Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 764 - 14 de agosto de 2002
Artes e Espetáculos Cinema
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
  Os ajustes em Esperança
Nunca Mais, com Jennifer Lopez
Malditas Aranhas!, com David Arquette
Insônia, com Al Pacino e Robin Williams
O Enteado, de Juan José Saer
A poeta Maria Lúcia Dal Farra

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

De olhos bem abertos

Al Pacino é o homem bom que
dorme mal em Insônia, o novo
feito do diretor Chris Nolan

Isabela Boscov


Divulgação
Pacino, como o detetive Will Dormer: sob a luz onipresente do Ártico


Veja também
Estação VEJA: fotos
e trailer do filme

Diz uma personagem de Insônia (Insomnia, Estados Unidos, 2002) que só dois tipos de pessoas conseguem sobreviver na imensidão gelada do Alasca: as que nasceram lá ou as que estão fugindo de alguma coisa. Em princípio, o policial Will Dormer (Al Pacino) e seu parceiro Hap (Martin Donovan) não se encaixam em nenhuma das duas categorias. No suspense que estréia nesta sexta-feira no país, eles são detetives de Los Angeles que vão à cidade de Nightmute, quase no Ártico, colaborar com a polícia local na busca ao homem que matou brutalmente uma adolescente. Mas Dormer e Hap têm outros motivos para se enfiar em Nightmute. Hap está sob investigação. Se admitir seus erros, vai manchar também a reputação de Dormer - e todos os criminosos que ele prendeu voltarão às ruas. Dormer não quer que Hap confesse. Por isso, sente um misto de culpa e alívio quando, poucas horas depois de sua chegada ao Alasca, mata acidentalmente o parceiro. O veterano começa, então, a fazer uma matemática complicada: somar mentiras na esperança de que elas resultem em uma verdade - a prisão do homem que ele tem a incumbência de encontrar. Dormer atribui a morte de Hap ao assassino que ele está perseguindo, o escritor de mistérios Walter Finch (Robin Williams) - sobre cuja identidade o roteiro não faz nenhum segredo. Substitui provas do crime por outras, dispensa mandados de busca, oculta informações dos outros policiais e, por fim, chega ao extremo de fazer um acordo com Finch. As olheiras de Pacino, que ficam mais fundas a cada cena, não são só resultado de sua incapacidade de dormir nas noites ensolaradas do verão ártico. São uma manifestação física de seu dilema moral.

Insônia adaptado de um thriller norueguês é o terceiro, e muito aguardado, filme do diretor Chris Nolan, que virou celebridade com o sucesso-surpresa Amnésia. Seu filme anterior chamou a atenção pela habilidade com que manipulava uma estrutura inusitada. A história era contada de trás para a frente, de maneira a colocar o espectador na situação peculiar vivida pelo protagonista um homem cujas memórias não duram mais do que alguns minutos. Amnésia, que rendeu mais de cinco vezes o seu custo de 4,5 milhões de dólares, colocou seu diretor no mapa, entusiasmou cineastas como Steven Soderbergh que, junto com George Clooney, é o produtor do novo filme - e assegurou um orçamento de 50 milhões de dólares e um elenco de primeira linha para Insônia. Nolan fez o melhor uso possível dessas vantagens. Em vez de tentar superar seu truque anterior com outro mais mirabolante, partiu para provar que é um cineasta de fato, capaz de extrair o máximo de significado e interesse de uma história sob muitos pontos de vista clássica.

O que não quer dizer que ela seja convencional. Insônia é uma espécie de noir branco: seus personagens são repletos de zonas escuras, mas tentam escondê-las da melhor maneira possível sob a luz onipresente do Ártico. Nolan é também um roteirista talentoso, que mantém o suspense mesmo com todas as cartas na mesa. Por fim, é um diretor de atores inspirado. Sob seu comando, Al Pacino controla seu histrionismo para compor uma de suas atuações mais complexas e Hilary Swank (de Meninos Não Choram) mostra nuances insuspeitadas como uma policial cujo entusiasmo será temperado pelas suas descobertas. O verdadeiro milagre de Nolan, contudo, foi colocar rédeas nos exageros de Robin Williams e torná-lo perturbador e discreto no papel de um assassino. Um diretor com esse poder é capaz de qualquer outra coisa até de sobreviver em Hollywood.



   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS