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Edição 1 751 - 15 de maio de 2002
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"VEJA mexeu
num vespeiro."
José Luiz de Jesus Salgado
Rio de Janeiro, RJ

Propina na privatização

Nosso país não pode afundar pelas ações de uma minoria que se julga capaz de fazer e acontecer ("Quinze milhões na Vale", 8 de maio).
Marcelo M. Pereira
Florianópolis, SC

VEJA de novo está de parabéns por nos dar mais uma notícia em primeira mão, mostrando deslizes de integrantes do partido do governo. Leva-nos a pensar nas razões de não termos bons candidatos para o páreo de outubro. Obrigado pelo profissionalismo. Que vocês possam sempre nos abrir os olhos com histórias tão boas como essa. Abraços a todos os que fazem dessa revista um dos poucos orgulhos nacionais.
Luis Carlos Ramos de Oliveira
Salvador, BA

Como é que eu faço para colocar meu nome na lista para enriquecer trabalhando para o Estado? Depois de Jader, Roseana e Ricardo Sérgio, será que não chega a minha vez?
Fabio Oliveira Almeida
Belo Horizonte, MG

Pergunto: e a discussão de idéias e propostas entre os candidatos à Presidência, que é o que interessa ao eleitor e mexe em sua vida e em seu bolso, onde fica? Ofuscada todo o tempo pelos escândalos?
Gustavo H. de Brito Alves Freire
Recife, PE

Quero parabenizá-los pelo excelente trabalho editorial e investigativo a respeito dos bastidores do recente processo de privatização no Brasil. Naquela época eu era analista de investimentos em um fundo de pensão de médio porte e vi muitas pessoas enriquecer do dia para a noite, entre 1994 e 1998, em vários escalões do governo, em suas agências e nos fundos de pensão. Gostaria apenas de reafirmar: sigam em frente nas investigações, porque há muito que descobrir. Ainda hoje, muitos gestores continuam à frente das agências públicas de fomento ao investimento, dos fundos de pensão e de muitos bancos, nacionais e estrangeiros.
Luiz Carlos Alves da Silva Junior
Niterói, RJ

Não é a primeira vez que VEJA publica denúncias sobre as atividades do senhor Ricardo Sérgio no governo. O estranho é que agora, às vésperas das eleições, apareçam mais. É preocupante verificar que nós, eleitores, temos cada vez mais razão para não confiar na classe política. Para quem apelar? Em quem confiar? Em quem votar? Será que estamos condenados a viver sem esperança de eleger alguém isento? Como, se quem quer que seja eleito não conseguirá governar se não se aliar ao grupo que ainda é maioria no Congresso? Lula? Garotinho? Ciro? Serra? Quem é confiável? Tenho 56 anos e sou eleitor desde 1989. Não tenho esperança de mudar alguma coisa com meu voto. Alguém tem?
Antônio Alves de Moura
Taguatinga, DF

 

Radar

Os procuradores da República e os procuradores regionais da República no Estado de São Paulo, abaixo-assinados, lamentam o teor da nota intitulada "Procura-se procurador", publicada em VEJA, na seção Radar, na edição de 8/5/2002, pois, ao não identificar a autoridade, coloca injustamente sob suspeita todos os membros do Ministério Público Federal que atuam no Estado de São Paulo, o que contraria a seriedade que se espera de qualquer veículo de comunicação. Por outro lado, manifestam a certeza de que os fatos, uma vez comprovados após regular apuração, ensejarão as sanções pertinentes.
Adílson Paulo Prudente do Amaral Filho
(seguem-se as assinaturas de mais 53 procuradores)
São Paulo, SP

 

Martin Sorrell

Escrevo para parabenizar a revista e a repórter Gabriela Carelli pela entrevista com o empresário Martin Sorrell (Amarelas, 8 de maio). Achei bem interessante o modo como ele administra suas empresas, como trata seus funcionários e como cria seus talentos. Sou analista de sistemas de uma firma de contabilidade e estou cursando faculdade de ciências contábeis. Com certeza vou guardá-la. Muitos administradores deveriam espelhar-se nele para incentivar os ótimos brasileiros que sofrem de baixa auto-estima em nosso país. Vamos valorizar a criatividade do funcionário brasileiro.
André Alkmin
Lorena, SP

As declarações do senhor Martin Sorrell de que "qualidade de vida é uma bobagem" deixaram-me muito preocupado. A vida desse pobre e simples homem, dono de um império gigantesco, se resume em trabalhar 150% de seu tempo. Coitados daqueles que o cercam! Nem sempre quantidade de horas representa o verdadeiro caminho para o sucesso. Para mim, trabalhar em excesso tem outras explicações. O equilíbrio entre a vida pessoal, familiar e social, e a profissional – fundamental para o verdadeiro sucesso de qualquer indivíduo – parece não existir em seu dia-a-dia. Sorte de seu cachorro, que precisa passear e tem a atenção do dono.
Antonio Carlos Moraes
Vinhedo, SP

Não acredito em receitas de sucesso, como as que o senhor Sorrell insiste em dar. Além disso, não creio que dedicar "150% do próprio tempo ao trabalho" – e exigir que todos os funcionários façam o mesmo – seja uma opção sadia.
Sérgio Becker
São Paulo, SP

 

Lula e os investidores

O Partido dos Trabalhadores teve, nestes últimos tempos, uma evolução fora de série. Os especuladores pararam no tempo ("O efeito manada volta a assustar", 8 de maio).
Ronaldo Cabrini
Natal, RN

