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DVDs
Divulgação

Senhor
dos Anéis: ótimos bônus
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O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel (The Lord
of the Rings: The Fellowship of the Ring, Estados Unidos/ Nova Zelândia,
2001. Warner) O primeiro disco, que traz esse grande sucesso baseado
na obra do escritor J.R.R. Tolkien, conta com imagens de uma fidelidade
ao original acima da média até para os padrões atuais
do DVD. Já o segundo disco vem repleto de extras. Por exemplo,
palinhas de um videogame inspirado no filme, o clipe de Enya para a canção
May It Be e nada menos do que três documentários (o
melhor é Uma Passagem para a Terra Média). Há
ainda uma prévia de dar água na boca do segundo capítulo
da série, As Duas Torres, com estréia nos cinemas
marcada para janeiro. Um dos extras é muito intrigante: trata-se
de um trailer da edição especial do DVD de A Sociedade
do Anel, a ser lançada em novembro nos Estados Unidos com quatro
discos, horas de informações inéditas e uma versão
remontada do filme, com trinta minutos a mais. A New Line, produtora da
trilogia, garante que essa supercaixa não será vendida no
Brasil. Então o que essa provocação está fazendo
no DVD que já está nas lojas? É para deixar qualquer
um com a pulga atrás da orelha.

Veja também |
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O
Campeão (The Champ, Estados Unidos, 1979. Warner)
Não há cineasta que desconheça o potencial
dramático de uma criança desfavorecida pela sorte
especialmente se ela for fotogênica como Ricky Schroder, que tinha
8 anos à época em que o italiano Franco Zeffirelli dirigiu
esse melodrama. Schroder, além de ser encantador, sofre à
beça no papel do filho de um ex-campeão de boxe (Jon Voight),
que, depois de levar mais socos do que deveria, largou a carreira e vive
modestamente como cavalariço. Voight foi abandonado pela mulher
(Faye Dunaway) e é o mais bem-intencionado dos pais. Mas é
também um dependente incorrigível dos dados e da garrafa,
razão pela qual os papéis domésticos se inverteram:
embora o filho o idolatre, é ele quem cuida de pôr o pai
na cama à noite e o encoraja em meio às adversidades. Dunaway
é fria demais para convencer como uma mulher que redescobre o amor
materno, e Zeffirelli usa e abusa de todos os truques baixos que o sentimentalismo
permite. Mas, graças a Schroder, a choradeira é garantida.
LIVROS
E
o Bruno?, de Aleksandar Hemon (tradução de Lia Wyler;
Rocco; 218 páginas; 29 reais) Na primavera de 1992, o bósnio
Aleksandar Hemon partiu para uma viagem de um mês nos Estados Unidos.
Dias depois de sua chegada, a guerra explodiu em seu país e sua
família se viu sitiada em Sarajevo. Hemon decidiu, então,
que era mais prudente ficar onde estava. Passou a viver de bicos e estudou
inglês a ponto de dominá-lo como um americano ou muito
melhor que a maioria deles, segundo têm afirmado a crítica
americana e a inglesa. Lançado lá fora em 2000, E o Bruno?
é sua obra de estréia. Reúne oito histórias
sobre o Leste Europeu e sobre o tema do exílio. Hemon que
se casou nos Estados Unidos e fixou residência em Chicago
é um escritor satírico. Aborda com mordacidade todo e qualquer
tipo de assunto, não importa quão terrível ele seja.
O livro começa com um tio que conta histórias amedrontadoras
sobre os campos de concentração de Stalin a seu sobrinho
estupefato e prossegue com relatos como Uma Moeda descrição
do dia-a-dia numa cidade infestada por franco-atiradores.

Veja também |
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Tio
Tungstênio, de Oliver Sacks (tradução de Laura
Teixeira Motta; Companhia das Letras; 334 páginas; 34 reais)
O inglês Oliver Sacks é um neurologista com dom para a literatura.
Tornou-se famoso com livros como Um Antropólogo em Marte,
que valem a pena não somente pelo que narram (casos de pessoas
que aprenderam a conviver com graves problemas cerebrais, como a síndrome
de Tourette), mas também pela saborosa prosa do autor. Nesse novo
lançamento, Sacks volta-se para sua própria história
e reconta o despertar de sua vocação científica.
Paralelamente, escreve passagens iluminadoras sobre alguns de seus heróis
intelectuais, como a polonesa Marie Curie, que descobriu a radioatividade,
e o russo Dmitri Mendeleiev, criador da tabela periódica dos elementos
químicos. A química foi a grande paixão de Sacks,
antes que ele dirigisse sua carreira para a medicina.
DISCO
Paulo Rubens Fonseca
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| Elizete:
marco zero da bossa nova |
Canção
do Amor Demais, Elizete Cardoso (Eldorado) Há um
bom tempo fora de catálogo, esse disco foi o marco zero da bossa
nova. Lançado em 1958 pelo Festa, selo que era especializado em
discos de poesia declamada, ele reúne treze composições
da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Jobim cuidou dos arranjos e da
produção, além de reger a orquestra que se
casa perfeitamente à voz de Elizete Cardoso, em belas faixas como
Janelas Abertas e Caminho de Pedra. O disco também
é importante porque duas músicas (Chega de Saudade
e Outra Vez) contam com o violão de João Gilberto.
Foi o primeiro registro da batida que viraria marca registrada da bossa
nova. Reza a lenda que, num primeiro momento, o som de João Gilberto
desagradou à cantora.

Veja também |
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OS
MAIS VENDIDOS -
CRÍTICA
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 É
possível dividir a obra do filósofo inglês
Bertrand Russell (1872-1970) em duas fases. Enquanto no começo
de carreira ele produziu trabalhos de alto rigor teórico,
mais tarde se tornou um ensaísta capaz de emitir opiniões
a respeito de tudo uma faceta ruidosa, mas hoje reconhecida
como menor. A essa segunda fase pertencem os escritos de O
Elogio ao Ócio (tradução de Pedro
Jorgensen Júnior; Sextante; 184 páginas; 19,90
reais), em quarto lugar na lista de não-ficção
de VEJA. Lançada nos anos 30, a obra traz quinze artigos.
Há bons motivos para supor que seu apelo comercial
no Brasil decorre do fato de remeter ao best-seller O Ócio
Criativo, do italiano Domenico de Masi. Este último,
inclusive, assina a orelha do lançamento. Mas quem
comprar o livro de Russell pensando em encontrar algo na mesma
linha de De Masi, que faz um misto de sociologia e auto-ajuda,
vai acabar confuso.
A
verdade é que somente o primeiro ensaio fala sobre
o ócio. É um texto em que Russell desfia uma
série de utopias e considerações irônicas
sobre o assunto. "Eu acho que se trabalha demais no mundo
de hoje e que a crença nas virtudes do trabalho produz
males sem conta", sentencia. O filósofo sugere, então,
a sua própria receita. Numa sociedade perfeita, diz
ele, as pessoas deveriam trabalhar apenas quatro horas por
dia isso, sem perdas salariais. Os professores não
deveriam perder tempo dando mais que duas horas de aulas diárias,
para não quebrar a "afeição natural"
que nutrem pelos alunos. O mesmo tom tempera os demais ensaios.
Neles, Russell aborda temas tão variados quanto o fascismo,
a educação e os insetos. Como se trata de artigos
de ocasião, publicados originalmente em jornais, nem
mesmo o texto afiado disfarça a sensação
de que muita coisa ficou datada.
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