
de executivos em vários países, inclusive o Brasil, e resultados
obtidos por equipes submetidas aos diferentes tipos de liderança.
Confira a descrição de cada perfil, encontre o tipo de seu
chefe e conheça a maneira de lidar com ele.
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VISIONÁRIO
Deixa claras as metas e detesta burocracia. Reconhece o esforço
da equipe mesmo em tarefas rotineiras |
O chefe dos sonhos, que todo mundo gostaria de ter mas raramente encontra,
é o visionário, capaz de liderar com sensibilidade
e eficácia. Transparente, ele explica aonde quer chegar e como.
Faz cobranças de forma educada e cordial. Promove a estabilidade
emocional e motiva a equipe. Dá asas a quem demonstra ser capaz
de voar. Sob sua batuta, o talento e a dedicação são
sempre recompensados. Você tem um desses? Guarde-o no cofre.
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CONSELHEIRO
Concilia as metas individuais com as da empresa. Às vezes se
confunde com um amigo do subordinado |
O conselheiro delega tarefas importantes e acompanha de perto a
execução, pronto para corrigir o rumo quando necessário.
Está sempre aberto a conversas sobre desempenho e ajuda os comandados
a identificar os próprios pontos fortes e fracos. Para extrair
o que cada um tem de melhor, procura saber mais sobre ideologias, aspirações
e até sobre a vida pessoal. A melhor maneira de lidar com ele é
não confundi-lo com um amigo, sob o risco de estragar o bom chefe
que você tem.
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AGREGADOR
Quer congregar a equipe e distribui elogios, mas alguns acham que
ele tolera a mediocridade |
Aquele tipo que comenta os resultados do futebol na rodinha do corredor
e organiza churrascos é o agregador. Quer, acima de tudo,
que todos na equipe se respeitem e se gostem. Por isso evita ter pessoas
de temperamento difícil sob seu comando. Enfrenta certa resistência,
já que alguns interpretam essa atitude como tolerância à
mediocridade. Às vezes assume comportamentos dúbios, como
exigir transparência dos comandados e ao mesmo tempo desprezar quem
faz fofocas. Parece um cara bacana, mas pode ser um perigo: em nome da
equipe, é capaz de esmagar um talento individual. A saída
é deixar claro o descontentamento com a situação.
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DEMOCRÁTICO
Ouve opiniões da equipe antes de tomar decisões. Isso
faz com que seja visto como indeciso e despreparado |
O chefe democrático é aquele que gosta de ouvir a
equipe antes de decidir. Há quem o considere indeciso ou até
mesmo despreparado, já que a principal atribuição
de um chefe é justamente tomar decisões. Apesar da aparência
receptiva, esse tipo de chefe só valoriza quem produz idéias
que realmente fazem diferença. Por isso o subordinado não
se deve deixar seduzir pelo clima de abertura e cair na tentação
de palpitar sobre tudo. Ao se relacionar com ele, evite dar muitas sugestões
e capriche na pertinência de seus palpites.
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AGRESSIVO
Viciado em trabalho, fixa metas excessivamente desafiadoras e quer
que todos sejam como ele |
O agressivo jamais se contenta com os resultados. Viciado em trabalho,
quer que todos sejam como ele e não perdoa a quem faz o que considera
"corpo mole". Não se preocupa com sacrifícios na vida pessoal
dos comandados. Usa o esforço alheio como trampolim para se dar
bem. É um bom chefe, por algum tempo, para quem quer aperfeiçoar-se
ou conhecer os próprios limites. Depois, deve-se escapar dele.
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DESPÓTICO
Impõe-se pela autoridade do cargo, estimula a competição
e deixa os subordinados em pânico |
O despótico é dado a variações de humor.
Abusa da autoridade, comete injustiças e vive de cara amarrada.
Parece sentir prazer em maltratar funcionários. Gosta de promover
a competição entre os comandados, não com a intenção
de fazê-los crescer individualmente, mas apenas pelo benefício
da empresa e, é claro, dele próprio. Embora esteja condenado
ao fracasso caso insista em disseminar terror, não é provável
que ele mude. A saída é suportá-lo até o dia
em que você puder trocar de chefe ou demiti-lo.
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