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Nosso país
não pode afundar pelas ações de uma minoria que se
julga capaz de fazer e acontecer ("Quinze milhões na Vale", 8 de
maio). VEJA de novo
está de parabéns por nos dar mais uma notícia em
primeira mão, mostrando deslizes de integrantes do partido do governo.
Leva-nos a pensar nas razões de não termos bons candidatos
para o páreo de outubro. Obrigado pelo profissionalismo. Que vocês
possam sempre nos abrir os olhos com histórias tão boas
como essa. Abraços a todos os que fazem dessa revista um dos poucos
orgulhos nacionais. Como é
que eu faço para colocar meu nome na lista para enriquecer trabalhando
para o Estado? Depois de Jader, Roseana e Ricardo Sérgio, será
que não chega a minha vez? Pergunto:
e a discussão de idéias e propostas entre os candidatos
à Presidência, que é o que interessa ao eleitor e
mexe em sua vida e em seu bolso, onde fica? Ofuscada todo o tempo pelos
escândalos? Quero parabenizá-los
pelo excelente trabalho editorial e investigativo a respeito dos bastidores
do recente processo de privatização no Brasil. Naquela época
eu era analista de investimentos em um fundo de pensão de médio
porte e vi muitas pessoas enriquecer do dia para a noite, entre 1994 e
1998, em vários escalões do governo, em suas agências
e nos fundos de pensão. Gostaria apenas de reafirmar: sigam em
frente nas investigações, porque há muito que descobrir.
Ainda hoje, muitos gestores continuam à frente das agências
públicas de fomento ao investimento, dos fundos de pensão
e de muitos bancos, nacionais e estrangeiros. Não
é a primeira vez que VEJA publica denúncias sobre as atividades
do senhor Ricardo Sérgio no governo. O estranho é que agora,
às vésperas das eleições, apareçam
mais. É preocupante verificar que nós, eleitores, temos
cada vez mais razão para não confiar na classe política.
Para quem apelar? Em quem confiar? Em quem votar? Será que estamos
condenados a viver sem esperança de eleger alguém isento?
Como, se quem quer que seja eleito não conseguirá governar
se não se aliar ao grupo que ainda é maioria no Congresso?
Lula? Garotinho? Ciro? Serra? Quem é confiável? Tenho 56
anos e sou eleitor desde 1989. Não tenho esperança de mudar
alguma coisa com meu voto. Alguém tem?
Os procuradores
da República e os procuradores regionais da República no
Estado de São Paulo, abaixo-assinados, lamentam o teor da nota
intitulada "Procura-se procurador", publicada em VEJA, na seção
Radar, na edição de 8/5/2002, pois, ao não identificar
a autoridade, coloca injustamente sob suspeita todos os membros do Ministério
Público Federal que atuam no Estado de São Paulo, o que
contraria a seriedade que se espera de qualquer veículo de comunicação.
Por outro lado, manifestam a certeza de que os fatos, uma vez comprovados
após regular apuração, ensejarão as sanções
pertinentes.
Escrevo
para parabenizar a revista e a repórter Gabriela Carelli pela entrevista
com o empresário Martin Sorrell (Amarelas, 8 de maio). Achei bem
interessante o modo como ele administra suas empresas, como trata seus
funcionários e como cria seus talentos. Sou analista de sistemas
de uma firma de contabilidade e estou cursando faculdade de ciências
contábeis. Com certeza vou guardá-la. Muitos administradores
deveriam espelhar-se nele para incentivar os ótimos brasileiros
que sofrem de baixa auto-estima em nosso país. Vamos valorizar
a criatividade do funcionário brasileiro. As declarações
do senhor Martin Sorrell de que "qualidade de vida é uma bobagem"
deixaram-me muito preocupado. A vida desse pobre e simples homem, dono
de um império gigantesco, se resume em trabalhar 150% de seu tempo.
