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mia!
A Rede Globo corrige os rumos
de Esperança. Mas
videocassetada
não estava no script
Silvia
Rogar
Fotos divulgação
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| Nuno
Lopes e Maria Fernanda: eles, sim, são o casal número 1 |

Veja também |
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Na
semana passada, a gravação da novela Esperança
foi sacudida por uma videocassetada: a cena em que Camille (Ana Paula
Arosio) teve um acesso de ciúme ao ver seu amado, Toni (Reynaldo
Gianecchini), beijar uma estátua que representava a namorada que
deixou na Itália. A atriz caprichou tanto no golpe com uma barra
de ferro que Gianecchini foi alvejado por um fragmento da escultura. Ele
acabou a gravação com quatro dentes quebrados e oito pontos
no rosto, enquanto a própria Ana Paula torceu o pé na confusão.
Apesar de todo esse ímpeto, não se pode dizer que a atuação
da dupla venha empolgando a audiência. Há quinze dias, a
direção da Rede Globo recebeu os resultados da primeira
pesquisa qualitativa com os espectadores da atração. Graças
a ela, detectou-se que a personagem de Ana Paula vem causando menos empatia
do que a ex-namorada de Toni, Maria (Priscila Fantin), para quem os espectadores
fazem torcida. Para completar, o par romântico formado por Maria
Fernanda Cândido e pelo ator português Nuno Lopes agrada mais
que os próprios protagonistas. O público reclamou também
e isso não foi nenhuma surpresa que as imagens da
novela estavam escuras demais. Com base na pesquisa, a Globo cuidou de
amenizar os tons sombrios. Agora, dá até para ver os rostos
do elenco.
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| Arosio,
em seu arroubo expressivo: o galã ficou banguela |
A
pesquisa produziu efeito sobre o autor de Esperança, Benedito
Ruy Barbosa. Normalmente avesso a mudanças em suas histórias,
ele costuma dizer que, se tivesse de se guiar pelos humores da audiência,
faria papel tão-somente de um "datilógrafo". Desta vez,
no entanto, o noveleiro resolveu abrir exceções. Até
porque a média de audiência de Esperança ainda
não se consolidou num patamar elevado: só na semana passada
ela voltou a ficar acima dos 40 pontos registrados nos capítulos
iniciais. Entre as decisões tomadas por Ruy Barbosa, está
a de valorizar mais as virtudes de Camille, para equilibrar a luta entre
ela e Maria. "Vou mostrar que Camille é uma mulher capaz de atitudes
maravilhosas", anuncia ele. Paralelamente, o autor aposta em outro novo
elemento da trama: o bordel onde trabalha a prostituta Justine (Gabriela
Duarte, chatinha como sempre ao abrir a boca, mas sensacional naqueles
trajes sumários de dama da noite). Oficialmente, a recém-introduzida
casa de tolerância servirá apenas de ponto de encontro para
personagens de diferentes núcleos da novela, que lá discutirão
sobre política enquanto se divertem com a mulherada. Como em todo
folhetim dotado de um bordel, porém, ele deverá funcionar
mesmo é como isca para fisgar o espectador marmanjo.
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