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B de bacana
Malditas
Aranhas! é um
trash bastante divertido

Isabela
Boscov

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Filme
trash que se dê ao respeito tem de ter no máximo um ator
de segundo time e uma porção de aspirantes ao quinto escalão.
Tem de ter também criaturas insólitas, não se levar
a sério e, além de custar pouco, ter cara de que custou
pouco. Malditas Aranhas! (Eight Legged Freaks, Estados
Unidos, 2002), portanto, é um trash com honras. A aventura que
estréia nesta sexta-feira no país é encabeçada
pelo obscuro David Arquette, o xerife titubeante da série Pânico
e marido de Courteney Cox, de Friends. Trata, como o título
sugere, de aranhas gigantescas que invadem uma cidadezinha esquecida do
Arizona - resultado, como manda a cartilha do gênero, da infeliz
conjunção de um cientista maluco com uma dieta à
base de produtos tóxicos e um prefeito ganancioso. Os efeitos são
cuidadosamente calculados para não convencer demais, as gagues
e piadas surgem naquele ritmo-padrão - uma a cada três minutos,
mais ou menos - e há um bocado de gosma, mais engraçada
do que propriamente repulsiva. É bacana como só um filme
B é capaz de ser, e revela que a dupla de produtores formada por
Dean Devlin e Roland Emmerich (a mesma do sucesso Independence Day
e do fiasco Godzilla) passou por uma iluminação.
Em vez de torrar 125 milhões de dólares para reviver aquelas
bobagens deliciosas dos anos 50, pode-se (e deve-se) gastar um quarto
disso para divertir quatro vezes mais a platéia que tem apetite
para esse tipo de coisa.
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