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Edição 1 764 - 14 de agosto de 2002
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Mamma mia!

A Rede Globo corrige os rumos
de Esperança.
Mas videocassetada
não estava no script

Silvia Rogar

 
Fotos divulgação
Nuno Lopes e Maria Fernanda: eles, sim, são o casal número 1


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Galeria de fotos: personagens de Esperança

Na semana passada, a gravação da novela Esperança foi sacudida por uma videocassetada: a cena em que Camille (Ana Paula Arosio) teve um acesso de ciúme ao ver seu amado, Toni (Reynaldo Gianecchini), beijar uma estátua que representava a namorada que deixou na Itália. A atriz caprichou tanto no golpe com uma barra de ferro que Gianecchini foi alvejado por um fragmento da escultura. Ele acabou a gravação com quatro dentes quebrados e oito pontos no rosto, enquanto a própria Ana Paula torceu o pé na confusão. Apesar de todo esse ímpeto, não se pode dizer que a atuação da dupla venha empolgando a audiência. Há quinze dias, a direção da Rede Globo recebeu os resultados da primeira pesquisa qualitativa com os espectadores da atração. Graças a ela, detectou-se que a personagem de Ana Paula vem causando menos empatia do que a ex-namorada de Toni, Maria (Priscila Fantin), para quem os espectadores fazem torcida. Para completar, o par romântico formado por Maria Fernanda Cândido e pelo ator português Nuno Lopes agrada mais que os próprios protagonistas. O público reclamou também – e isso não foi nenhuma surpresa – que as imagens da novela estavam escuras demais. Com base na pesquisa, a Globo cuidou de amenizar os tons sombrios. Agora, dá até para ver os rostos do elenco.


Arosio, em seu arroubo expressivo: o galã ficou banguela

A pesquisa produziu efeito sobre o autor de Esperança, Benedito Ruy Barbosa. Normalmente avesso a mudanças em suas histórias, ele costuma dizer que, se tivesse de se guiar pelos humores da audiência, faria papel tão-somente de um "datilógrafo". Desta vez, no entanto, o noveleiro resolveu abrir exceções. Até porque a média de audiência de Esperança ainda não se consolidou num patamar elevado: só na semana passada ela voltou a ficar acima dos 40 pontos registrados nos capítulos iniciais. Entre as decisões tomadas por Ruy Barbosa, está a de valorizar mais as virtudes de Camille, para equilibrar a luta entre ela e Maria. "Vou mostrar que Camille é uma mulher capaz de atitudes maravilhosas", anuncia ele. Paralelamente, o autor aposta em outro novo elemento da trama: o bordel onde trabalha a prostituta Justine (Gabriela Duarte, chatinha como sempre ao abrir a boca, mas sensacional naqueles trajes sumários de dama da noite). Oficialmente, a recém-introduzida casa de tolerância servirá apenas de ponto de encontro para personagens de diferentes núcleos da novela, que lá discutirão sobre política enquanto se divertem com a mulherada. Como em todo folhetim dotado de um bordel, porém, ele deverá funcionar mesmo é como isca para fisgar o espectador marmanjo.



   
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