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Tecnologia O
Windows descobre a beleza O novo sistema
da Microsoft é mais funcional, seguro e elegante  Rafael
Corrêa
Montagem
com fotos divulgação
 | | Windows
Vista: controle remoto e conexão com a TV |
VEJA avaliou com exclusividade no Brasil, na semana passada, uma versão
do Windows Vista que, segundo a Microsoft, é praticamente o produto final
que chegará às lojas no início do segundo semestre. O novo
modelo do sistema operacional é um salto e tanto em relação
a seu antecessor, o Windows XP: oferece maior segurança, facilidades para
a organização de arquivos e, sobretudo, é muito mais bonito.
Usado em nove de cada dez computadores, o Windows até agora era visualmente
pobre, limitado a cores básicas. O Windows Vista tem aparência mais
limpa, com elegantes bordas, menus transparentes e ícones animados. As
versões hoje em uso são uma porta aberta para hackers, vírus,
cavalos-de-tróia e outros programas maliciosos. No modelo novo, os principais
arquivos do sistema estão isolados numa área protegida, com o acesso
bloqueado por uma série de novos filtros e mecanismos de alerta que devem
dificultar a vida dos hackers. A Microsoft
sabe que a popularização das câmeras digitais, dos aparelhos
de MP3 e dos celulares que fazem de tudo acabou ofuscando o brilho dos computadores
como estrelas da era digital. O Vista é uma tentativa de devolver o PC
ao centro das atenções da casa, fazendo com que esses aparelhos
"conversem" com ele. Ou seja, o computador será preparado para funcionar
como uma central de entretenimento doméstico. Quem tiver um PC com placa
de TV e placa de vídeo que permita conexão a um televisor poderá
gravar programas para ser vistos posteriormente, executar músicas arquivadas
ou montar uma exibição de fotos. Tudo usando o controle remoto ou
um teclado sem fio. Ao interagir com as novas diversões do mundo digital
e oferecer maior segurança, o Vista finalmente consegue levar para o Windows
algumas das qualidades que consagraram a plataforma OS X usada nos Macs
da Apple como o melhor, o mais amigável e o mais seguro sistema
operacional em uso. Embora o Windows seja praticamente hegemônico no mercado
desde a sua primeira versão, a facilidade de operação dos
sistemas da Apple sempre foi uma pedra no sapato para a Microsoft.
Há outras semelhanças entre o Windows Vista e o OS X da Apple. A
organização dos arquivos se tornou bem mais fácil. "Aposentamos
aquele cachorrinho que ficava olhando para a gente, sem resolver nosso problema",
disse a VEJA Arvind Mishra, gerente de produto da Microsoft, referindo-se ao ícone
animado que aparece em buscas no Windows XP. Agora, o sistema conta com ferramentas
que vão além da procura de arquivos. Digitando-se uma palavra qualquer
numa área específica da página inicial, o sistema irá
exibir tudo o que estiver armazenado no disco rígido contendo essa palavra,
esteja ela em textos do Word ou e-mails, em fotos, em páginas da Web ou
em planilhas do Excel. Além disso, é possível organizar os
arquivos em grupos de afinidade, criando "etiquetas eletrônicas". O novo
sistema operacional traz novidades também na navegação pela
internet. Não será mais necessário abrir várias telas
do Explorer para visitar diferentes sites, acumulando-as na barra de tarefas.
Abre-se apenas uma tela, que pode abrigar vários sites, sinalizados por
abas como num arquivo de pastas de escritório.
Agora, a pergunta crucial: o Windows Vista funciona bem em qualquer computador?
Não. Para aproveitar todas as vantagens do novo sistema, são necessários
mais do que os 256 megabytes de memória que equipam a maior parte dos computadores
em operação nas casas e nos escritórios. Nestes, alguns recursos
gráficos do Vista não serão mostrados, como os ícones
animados. Gravar programas de TV exige discos rígidos com bastante capacidade.
Cada hora de gravação consome 1 gigabyte do disco. A maioria das
máquinas instaladas no Brasil tem apenas 40 gigabytes. Mesmo rodando o
Vista em computadores pouco potentes, no entanto, os novos itens de segurança
permanecerão ativos. Para atender às necessidades de diferentes
configurações, a Microsoft deverá lançar seis versões
do Windows Vista, sendo duas para empresas, três para consumidores domésticos
e uma mais básica, com menos recursos, para mercados emergentes. Quem quiser
tirar o máximo do Vista quase com certeza terá de programar a compra
de um novo computador.
TELA DE ENTRADA O
sistema de busca ficou mais eficiente Basta digitar uma palavra para
encontrar os arquivos em que ela aparece em todo o disco rígido. Em lugar
do sistema de menus em cascata que enchiam a tela, os programas são mostrados
numa lista. 
GALERIA
DIGITAL É mais fácil organizar
fotos e documentos Podem-se atribuir notas
(de uma a cinco estrelas) às fotos, agrupando-as pela beleza, pela importância
ou por qualquer outro critério. É possível colar "etiquetas
eletrônicas" nas fotos com indicações como "férias"
ou "festa de aniversário". Esse sistema de classificação
também pode ser utilizado para documentos ou planilhas. 
CENTRO DE DIVERSÃO Conectado
à TV, o micro vira uma central de entretenimento O controle
remoto permite navegar mais facilmente pelo acervo de músicas, fotos e
vídeos do PC. É possível gravar programas de TV para assistir
depois. 
PRIVACIDADE Tornou-se
mais simples administrar o que cada um faz num PC usado por várias pessoas
É possível estabelecer por quanto tempo cada pessoa pode
usar o computador e obter um relatório do que ela fez na máquina.
Os pais podem bloquear o acesso das crianças a determinados programas,
jogos e sites. | |
MENOR QUE UM LAPTOP, MAIOR QUE UM
IPOD
AP
 | | Origami:
uma nova forma de entretenimento portátil |
Não
é só com o Windows Vista que a Microsoft pretende fazer barulho
neste ano. Na semana passada, numa feira de tecnologia em Hannover, na Alemanha,
a empresa de Bill Gates encerrou o mistério que ela própria criou
em torno do projeto Origami. O boato era de um tocador de MP3 destinado a concorrer
diretamente com o iPod. Essencialmente, o Origami é um computador menor
que um laptop e maior que um iPod tem o tamanho de um livro destinado
a funcionar como um centro de comunicações e entretenimento portátil.
Serve para ouvir música, assistir a vídeos, jogar games, navegar
na internet e trocar e-mails. Com uma tela de 16 centímetros de largura,
pesa quase um 1 quilo. A semelhança com o tablet PC é enorme, mas
a Microsoft rejeita a associação. Isso porque o tablet PC, um tipo
de notebook sem teclado e com tela que reconhece a escrita manual lançado
há três anos, não pegou.
O Origami, também chamado de ultra-mobile PC (UMPC, na sigla em inglês),
vem em três versões. Todos os modelos compartilham uma configuração
básica, mas diferem nos acessórios. Estes vão de câmeras
fotográficas a sistemas de localização por satélite
(GPS). Os aparelhos funcionam com uma versão reduzida do Windows XP, e
a carga da bateria permite três horas de uso. Os primeiros Origami chegam
às lojas em abril e vão custar entre 500 e 1 000 dólares
nos Estados Unidos, dependendo dos acessórios escolhidos. A Microsoft nega
que o Origami se destine a roubar fãs do iPod, mas já promete, para
o fim do ano, versões mais compactas do aparelho. | |
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