Coitados daqueles que o cercam! Nem sempre quantidade de horas representa
o verdadeiro caminho para o sucesso. Para mim, trabalhar em excesso tem
outras explicações. O equilíbrio entre a vida pessoal,
familiar e social, e a profissional fundamental para o verdadeiro
sucesso de qualquer indivíduo parece não existir
em seu dia-a-dia. Sorte de seu cachorro, que precisa passear e tem a atenção
do dono. Não
acredito em receitas de sucesso, como as que o senhor Sorrell insiste
em dar. Além disso, não creio que dedicar "150% do próprio
tempo ao trabalho" e exigir que todos os funcionários façam
o mesmo seja uma opção sadia.
O Partido
dos Trabalhadores teve, nestes últimos tempos, uma evolução
fora de série. Os especuladores pararam no tempo ("O efeito manada
volta a assustar", 8 de maio). Percebi que
os receios externados pelos banqueiros estrangeiros têm algo de
consistente, pois o fantasma do presidenciável Lula realmente assusta
qualquer pessoa de bom senso. Ora, sabendo que os modelos de estadista
escolhidos por ele são Fidel Castro e Hugo Chávez (quiçá
Saddam Hussein também), quem não ficaria preocupado? Enfim,
depois de votar em Lula várias vezes, creio que está na
hora de admitir que estava errado. Devo mudar, pois ainda é possível
corrigir os erros do passado. Se estamos
satisfeitos com a atual conjuntura, tudo bem. Se almejamos alcançar
patamares melhores de vida, nada mais justo que promover uma remexida
em paradigmas velhos e obsoletos. Não é Lula que vai mudar,
e sim uma vontade geral de alertar os incautos para o fato de que a vida
tende sempre a evoluir para o novo.
Sou estudante
de medicina e praticante de artes marciais (Muay Thai). Gostaria de parabenizar
a revista VEJA pela reportagem "Os reis do sopapo" (8 de maio), que aborda
o vale-tudo e, principalmente, mostra como o esporte é tratado
no Japão, onde ginásios com capacidade para 50.000
pessoas, como o Tokyo Dome e o Saitama Super Arena, sediam os shows do
Pride, revelando o profissionalismo e o respeito para com o esporte e,
principalmente, para com o lutador. Ficam registrados também os
meus parabéns a Rodrigo "Minotauro", a Wanderlei Silva e a Ricardo
Arona que, entre vários lutadores brasileiros, são
tratados como ídolos no Japão.
Sucinta,
porém bastante esclarecedora, a matéria de VEJA sobre a
influência da depressão em quem tem problemas cardíacos
e de colesterol ("Coração e mente", 8 de maio). Nosso povo
precisa inclusive os médicos de outras áreas ,
a cada dia, entender, aceitar mais e assimilar que a depressão
é uma doença como outra qualquer e deve ser tratada por
um especialista, sem preconceitos.
Moda Causa espécie
a conduta adotada por esta revista no tocante às matérias
veiculadas recentemente sobre a grife Versace. Na edição
1 745 (Gente,
3 de abril), um vestido da grife usado pela atriz Sharon Stone
na última festa do Oscar é tido como suscetível de
"prender a respiração", dando a idéia de ser algo
espetacular. Outro modelo Versace utilizado por Jennifer Lopez na mesma
festa também é elogiado por VEJA na frase em que diz que
a atriz estava, "do pescoço para baixo, perfeita em Versace costurado
ponto a ponto para destacar ao máximo seus celebrados atributos".
Estranhamente, porém, na edição 1 749 ("O
declínio da grife Versace", 1º de maio), esses
conceitos são refutados sem explicação alguma. O
mesmo vestido usado por Jennifer Lopez, e antes elogiado pela publicação,
foi execrado ao se afirmar que a atriz teria sido considerada uma das
"mais malvestidas". Uma absurda contradição. Gostaria também
de informar que são inconsistentes as especulações
de que a grife passa por problemas financeiros e de imagem.
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