Percebi que os receios externados pelos banqueiros estrangeiros têm algo de consistente, pois o fantasma do presidenciável Lula realmente assusta qualquer pessoa de bom senso. Ora, sabendo que os modelos de estadista escolhidos por ele são Fidel Castro e Hugo Chávez (quiçá Saddam Hussein também), quem não ficaria preocupado? Enfim, depois de votar em Lula várias vezes, creio que está na hora de admitir que estava errado. Devo mudar, pois ainda é possível corrigir os erros do passado.
Estácio Trajano Borges
Porto Velho, RO

Se estamos satisfeitos com a atual conjuntura, tudo bem. Se almejamos alcançar patamares melhores de vida, nada mais justo que promover uma remexida em paradigmas velhos e obsoletos. Não é Lula que vai mudar, e sim uma vontade geral de alertar os incautos para o fato de que a vida tende sempre a evoluir para o novo.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

 

Esporte

Sou estudante de medicina e praticante de artes marciais (Muay Thai). Gostaria de parabenizar a revista VEJA pela reportagem "Os reis do sopapo" (8 de maio), que aborda o vale-tudo e, principalmente, mostra como o esporte é tratado no Japão, onde ginásios com capacidade para 50.000 pessoas, como o Tokyo Dome e o Saitama Super Arena, sediam os shows do Pride, revelando o profissionalismo e o respeito para com o esporte e, principalmente, para com o lutador. Ficam registrados também os meus parabéns a Rodrigo "Minotauro", a Wanderlei Silva e a Ricardo Arona – que, entre vários lutadores brasileiros, são tratados como ídolos no Japão.
Bruno Pereira de Luna Freire
Recife, PE

 

Saúde

Sucinta, porém bastante esclarecedora, a matéria de VEJA sobre a influência da depressão em quem tem problemas cardíacos e de colesterol ("Coração e mente", 8 de maio). Nosso povo precisa – inclusive os médicos de outras áreas –, a cada dia, entender, aceitar mais e assimilar que a depressão é uma doença como outra qualquer e deve ser tratada por um especialista, sem preconceitos.
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP

 

Moda

Causa espécie a conduta adotada por esta revista no tocante às matérias veiculadas recentemente sobre a grife Versace. Na edição 1 745 (Gente, 3 de abril), um vestido da grife usado pela atriz Sharon Stone na última festa do Oscar é tido como suscetível de "prender a respiração", dando a idéia de ser algo espetacular. Outro modelo Versace utilizado por Jennifer Lopez na mesma festa também é elogiado por VEJA na frase em que diz que a atriz estava, "do pescoço para baixo, perfeita em Versace costurado ponto a ponto para destacar ao máximo seus celebrados atributos". Estranhamente, porém, na edição 1 749 ("O declínio da grife Versace", 1º de maio), esses conceitos são refutados sem explicação alguma. O mesmo vestido usado por Jennifer Lopez, e antes elogiado pela publicação, foi execrado ao se afirmar que a atriz teria sido considerada uma das "mais malvestidas". Uma absurda contradição. Gostaria também de informar que são inconsistentes as especulações de que a grife passa por problemas financeiros e de imagem.
Fernanda Boghosian Rossi
Gianni Versace – Capobello Importação Exportação e Comércio Ltda.
São Paulo, SP

 

OPORTUNIDADE NO CANADÁ


Nas últimas duas semanas, dezenas de leitores procuraram a redação de VEJA para saber mais sobre o assunto abordado na matéria "O Canadá quer você" (1º de maio). Nela, informou-se que o primeiro-ministro canadense, Jean Chrétien, acabara de criar um plano de incentivo à entrada de imigrantes no país. Os interessados devem seguir as seguintes recomendações: o primeiro passo é fazer um teste disponível no site http://www.cic.gc.ca, que pondera nove fatores, entre eles escolaridade, domínio de línguas, experiência profissional, parentesco e chance de conseguir emprego. Em seguida, o pretendente terá de contatar o consulado canadense em São Paulo para entrevista pessoal. No Brasil, o processo de avaliação das autoridades canadenses demora, em média, seis meses. O site do Consulado-Geral do Canadá no Brasil é http://www.dfait-maeci.gc.ca/brazil.

 

A ESCÓCIA É UM PAÍS?


O leitor John Fitzpatrick, da capital paulista, esbravejou depois de observar o mapa publicado na página 55 da edição 1 749 de VEJA ("O avanço da direita", 1º de maio): "Identificaram meu país, a Escócia, como sendo a Inglaterra. A Escócia é uma nação com governo próprio, sistema jurídico, história, língua, tradições e sua própria seleção de futebol". Fitzpatrick faz questão de lembrar que, com a Inglaterra, o País de Gales e a Irlanda da Norte, a Escócia forma o Reino Unido. "Espero que não se repita esse verdadeiro insulto aos escoceses. O que vocês sentiriam se um mapa da América Latina mostrasse o Brasil como sendo a Colômbia, a Bolívia ou a Argentina?" Apesar da veemência do leitor, a confusão entre a Inglaterra e as outras partes e até com o todo do Reino Unido é muito comum e aceita pela tradição brasileira. Isso deriva em parte do fato de o poder central britânico ficar localizado em Londres, na Inglaterra, onde, em Westminster, se reúnem os representantes das diversas partes do reino. Desde 1997, a Escócia ganhou o direito de eleger o próprio Parlamento, mas ele só se ocupa de assuntos regionais, como saúde, educação, transporte e meio ambiente. As decisões sobre impostos e aquelas com repercussão internacional, como política externa, comércio e segurança, emanam de Londres.

 

 

 
 
   
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