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História O
mistério do Graf Spee Destroços
do encouraçado de Hitler são retirados do fundo do Rio da Prata
Uma operação
de resgate marítimo financiada por um empresário uruguaio está
começando a retirar do fundo do Rio da Prata uma lenda da II Guerra, o
encouraçado Admiral Graf Spee, afundado por sua própria tripulação
em dezembro de 1939. Os destroços estão a 8 metros de profundidade,
nas proximidades de Montevidéu. Jóia da indústria naval do
III Reich, o Graf Spee era o menor, o mais leve e o mais rápido
cruzador de sua época. Seu poder de fogo era o maior de sua categoria.
Sob o comando de uma figura enigmática, o capitão Hans Langsdorff,
herói da Marinha alemã na I Guerra, o navio deixou a Alemanha dias
antes do início da II Guerra. Sua missão era afundar cargueiros
ingleses e atrair a Marinha inglesa para o Atlântico Sul. Nos quatro meses
seguintes, Langsdorff pôs a pique nove navios, um deles na costa brasileira.
Em 13 de dezembro, foi avistado por uma esquadra de três navios ingleses
próximo à entrada do Rio da Prata. Na batalha que se seguiu, o Graf
Spee danificou uma das embarcações inimigas e escapou para o
Rio da Prata. Com estragos consideráveis
e 36 mortos a bordo, o capitão conseguiu autorização do governo
uruguaio para ficar 72 horas no Porto de Montevidéu, tempo insuficiente
para efetuar os reparos. Langsdorff viu-se diante de um dilema. Suas ordens, recebidas
diretamente de Adolf Hitler, eram para voltar a alto-mar e lutar até a
morte. O capitão acreditava que uma força superior estava a sua
espera (na verdade, a esquadra inglesa só recebera o reforço de
um cruzador). Sua decisão foi afundar ele próprio o Graf Spee.
A tripulação pediu asilo no Uruguai e na Argentina, e muitos só
voltaram para a Alemanha após o fim da guerra. Atormentado pelos acontecimentos,
Langsdorff matou-se com um tiro na cabeça, três dias depois, em Buenos
Aires. |